Chikungunya

A Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae e do gênero Alphavirus. A viremia persiste por até dez dias após o surgimento das manifestações clínicas. A transmissão se dá através da picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo CHIKV. Casos de transmissão vertical podem ocorrer quase que exclusivamente no intraparto de gestantes virêmicas e, muitas vezes, provoca infecção neonatal grave. Pode ocorrer transmissão por via transfusional, todavia é rara se os protocolos forem observados.

Sinais e sintomas

Febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas
De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.

Diagnóstico

São três os tipos de testes mais utilizados para diagnosticar a doença: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública. Em situações de epidemia a maioria dos casos serão confirmados por critério clínico.

Transmissão

O vírus é transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus. Também existe transmissão de mãe para filho no momento do parto e por transfusão sanguínea.

Grupos de maior risco

O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas podem ser mais graves em recém nascidos de mães virêmicas próximo ao parto, e idosos. Pessoas com doenças crônicas podem ter a doença de base descompensada.

Tratamento

Procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.

Até o momento não existe um tratamento específico para chikungunya, a terapia utilizada é de suporte sintomático, hidratação e repouso.

Importante observar as recomendações abaixo:

  • Não utilizar AINH (Anti-inflamatório não hormonal) na fase aguada, pelo risco de complicações associados as formas graves de chikungunya (hemorragia e insuficiência renal).
  • Não utilizar corticoide na fase de aguda da viremia, devido ao risco de complicações.
  • Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Recuperação do paciente

Em geral, em dez dias após o início dos sintomas. No entanto, em alguns casos as dores nas articulações podem persistir por meses. Nesses casos, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica.

Prevenção

O mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença.  Isso previne não só a transmissão de chikungunya, como também de dengue e Zika.

Descrição da Doença

A Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae e do gênero Alphavirus. A viremia persiste por até dez dias após o surgimento das manifestações clínicas. A transmissão se dá através da picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo CHIKV. Casos de transmissão vertical podem ocorrer quase que exclusivamente no intraparto de gestantes virêmicas e, muitas vezes, provoca infecção neonatal grave. Pode ocorrer transmissão por via transfusional, todavia é rara se os protocolos forem observados.

Os sinais e sintomas são clinicamente parecidos aos da dengue – febre de início agudo, dores articulares e musculares, cefaleia, náusea, fadiga e exantema. A principal manifestação clínica que a difere são as fortes dores nas articulações, que muitas vezes podem estar acompanhadas de edema. Após a fase inicial a doença pode evoluir em duas etapas subsequentes: fase subaguda e crônica. A chikungunya tem caráter epidêmico com elevada taxa de morbidade associada à artralgia persistente, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida.

Situação Epidemiológica / Dados

O CHIKV foi isolado inicialmente na Tanzânia por volta de 1952. Desde então, há relatos de surtos em vários países do mundo. Nas Américas, em outubro de 2013, teve início uma grande epidemia de chikungunya em diversas ilhas do Caribe. Em comunidades afetadas recentemente, a característica marcante são epidemias com elevadas taxas de ataque, que variam de 38% a 63%.

No Brasil a transmissão autóctone foi confirmada no segundo semestre de 2014, primeiramente nos estados do Amapá e da Bahia, atualmente todos os estados do país já registraram casos autóctones. Poucos estados vivenciaram epidemias por chikungunya até o momento, no entanto, a alta densidade do vetor, a presença de indivíduos susceptíveis e a intensa circulação de pessoas em áreas endêmicas contribuem para a possibilidade de epidemias em todas as regiões do Brasil.

Orientações

Em caso de suspeita de chikungunya procurar o serviço de saúde e evitar automedicação.

Medidas de prevenção pessoal

Pessoas infectadas com o CHIKV são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, medidas de proteção pessoal, para minimizar a exposição dos pacientes aos mosquitos, tornam-se imperativas para evitar a propagação do vírus e, consequentemente, da doença.

É importante informar a pessoa infectada e outros membros da família e da comunidade sobre os métodos para minimizar este risco, tanto por intermédio da redução da população do vetor como da possibilidade de contato entre o vetor e as pessoas. Para minimizar o contato vetor-paciente, recomenda-se:

  • a pessoa infectada repousar sob mosquiteiros impregnados ou não com inseticida;
  • o paciente e os demais membros da família devem usar mangas compridas para cobrir as extremidades;
  • utilizar repelentes contra insetos aplicados à pele ou mesmo à roupa exposta, considerando que seu uso deve estar estritamente de acordo com as instruções contidas no rótulo do produto;
  • usar telas protetoras nas portas e janelas.

As medidas de prevenção pessoais são eficazes na prevenção da transmissão do vírus para outras pessoas.

Perguntas e respostas

O que é Chikungunya?
É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Quais são os sinais e sintomas?
Febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?
De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.

Quais exames confirmam o diagnóstico de chikungunya?
São três os tipos de testes mais utilizados para diagnosticar a doença: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública. Em situações de epidemia a maioria dos casos serão confirmados por critério clínico.

Como o vírus é transmitido?
O vírus é transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus. Também existe transmissão de mãe para filho no momento do parto e por transfusão sanguínea.

Existem grupos de maior risco?
O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas podem ser mais graves em recém nascidos de mães virêmicas próximo ao parto, e idosos. Pessoas com doenças crônicas podem ter a doença de base descompensada.

Como é feito o tratamento?
Procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.

Até o momento não existe um tratamento específico para chikungunya, a terapia utilizada é de suporte sintomático, hidratação e repouso.

Importante observar as recomendações abaixo:

  • Não utilizar AINH (Anti-inflamatório não hormonal) na fase aguada, pelo risco de complicações associados as formas graves de chikungunya (hemorragia e insuficiência renal).
  • Não utilizar corticoide na fase de aguda da viremia, devido ao risco de complicações.
  • Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Em quanto tempo o paciente se recupera?
Em geral, em dez dias após o início dos sintomas. No entanto, em alguns casos as dores nas articulações podem persistir por meses. Nesses casos, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica.

Como evitar?
O mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença.  Isso previne não só a transmissão de chikungunya, como também de dengue e Zika.

Quais os estados que possuem transmissão confirmada de chikungunya?
A partir de 2016 foi documentada transmissão autóctone em todos os estados do país, no entanto, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul os casos registrados são esporádicos.