Aumenta o aparecimento de escorpiões amarelos em Jaraguá do Sul

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As temperaturas altas do verão costumam aumentar o número de acidentes com animais peçonhentos nos estados brasileiros. Serpentes, aranhas, escorpiões e outros bichos, causaram, entre os meses de janeiro e novembro do ano passado, 6.703 acidentes somente em Santa Catarina, de acordo com Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).

A frequência dos episódios, segundo o bombeiro socorrista e instrutor da Corporação de Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, Edhuardo Nogueira de Araújo, ocorre devido ao clima quente, que favorece a saída dos animais de seu habitat natural em busca de alimentos. Contra este perigo, Araújo orienta os moradores a realizarem a manutenção do quintal de casa, deixando limpo e com mato baixo, além de tirar entulhos e materiais de construções.

Outro fator que vem chamando a atenção dos voluntários é o recorrente e atípico encontro com escorpiões, em especial na região central. “O aparecimento deles não é comum por aqui, porém está aumentando cada vez mais. Se algum morador encontrar um escorpião, deve ligar para o Controle de Zoonoses da Prefeitura ou para os bombeiros, em caso de riscos eminentes”, aponta Araújo.

O órgão está buscando maiores informações sobre a origem do animal no município e sua proliferação. Por ser uma situação nova, ainda são poucas as unidades de soros antiofídicos para picadas. Segundo o socorrista, a espécie mais detectada é a amarela.

Em Santa Catarina, no ano passado, com dados coletados até o mês de julho, o Planalto Norte foi a região que mais registrou acidentes com animais peçonhentos, com 623 casos. Em 2015 foram 1.035 e no Estado, 9.245. Araújo afirma que em Jaraguá, as serpentes lideram o ranking de animais mais localizados. “Entre o final do ano passado e começo deste, não tivemos acidentes causados por nenhum deles. A maioria se encontra nos bairros”, afirma o bombeiro.

Em nível estadual, as aranhas são as maiores causadoras de acidentes, foram 3.140 ocorrências até metade de 2016, seguidas pelas cobras (402), abelhas (358), lagarta (229) e escorpião (143).

Em casos de picadas, o bombeiro alerta que o paciente não deve fazer o torniquete, pois assim trancará a circulação do local e aumentará as chances de maiores complicações. O ideal é identificar o animal, ir para o hospital e tentar deixar a vítima deitada para o veneno não se espalhar rapidamente. Se possível e sem se arriscar, é bom levar o bicho no atendimento.

Como evitar acidentes com animais peçonhentos

– Usar botas: com o corte de vegetação e limpeza de terrenos é possível evitar até 80% dos acidentes com cobras. Porém, antes de calçar as botas, verifique se não há aranhas, escorpiões ou outros animais peçonhentos na parte interna.
– Proteger as mãos: não coloque as mãos em frestas, tocas, cupinzeiros, ocos de troncos. Use um pedaço de madeira para verificar se não há animais nesses locais. Utilize luvas para limpeza doméstica.
– Acabar com os ratos: a maioria das cobras se alimentam de roedores. Por isso, mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações, evitando atrair esses predadores.
– Conservar o meio ambiente: os desmatamentos e queimadas, além de destruírem a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas.

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