Imprensa é tratada com descaso pelos administradores da Arena da Amazônia

Falta de cadeiras, tribunas quebradas e sujas, além de fezes de pombo, foram os “obstáculos” enfrentados pela imprensa na final do futebol feminino

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Tribuna de imprensa estava sem condições de receber os jornalistas (Fotos: Redação Esportiva)
Parte da imprensa esportiva que esteve acompanhando a final do Campeonato Amazonense Feminino de Futebol, na noite deste sábado (11), entre Iranduba e 3B, se deparou com uma cena lamentável dentro da Arena da Amazônia, considerado um dos estádios mais lindos e modernos do Brasil e do mundo.
Poucos antes do início da partida, que terminou com o hepta campeonato do Hulk da Amazônia, após o empate em 1 a 1, a equipe do Redação Esportiva foi utilizar a tribuna de imprensa. Como de costume. Mas desta vez, ao chegar no local, para a montagem dos equipamentos, foi encontrada uma tribuna devastada. Além de quebradas, estavam sujas de fezes de pombo e com as lonas utilizadas no jogo da Seleção Brasileira contra a Colômbia, em 2016, jogadas pelo meio do caminho.
“É desumano sair de casa e encontrar um lugar assim para trabalhar. Estamos falando de uma Arena da Amazônia, um dos principais estádios do mundo. Aí vou para o lugar que sempre gravo os Vts dos jogos e não temos cadeiras, além disso temos que ficar em meio a fezes de pombo. Difícil. Nunca vi algo igual”, disse o surpreso, o cinegrafista e produtor, Danilo Andrade.
Equipamento de trabalho em meio a fezes de pombos (Foto: Anderson Silva)
Equipamento de trabalho em meio a fezes de pombos (Foto: Anderson Silva)
De acordo com o diretor do Redação, Anderson Silva, que esteve no local acompanhando os trabalhos, a cena desanima.
“Não queremos um tapete vermelho, mas sim respeito. Muitos jornalistas gostam de acompanhar os jogos na beira do gramado, já a nossa equipe prefere a tribuna de imprensa. Algumas rádios também utilizam a tribuna. É lamentável trabalhar assim. Recentemente me recuperei de uma pneumonia e trabalhar em um lugar assim, que oferece risco à saúde, dá um desanimo total”, reclamou.
Ainda com a bola rolando, antes do fim do primeiro tempo, a organização do estádio encaminhou duas pessoas para realizar o serviço de limpeza. “Uma falta de consideração ter que parar o nosso trabalho para que seja feita a limpeza do local”, lamentaram os integrantes da equipe.
 Lona jogada, fezes de pombo e tribuna destruída (Foto: Anderson Silva)
Ao ver as imagens, um dos responsáveis pela Rádio Web A Gazeta da Tarde, uma das rádios de esportes mais ouvidas da capital, Marcelo Figueiredo, se assustou com o episódio.
“Sempre quando transmitimos os jogos encontrávamos o estádio limpo. Me assustou ver essas imagens. Nem parece que é na Arena da Amazônia. Uma pena”, afirmou.
A última partida realizada na Arena da Amazônia foi entre Fast e Rio Negro pela final do Campeonato Amazonense Sub-20, no dia oito de setembro.

Erro “pontual”

 

Procurado pela reportagem do Redação Esportiva, o administrador da Arena da Amazônia, Raniere Parente, funcionário da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), órgão que cuida do estádio, assumiu que houve um erro no cronograma de limpeza.
“Na verdade foi um erro pontual nosso. Já conversei com a encarregada da limpeza e já nos alinhamos para que isso não ocorra mais”, garantiu.
Funcionário da Sejel realizando a limpeza do local com a partida em andamento (Foto: Anderson Silva)

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