Complexo esportivo é vistoriado após mortes por febre maculosa em Jundiaí

Parquinho e campo de futebol foram apontados como locais de infecção. Três pessoas morreram vítimas da doença neste ano na cidade.

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A Vigilância em Saúde de Jundiaí (SP) intensificou o combate à febre maculosa depois que três pessoas morreram vítimas da doença na cidade. De acordo com os agentes, todas foram infectadas em um complexo esportivo localizado na Vila Maringá. As famílias apontam um campo de futebol e um parquinho como sendo locais de infecção.

No ano passado, uma pessoa morreu vítima de febre maculosa em Jundiaí. A doença é transmitida pelo carrapato estrela, que se estiver infectado com a febre maculosa pode gerar sintomas iguais a uma gripe. “Em mais de 95% dos casos, o primeiro sintoma é febre, seguida de dor no corpo e  possíveis manchas no corpo. É preciso procurar um médico com rapidez para iniciar o tratamento”, explica o gerente de controle de Zoonoses, Carlos Ozahata.

Maria Eduarda de 5 anos foi uma das vítimas da doença. A avó conta que ela foi brincar em um parque e, depois de ser picada pelo carrapato, começou a se sentir mal e foi ao hospital várias vezes. “A população precisa ser melhor informada sobre a doença. Quando você leva o seu filho para brincar em um parque, não imagina que ele pode ser picado por um carrapato e ter uma doença que pode matá-lo em 10 dias”, afirma Rosilda Leal.

Matheus foi vítima da doença em Jundiaí (Foto: Reprodução/TV TEM)Matheus foi vítima da doença em Jundiaí
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Já Matheus tinha 15 anos e adorava jogar futebol. A mãe contou que o filho também esteve várias vezes no hospital. No começo, os médicos desconfiavam de outras doenças. “Foi muito rápido o que aconteceu com ele. No hospital, os médicos só falavam em suspeita de dengue”, lembra Fabiana Delabella.

O gerente do centro de controle de zoonoses diz que os técnicos já tomaram todas as providencias e o local não é considerado de risco. “Fizemos uma pesquisa para verifcar a concentração de carrapatos na localidade e as espécies envolvidas. Fizemos também a aplicação de veneno, um processo que durou 30 dias”, finaliza Ozahata.

Parquinho e campo de futebol foram apontados como locais de infecção (Foto: Reprodução/TV TEM)Parquinho e campo de futebol foram apontados como locais de infecção (Foto: Reprodução/TV TEM)

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