Capela do Divino Espírito Santo, em Piracicaba, é interditada após infestação de cupins

A capela do Divino Espírito Santo, tombada como patrimônio histórico de Piracicaba (SP), precisou ser interditada por conta de problemas estruturais causados por cupins. Além dos bancos, o forro de madeira seria a parte mais atingida, correndo o risco de desabar.

A capela é de propriedade da Irmandade do Divino Espírito Santo, responsável por manter viva a tradição da Festa do Divino. Considerada patrimônio imaterial, a festa é realizada há quase dois séculos e atrai cerca de 40 mil pessoas durante a programação, que inclui a derrubada de barcos no Rio Piracicaba.

Prédio da capela do Divino Espírito Santo foi construído há 90 anos e é considerado patrimônio histórico de Piracicaba (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

O prédio de mais de 90 anos passou por inspeção do Instituto Brasileiro de Avaliações e Pesquisas (Ibape), que constatou que apesar de a estrutura do telhado estar bem conservada, o forro de madeira corre o risco de desabar pois foi tomado pelos cupins.

“Nós vimos que a estrutura auxiliar, aquela que dá sustentação ao forro, havia sido comprometida por cupim”, explicou o engenheiro civil membro do Ibape, José Geraldo Santin Dias.

Apesar de ser um patrimônio tombado, o prédio pode passar por modificações na parte interna e por conta disso o forro de madeira será substituído por outro material. “Pode ser um foto de PVC anti-chamas ou de outro material que não propague fogo, atendendo às normas”, explica Santin.

Os bancos da capela também estão comprometidos: a madeira foi tratada, mas isso não impediu a infestação dos cupins – todos terão que ser trocados. Por enquanto, as orações dos terços estão sendo feitas em um altar improvisado no barracão ao lado que também foi afetado por cupins, mas os problemas são pontuais e não há riscos.

Bancos foram atacados por cupins e serão substituídos na capela do Divino Espírito Santo, em Piracicaba (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Ajuda dos fiéis

Ainda não há previsão de início das obras ou de liberação da capela. O próximo passo é um levantamento dos custos da reforma. A Irmandade, porém, sobrevive apenas de doações e agora mais do que nunca conta com a ajuda dos fiéis.

“Algumas festas nós fazemos durante o ano. Se fazíamos quatro, vamos ter que fazer oito, dez, e muita doação. A gente vai contar com isso” explica Sabrina Casarin, relações públicas que faz parte da Irmandade.

Autor: Comunicação Pragas e Eventos

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