Análise de água da Unemat comprova contaminação por fezes de pombos

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A suspeita de que alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Cáceres, consumiram água contaminada com fezes de pombos durante muito tempo, foi confirmada. O resultado da análise de água retirada de alguns bebedouros dos departamentos apontou alta concentração de escherichia-coli, que nada mais é que cocô. A Vigilância Sanitária do município recomendou a interdição dos bebedouros e a desinfecção dos reservatórios. A direção do campus, diz que as providências já foram tomadas.

A análise foi feita pelo Laboratório de Fronteiras, no dia 11 de novembro. O resultado, confirmando a contaminação saiu no dia 5 de dezembro. Em um trecho do documento, contendo o resultado do trabalho, a direção da vigilância, afirma que a água é totalmente imprópria para o consumo humano. O Campus Universitário “Jane Vanini” é o maior da instituição. Conta com cerca de 2.500 alunos, distribuídos em 13 cursos regulares, entre eles, Medicina, Direito, Enfermagem, Informática, Letras, entre outros. Além de pós-graduações, mestrados e doutorados.

A suspeita sobre a qualidade da água surgiu no início do mês de novembro quando, em uma limpeza na caixa d’água da biblioteca do campus, a empresa contratada para o serviço retirou um amontoado de fezes de pombos encontrados no piso do reservatório.  A caixa havia sido interditada há 45 dias. Porém, a suspeita era de que, os demais reservatórios que distribuíam água para os bebedouros de vários cursos, também estariam recebendo água contaminada. À época a direção do campus negou. O resultado da análise agora comprovou.

Ao recomendar a interdição dos bebedouros e a desinfecção dos reservatórios, a Vigilância Sanitária orientou a universidade realizar análise da água periodicamente e encaminhar o resultado ao setor competente do órgão, sob pena de todo campus ser interditado. A Vigilância informou que recebeu um ofício do campus, assegurando que já cumpriu as recomendações. Contudo, conforme a direção da V.S, no documento não consta o laudo de desinfecção dos reservatórios e que, uma nova vistoria será feita no campus ainda nesta semana.

O que diz a direção do campus!

A direção do campus garante que já cumpriu as recomendações da Vigilância Sanitária e que nem toda contaminação da água é proveniente da sujeira dos reservatórios. O professor Antônio Francisco Malheiros afirma que, em uma análise feita por uma empresa particular contratada pelo campus, constatou que grande parte da contaminação vem da água do cavalete. “Uma análise feita por uma empresa particular comprovou que grande parte da contaminação vem da água da rua. Pois a coleta foi feita no cavalete”.

Ele disse, inclusive, que já informou a direção da Águas do Pantanal, distribuidora de água tratada para todo o município, sobre a descoberta. No que diz respeito, as recomendações da Vigilância Sanitária, Malheiros, garante que  “todos os procedimentos exigidos foram cumpridos antes mesmo da recomendação” assegura lembrando que os reservatórios foram limpos e desinfectados e os locais de entradas dos pombos no prédio foram trancados.

Pombos transmitem 50 tipos de doenças

Estudos garantem que os pombos transmitem cerca de 50 tipos de doenças. A criptococose é uma das principais, que contamina as pessoas através da inalação de fungos que estão presentes nas fezes deste animal. Ela ataca o pulmão e pode chegar também ao sistema nervoso central, ocasionando sintomas como dor de cabeça, sonolência e febre. Em alguns casos, pode causar até meningite. Cerca de 30% das pessoas infectadas morrem.

Outra doença comum é a histoplasmose, também transmitida pelos fungos das fezes dos pombos. Ela origina uma micose muito profunda que chega a afetar os órgãos internos do ser humano. A salmonelose, outra doença ligada aos pombos, apresenta os sintomas de uma intoxicação alimentar, principalmente de carne contaminada. Ela causa diarreia e outras dores abdominais.

Os pombos também podem transportar alguns micro-organismos nas penas. Por causa disso, podem causar dermatites caso entrem em contato com os seres humanos. As dermatites causam muita coceira, infecções e até se transformam em alergias que afetam o sistema respiratório.

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