ALERTA: Golpe do Falso Parceiro Preocupa Profissionais e Empresas

Golpe do Falso Parceiro - Faca nas Costas

Ao passo em que a tecnologia avança, bem como as novas oportunidades de negócios, avançam também os golpes feitos pelos oportunistas no mercado de monitoramento e controle de vetores e pragas. Atualmente está em alta o golpe do falso parceiro.

O que é o Golpe do Falso Parceiro?

Zeca Malandro (nome fictício) nunca foi um profissional empenhado e bem-conceituado. Desde a sua formação profissional se dava bem entre os colegas e professores, circundava vários meios sociais articulando-se na construção de uma extensa rede de contatos, sempre com boa conversa e utilizando-se de uma linguagem técnica apropriada, porém, superficial.

Por saber falar e se posicionar bem, conseguia enganar a todos com aquele pseudoconhecimento.

Logo que se formou, manteve essa “prática labial” e conseguiu permear na ambiência onde circulam grandes nomes de sua área de formação. Conhecendo “gente grande”, postando fotos em redes sociais ao lado deles, passava aos seus seguidores a postura de um especialista no assunto.

Se encaixou em bons empregos e, por força das suas habilidades sociais, sempre disfarçou muito bem as suas incompetências, tornando-se na verdade um bom recrutador de gente para trabalhar consigo, e elencar seu próprio nome, já que nunca demonstrou espírito de equipe.

Passado algum tempo, Zeca Malandro abriu sua própria empresa de monitoramento e controle de pragas e vetores. Sem nenhum acervo técnico, competência para tocar negócios sozinho, ele enxerga em sua rede de amigos uma brecha onde poderia explorar nesse mercado. Disfarçado de bom parceiro, ele recruta seus companheiros em diferentes Estados para estabelecerem alianças profissionais.

Com boas conversas, obtém preços baixos e, vence licitações públicas e privadas para prestação de serviços em diferentes Estados. Na hora da execução, Zeca Malandro utiliza-se da mão-de-obra qualificada em cada região. Subloca informalmente esses recursos, e os seduz para locarem seus próprios veículos e equipamentos para execução dos serviços.

Os parceiros são então fascinados pela possibilidade de lucros que se apresenta ao fornecerem, além do seu trabalho, o aluguel dos veículos e equipamentos que dispunham. Todavia, após entregarem o produto final, seja o resultado do monitoramento ou do controle dos vetores e pragas, é que descobrem a armadilha em que se meteram ao se aliar com o malandro.

Na hora de pagar pelos serviços, Zeca pede prazos para pagamentos cada vez mais largos e segue dando aquela “canseira” clássica para os seus parceiros. Como não existem contratos firmados, apenas “acordos de [prováveis] cavalheiros”, não há como os parceiros comprovarem judicialmente os negócios acertados.

Malandro, ele também se vale do fato de estar muito distante geograficamente dessa rede de profissionais, e conta a pagar cai por terra: “Deixa pra lá!” – Vencidos pelo cansaço!

Zeca agora tem recursos financeiros, acervo técnico para expandir seus negócios e continua permeando tranquilamente no meio profissional. Essa é a realidade desses tempos.

E por que isso acontece?

Primeiramente, acontece porque no Brasil os profissionais não estudam com profundidade os negócios que possam construir em torno de suas carreiras.

Segundo, porque não buscam se capacitar efetivamente para dominar a cadeia de recursos necessários para firmar negócios.

Terceiro, porque o conhecimento requer disponibilidade de tempo e investimento financeiro, porém, muitos profissionais querem alavancar suas carreiras com velocidades incompatíveis com a realidade.

Quarto, porque ao ignorar esse conhecimento indispensável para esses negócios, se tornam vulneráveis para aproveitadores.

Quinto, porque se deixam seduzir por propostas financeiras que apresentam lucros maiores do que os possíveis no negócio.

Como identificar o golpe do parceiro antes dele acontecer?

 Se o parceiro venceu uma licitação pública ou concorrência privada em sua região, por que ele está recrutando você, sua instituição ou sua empresa para executar os trabalhos? Por que ele não levou a equipe da empresa dele para a execução do que fora contratado? Essas duas perguntas sinalizam para problemas operacionais muito sérios, pois o contrato depende essencialmente de recursos humanos. Não é possível operar tais serviços roboticamente em teletrabalho.

O parceiro não quer firmar nenhum tipo de contrato contigo ou com sua instituição ou empresa, tão pouco exige a emissão de nota fiscal pelos serviços. Alegou que sem transações que envolveriam os pagamentos de impostos, poderia até pagar melhor pelos serviços.

Isso sinaliza para problemas financeiros que a empresa dele está enfrentando ou que fazer negócios escusos, travestidos de “acordos de cavalheiros” são uma prática legal.

O parceiro prometeu locar sua infraestrutura (veículos e equipamentos) para a execução dos trabalhos, alegando que assim você poderá lucrar mais com aquele “ótimo negócio” que vocês estão fechando. Isso sinaliza que ele enfrenta problemas financeiros ou a falta de aparato suficiente para executar os trabalhos. Quer economizar com tudo, sublocar seus serviços e pode não pagar pelo que será executado por você e sua equipe.

Dicas importantes:

Capacitem-se!

Você e sua equipe devem se capacitar para que tenham condições de concorrer em licitações em sua região. Isso impede que aproveitadores se instalem na região e possam colocar em dúvidas a qualidade dos trabalhos de monitoramento e controle de vetores e pragas.

Invistam!

Toda empresa e todo profissional devem reservar parte de seus lucros para investimento em atualização. O setor de vetores e pragas está em constante aperfeiçoamento. Fique atento às inovações!

Divulguem-se!

Ao divulgar os trabalhos que vocês estão aptos para executar, os seus clientes poderão enxergá-los e os golpistas não terão espaço.

Registrem-se!

Empresas e profissionais devidamente registrados e legalizados têm condições de demonstrar aos clientes que estão contratando serviços de qualidade e amparados nas legislações vigentes. Pessoas só contratarão empresas sérias, se elas também se comportarem de maneira séria.

Denunciem!

Os conselhos regionais de classe existem para inspecionar o exercício dos profissionais e das empresas. São eles quem têm competência legal para fiscalizar e punir os infratores.

Fortaleçam! Ao se unirem com outros colegas profissionais e empresas do mesmo ramo, poderão tornar o setor de monitoramento e controle de vetores e pragas mais forte. Isso ajudará a afastar os golpistas e as empresas de fachada de encontrarem oportunidades de negócios.