INAE encerra 20 estabelecimentos por falta de higiene

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A Inspecção Nacional das Actividade Económicas (INAE) mandou encerrar 20 estabelecimentos comerciais em todo o território moçambicano, no período compreendido entre 13 a 24 do corrente mês, devido a más condições de higiene, incluindo infestação de ratos.

A inspectora-geral da INAE, Maria Rita Freitas, explica que uma equipe da instituição que dirige apurou que um dos proprietários dos estabelecimentos visados limitava-se a resselar as embalagens dos produtos alimentares danificados pelos ratos ao invés de inutilizá-las.

A inspectora-geral da INAE, Maria Rita Freitas, explica que uma equipe da instituição que dirige apurou que um dos proprietários dos estabelecimentos visados limitava-se a resselar as embalagens dos produtos alimentares danificados pelos ratos ao invés de inutilizá-las.

Após o rato ter penetrado dentro da embalagem de massa, bolacha, biscoitos, de pão, etc, eles (proprietários) levam uma fita-cola colavam e continuavam a vender o produto ao público como se nada tivesse acontecido“, disse Rita Freitas, falando em conferência de imprensa, em Maputo.

Referiu que a atitude dos proprietários constitui uma grave infracção e um atentado a saúde pública.

Ao consumir este produto onde o rato já lá esteve, é um perigo para a saúde de qualquer um de nós, pelo que não podemos tolerar que situações dessas aconteçam“, vincou.

Destacou que, durante a inspecção nos estabelecimentos, a INAE também verificou a presença de excrementos de ratos e gatos nos corredores de algumas lojas.

Por isso, Freitas fez questão de advertir os proprietários de estabelecimentos de venda de produtos alimentares para que evitem o recurso a gatos no caso de infestação de ratos.

No referido período, a INAE inspeccionou um total de 753 estabelecimentos comerciais, entre elas padarias, pastelarias, restaurantes, supermercados e bares.

Com cinco estabelecimentos a província central de Sofala foi a que registou o maior número de unidades encerradas, tendo a província meridional de Gaza reportado apenas um caso. Na cidade de Maputo, capital moçambicana foram encerrados três estabelecimentos comerciais.

Não podemos tolerar que estes estabelecimentos continuem a funcionar sem que tenham o mínimo de condições para evitar criar problemas à saúde pública“, disse Freitas, frisando que ainda se nota uma certa leviandade na forma como alguns agentes económicos encaram as inspecções da INAE.

Ao todo, os estabelecimentos encerradas serão multadas num valor que varia entre 30 mil meticais à 130 mil meticais.

Ainda no mesmo período, a INAE apreendeu cerca de três mil produtos contrafeitos em oito estabelecimentos comerciais no país.

Sobre os produtos, Freitas disse que não pode revelar para não levantar suspeitas às lojas que ainda não foram inspeccionadas.

Referiu que manteve encontros com as associações dos Importadores no país para, uma vez mais, advertir sobre a necessidade de introduzir rótulos em língua portuguesa, nos produtos importados, em conformidade com a legislação vigente no país.

Entrou em vigor em 2011, e até ao momento não se está a implementar“, disse, acrescentando ser preocupante o facto de os Importadores continuarem a ignorar este requisito legal.

Qualquer consumidor quer saber o que está a comprar. Na zona norte há muitos produtos que estão em língua árabe, chinesa, e não sabemos qual é a sua composição”, disse a Inspectora-geral.

A INAE é uma instituição pública, que tem como uma das atribuições, fiscalizar todos os locais onde se procede a actividade industrial, comercial, ou de prestação de serviços.

AIM

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