Crivella cria comitê para auxiliar na conclusão das obras do metrô no Rio

Segundo ele, o foco principal da comissão é a estação da Gávea, na Zona Sul do Rio, que está com as obras paradas. Prefeito participou de ação na Rocinha para combater o Aedes aegypti.

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O prefeito Marcelo Crivella decretou, nesta quarta-feira (4), a criação de um Comitê de Transporte de Alta Capacidade para monitorar andamento das obras do metrô no Rio de Janeiro. Em 90 dias, a comissão deverá propor medidas a serem adotadas pelo município e acordadas com o estado para auxiliar o término das obras com maior rapidez.

“É uma forma da gente estreitar os laços com o governador para estender a rede de metrô[…]. Eu acho que a prefeitura tem que trabalhar junto com o estado pra gente melhorar”, explicou Crivella, durantecaminhada na favela da Rocinha para divulgar ações de combate ao aedes aegypti.

O foco principal da comissão é a estação da Gávea, na Zona Sul do Rio, que está com as obras paradas. Segundo Crivella, essa comissão está sendo criada para ajudar a verificar os aspectos em que a prefeitura poderá ajudar a viabilizar as obras.

“Na verdade, nós queremos fazer parceria para verificar em que setor a prefeitura pode apoiar as obras do metrô, sobretudo, nessa estação da Gávea, em termos do subsolo. Nós temos várias tubulações que são controladas pelo município. Tem também a questão do trânsito, a questão da urbanização que pertence a nós, o uso do solo”, destacou.

De acordo com o decreto, o trabalho do Comitê deverá se concentrar no acompanhamento do cronograma de execução das obras, com foco principal na estação Gávea. O Comitê será integrado por representantes da Secretaria Municipal de Transportes, Secretaria da Casa Civil, Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente e Subsecretaria de Projetos Estratégicos do Gabinete do Prefeito.

Durante a caminhada na Rocinha, Crivella visitou casas de moradores para mostrar como é feito o o combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Neste verão, a expectativa é que metade dos cariocas pode contrair a febre chikungunya, de acordo com informações do secretário de Saúde, Carlos Eduardo Mattos, que acompanhou o prefeito na visita.

Em 2016, toda a cidade registrou mais de 25,5 mil casos de dengue. A Zona Oeste foi a mais afetada pela doença. Bangu registrou 1.757 ocorrências. O Rio teve 31,9 mil casos de zika. Santa Cruz foi o recordista no registro de casos, com 1.567 notificações.

Crivella e Carlos Eduardo, secretário de saúde, caminham pela Rocinha (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)

Crivella e Carlos Eduardo, secretário de saúde, caminham pela Rocinha (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)

Municipalização dos restaurantes populares
Crivella também falou sobre a municipalização dos restaurantes populares. De acordo com o prefeito, a Secretaria de Desenvolvimento, Emprego e Inovação já está estudando com o governo estadual a proposta para essa transição.

“Nós estamos em contato com o governador Pezão. Há vários restaurantes estão fechados. Ontem mesmo estivemos em Bangu e vários populares me pediram para reabrir o da Zona Oeste. A nossa secretária, Clarissa, está em contato com o estado para nós fazermos a parceria e podermos reabri-los”, disse o prefeito.

De acordo com Crivella, a verba para assumir essa gestão será equilibrada a partir dos cortes que foram feitos no número de Secretarias e cargos comissionados, além da atualização das receitas tributárias da cidade.

“Pedimos aos secretários pra reduzirem os custos de todos os contratos. Fornecimento de equipamentos, de serviços. Estamos fazendo um grande esforço, junto com a Secretaria de Fazenda pra nós atualizarmos as receitas tributárias do nosso município. É ai que nós vamos encontrar os recursos”, explicou.

Dívidas dos planos de saúde
A questão das dívidas dos planos de saúde com a Prefeitura do Rio também é um dos assuntos prioritários para o novo governo. Segundo Crivella, essa dívida passa de R$ 500 milhões. A prefeitura diz estar negociando uma forma de permuta para o pagamento dessas dívidas, na qual os planos de saúde poderiam pagar com serviços parte dessas dívidas. O objetivo da permuta é diminuir as filas do Sistema de Regulação de Vagas dos hospitais. (SisReg). Ainda de acordo com Crivella, o desejo é que essa troca de serviços seja colocada em prática nos próximos 30 dias.

“Estamos conversando há mais de um mês. Vamos consultar o Ministério Público, vamos consultar a nossa procuradoria, a dívida deles é enorme. Eu gostaria que entrasse em prática nos próximos 30 dias. O secretário de saúde também está muito empenhado nisso. Temos urgência. Queremos fazer até usando os hospitais das redes que eles possuem ou que eles nos cedam os profissionais para operarem nos nossos nos fins de semana. Eu estou muito empenhado nisso. É prioridade total”, afirmou.

Crivella quer reduzir índices de criminalidade
Nesta terça (3), Crivella participou do plantio de 40 mudas de espécies florestais no Rio da Prata de Bangu, ao pé da serra de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Durante o encontro, ele falou sobre a mudança de foco de aguação da Guarda Municipal e anunciou prazo de dois meses para diminuição dos índices de criminalidade na cidade.

“Eu acho realmente que a guarda precisa mudar o foco. A Guarda sempre muito voltada, eu diria, para o combate ao camelô e também às multas. Nós agora vamos articular para ficar nas manchas de criminalidade, nas calçadas, nas áreas turísticas do Rio de Janeiro, onde todos os dias acontecem pequenos delitos, furtos, assaltos, outros maiores, por exemplo o roubo de carros, às vezes até homicídios (…) Nós vamos dar aí 60 dias e depois começar a cobrar os índices efetivos”, disse o prefeito.

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