SLU interdita galpão onde trabalhava catador de papel que morreu por leptospirose no DF

A associação dos catadores de papéis do Setor de Garagens Norte foi interditada após a morte do catador de materiais recicláveis, Marcelo Nunes da Silva, de 20 anos, por leptospirose. Ele trabalhava na associação de catadores de papéis há 2 anos e é a primeira vítima da doença –transmitida pela urina de ratos – no Distrito Federal em 2019.

O grupo tem convênio com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) que, após o caso, transferiu duas cooperativas para galpões no SAAN e Scia, de forma definitiva.

morte do catador foi confirmada pela Secretaria de Saúde do DF nesta quarta-feira (3). A Vigilância Ambiental afirma que são grandes as chances da infecção ter acontecido no ambiente de trabalho.

A presidente da associação de catadores de papel, Luzia Borges, diz que as condições de trabalho eram péssimas. Luzia, que também é catadora, diz que Marcelo era um funcionário exemplar. Os pais do Marcelo também são catadores, mas desde a morte do filho não voltaram ao trabalho.

Segundo o SLU, todos os galpões de triagem serão lavados com o apoio de caminhões pipa e desratizados a partir desta quinta-feira (4). O órgão afirma que o galpão onde Marcelo trabalhava já foi desratizado e ficará fechado.

“As duas cooperativas que ocupavam o local há muitos anos de maneira informal estão sendo contratadas pelo SLU”. Segundo o órgão, os contratos não foram assinados antes porque as cooperativas não possuíam toda a documentação necessária.

Casos confirmados

Os dados levantados pela pasta mostram que, de janeiro a março de 2019, seis casos da doença foram confirmados no DF. O número é quase o mesmo que o registrado nos doze meses do ano passado, quando ocorreram sete casos de leptospirose. Nesse período, quatro pessoas morreram.

O levantamento da Saúde indica que, em 2017, sete pessoas também foram contaminadas, e uma pessoa morreu por causa da doença.

Pernambuco tem primeira morte por leptospirose do ano

O Estado confirmou a primeira morte por leptospirose de 2019. O paciente em questão era do sexo masculino e morava em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana. A doença, que é transmitida pela urina de ratos, teve 112 casos notificados até o último dia 30 de março. Ou seja, um caso em média por dia. A 1ª Regional de Saúde, que engloba o Recife e a Região Metropolitana do Recife, concentra 85 do total de notificações. Com a intensificação do período chuvoso, a população deve estar alerta para a prevenção a esta doença

Segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) sobre a semana epidemiológica 13, dos 112 casos notificados, 15 já foram confirmados, 32 foram descartados e 65 permanecem em investigação. A vítima de Jaboatão que faleceu era um empresário de 41 anos. Ele morreu em um hospital da rede privada do Recife no dia 18 de janeiro. De acordo com a assessoria de Comunicação do município, a informação sobre o óbito só aconteceu na última sexta-feira.

“No mesmo dia, uma equipe foi encaminhada à residência da vítima e constatou que se tratava de um apartamento localizado no 10º andar de um edifício, no bairro de Piedade, em área não considerada de risco. Na ocasião, foi realizada desratização na residência e na área do entorno do edifício”, disse nota enviada pela prefeitura. A Secretaria de Saúde de Jaboatão ressaltou que familiares informaram que não houve confirmação laboratorial. Por conta disso, o caso será investigado para verificar se a causa do óbito foi leptospirose

Jaboatão dos Guararapes é o primeiro lugar no ranking de casos de leptospirose no primeiro trimestre do ano, segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A cidade contabiliza 28 notificações, com dois casos confirmados, nove descartes e 17 em investigações. Este ano já foram feitas mais de três mil ações contra a leptospirose

O Recife aparece no segundo lugar. A Capital compila 23 casos suspeitos, sete confirmados, oito descartados e oito em investigação, segundo boletim da SES. O coordenador do centro de Vigilância Ambiental (CVA) do Recife, Jurandir Almeida contou que as mobilizações para diminuir os riscos de contaminação entre as pessoas sempre são intensificadas no verão para impedir avanços de casos no período chuvoso. “Já em janeiro começamos as ações preparatórias para baixar a infestação de roedores para que quando chegue esses momentos de chuva, onde há os alagamentos”, disse. 

Jurandir destacou que há diferentes frentes de atuação. Uma é em cima de denúncias e solicitações sobre ocorrência grande de roedores. Outra são ações dedetização em estabelecimentos públicos como escolas, mercados e pontos turísticos. E a terceira são as elaborações de mapas de risco. “Os agentes junto com supervisores apontam áreas que têm problema de alagamento, onde teve casos de leptospirose nos últimos anos, onde tem infestação alta e acumulo de lixo são fatores de inclusão para o mapa”, explicou. 

Sinais de alerta

As pessoas devem evitar contato com águas de enchentes e alagados. Qualquer indivíduo que tenha tido esse contato deve o quanto antes se higienizar. “Sinais e sintomas são febre, mal estar e dores no corpo principalmente aquela dor na panturrilha, a ‘batata da perna’, depois de contato prolongado com alagamentos ou lama”, informou o infectologista Diego Guedes. Os sintomas podem surgir de dois até 30 dias após o contato.

Uberlandense integra equipe em curso sobre escorpiões que percorre vários estados

Em meio à proliferação dos acidentes com escorpiões em todo o País, um curso de Capacitação em Manejo de Escorpiões, promovido pelo Ministério da Saúde (MS), pela Secretaria de Vigilância em Saúde e pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica passará por diversas cidades brasileiras nos próximos dias. No grupo de nove profissionais, está o veterinário sanitarista e especialista em saúde coletiva de Uberlândia, William Henrique Stutz.

O profissional ministrará teoria e prática em Fortaleza, Macapá, Foz do Iguaçu, Cuiabá, Apuí (AM) e outras cidades. O curso aborda as diferentes espécies de escorpiões, como deve ser feito o controle e as formas de captura do animal.

Segundo Stutz, que também é consultor do MS, a capacitação será oferecida para técnicos que coordenam programas de endemia e para profissionais que lidam com zoonoses.

“A parte teórica é dada pela gente, pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan. Depois temos três dias de campo. No último dia fazemos uma avaliação, levamos os animais para o laboratório, identificamos as espécies e enviamos para os laboratórios”, disse.

Desde 2009, o Ministério da Saúde realiza esse tipo de capacitação nos estados. O objetivo é que cada estado multiplique as informações às regionais de saúde e aos municípios, para que todo o País tenha uma conduta única nas ações de combate.

O aumento frequente do número de casos de picadas de escorpião fez com que o grupo de especialistas criasse um Manual Nacional de Normatização de Controle de Escorpião há cerca de 10 anos. Agora, os especialistas estão revisando para lançar uma edição atualizada. “O que está acontecendo é nacional, não é só na nossa região. É assustador o número de óbitos no Brasil”, disse Stutz.

Em 2016, o Ministério da Saúde registrou 91.717 casos de acidentes com escorpiões em todo o País, e 115 óbitos. Em 2017, foram 125.173 casos e 81 óbitos. Em 2018, 155.351 acidentes foram notificados. Os óbitos do ano passado ainda não foram formalizados.

Em Minas Gerais, o número de casos registrados só aumentou nos últimos três anos. Em 2018, foram 35.368 casos; em 2017, 28.191 casos e 23 óbitos; e em 2016, 21.620 casos e 34 óbitos foram notificados.

Em Uberlândia não houve mortes nos últimos anos e o número de casos vem diminuindo. Contudo, o número de animais capturados mais que dobrou – de 3061 em 2016 para 7.211 ano passado. O índice de acidentes registrados foi de 262 casos em 2016, 242 no ano seguinte e 172 casos em 2018. 

De acordo com o veterinário sanitarista, as mudanças climáticas e a derrubada dos biomas fazem com que esses animais se aproximem mais das residências. “Algumas espécies acham o que procuram, como água e alimento. Muita gente ainda tem o hábito de jogar lixo em terrenos baldios. Na chuva tem maior incidência e procriação. Ele reproduz sozinho, não precisa de acasalamento”, disse.

No Brasil, quatro espécies do animal oferecem risco, segundo Stutz. O escorpião amarelo, o marrom, a espécie preta, comum no Amazonas, e o amarelo do Nordeste. Ainda de acordo com o especialista, para evitar o aparecimento é fundamental fazer a limpeza correta dos quintais, não acumular entulhos, vedar ralos de banheiros e de áreas de serviço, vedar caixas de gordura e evitar presença de baratas, que são o principal alimento do escorpião. “Use venenos em gel, os outros só irritam o escorpião”, afirmou o veterinário.

Empresa faz varredura contra escorpiões em creche e escolas de Jacareí

Duas escolas e uma creche em Jacareí, onde foram encontrados seis escorpiões neste ano, são alvo de um trabalho especializado de varredura contra os animais. O serviço foi contratado pela prefeitura depois que uma creche do Educamais, no Parque dos Sinos, foi fechada no último dia 12 e as crianças transferidas. Não há previsão para retomada das atividades no local.

Segundo a prefeitura, a empresa contratada para fazer a captura dos escorpiões começou o trabalho na última quarta-feira (20).

A empresa Scorpion Combat atua, até o fim de abril, na creche do Educamais (interditada), e nas escolas de ensino fundamental e infantil Décio Moreira e Guaraci. As duas últimas ficam no mesmo terreno no Jardim Califórnia.

Dos seis escorpiões encontrados em unidades escolares neste ano na cidade, três foram no Educamais do Parque do Sinos, dois no Emef Décio Moreira, sendo um deles capturado pela empresa contratada, e um na Emei Guaraci.

As 33 crianças que eram atendidas no Educamais estão provisoriamente matriculadas unidades nos bairros Jacarezinho, Centro, Jardim Primavera e Villa Branca. A expectativa é que a retomada das atividades ocorra a partir de maio.

Preocupação

A Aline Eloi é mãe da Jennifer, aluna da Escola Municipal Décio Moreira. Ela diz que está preocupada com a segurança da filha porque foi informada sobre o aparecimento de escorpiões na unidade.

“Fico com medo de levar a criança e ter escorpião. A gente não fica tranquila”, afirmou a mãe.

Após infestação de carrapatos, UTI neonatal referência na Capital deve reabrir neste domingo

A UTI neonatal do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), referência no atendimento a gestantes de risco em Porto Alegre, deve ser reaberta neste domingo (24), conforme a Secretaria Municipal da Saúde. Ela foi interditada após uma infestação de carrapatos.

prefeitura informou que identificou o problema na última quinta-feira. Segundo a Secretaria da Saúde, imediatamente o grupo de avaliação de risco foi acionado.

As 17 crianças da UTI Neonatal foram levadas para outra área organizada no próprio hospital.

Em nota, a prefeitura disse que foi feita a desinsetização do local aplicando um produto que elimina 100% dos carrapatos em uma única aplicação. No entanto, foi necessário esperar 24 horas. Neste domingo, será feita a limpeza final.  

As pacientes, exceto se estiverem com parto iminente ou absoluta emergência, estão sendo encaminhadas a outros hospitais através da regulação do SAMU, até a UTI neonatal seja reaberta.

Ainda não se sabe a causa desta infestação, mas a apuração já está sendo realizada, disse a prefeitura.

Nota de esclarecimento

A direção do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas informa que há dois dias tomou conhecimento do aparecimento de artrópodos em uma sala da UTI Neonatal. Imediatamente o grupo de avaliação de risco foi acionado junto a Direção Geral. Este grupo é composto pela Comissão de Infecção Hospitalar, Segurança do Paciente, Higienização, além da equipe de atendimento do local. 

Ao avaliar as amostras com a equipe de zoonoses da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou-se infestação localizada por carrapato em uma das salas e as cinco crianças que lá estavam foram imediatamente transferidas para outra sala sem qualquer dano às mesmas.

Com a confirmação técnica do fato, a orientação conjunta do engenheiro da empresa responsável para desinsetização de hospitais da Prefeitura de Porto Alegre que começou o trabalho imediatamente, aplicando um produto que é considerado um dos melhores e elimina 100% dos carrapatos em uma única aplicação. É necessário que o local fique interditado por 24 horas antes da limpeza terminal que será realizada no domingo. O produto é inodoro e sem riscos para as pessoas. 

A direção do HMIPV informa ainda que todas as medidas estão sendo foram tomadas e foram transferidas as 17 crianças da UTI Neonatal, para outra área organizada no próprio hospital, para que esta limpeza seja feita preventivamente em todas as salas da UTI Neonatal para segurança completa dos bebês e das equipes. 

O HMIPV comunicou restrição para internação de Gestantes com Risco de Parto Prematuro para garantir a segurança de todos os pacientes. As pacientes, exceto se estiverem com parto iminente ou absoluta emergência, estão sendo encaminhadas a outros hospitais através da regulação do SAMU. Ainda não se sabe a causa desta infestação mas a apuração já está sendo realizada.

Dedetização feita por especialista em Engenharia elimina escorpiões

Em 2018 ocorreram 141.400 acidentes envolvendo escorpiões no Brasil, mas o número de mortes causadas pelo aracnídeo ainda não foi divulgado pelo Ministério da Saúde. Em 2017, foram 88 vítimas e, em 2016, 115. No Paraná, no ano passado, foram 3.144 acidentes com o animal e até março deste ano, são 456 casos registrados. Uma forma de fazer o controle de pragas como o escorpião é a dedetização, feita por Engenheiros Agrônomos ou Químicos, especialistas na área, com inseticida autorizado na Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Na Regional Maringá do Crea-PR (Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná), são 21 empresas habilitadas que contam com responsável técnico para prestação desse tipo de serviço. Em todo o estado, são 99 estabelecimentos registrados.

No controle preventivo, o profissional de Engenharia avalia a área e identifica as espécies de pragas presentes. Segundo o Engenheiro Agrônomo Evandro Zibordi Ramalho, é a partir dessa análise que o procedimento é adotado. “A dedetização é um serviço que ocorre em locais onde as pessoas transitam, como residências e empresas, por isso é preciso ter cuidados com a saúde humana. Para cada inseto ou aracnídeo, existe uma quantidade específica de produto. Não é a mesma dosagem para todos, porque os animais se tornam resistentes a determinados tipos de veneno”, ressalta.

Ele ainda destaca que a execução de um serviço correto respeita todas as características dos produtos, inclusive sua permanência nos ambientes. Segundo ele, após a dedetização, “a validade do produto é pré-determinada de acordo com o local. Em residências, pode durar de 90 até 120 dias, já em empresas, como restaurantes, de 20 a 30 dias, porque a frequência de limpeza elimina o produto de forma mais rápida”. 

O controle de pragas urbanas, entretanto, não é responsabilidade apenas das dedetizadoras. A tarefa também é da população e do poder público. Em Maringá, a prefeitura afirma que não aplica veneno contra escorpiões nas redes de esgoto e galerias da cidade, por causa da baixa eficácia da dedetização. De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Vagner de Oliveira, o controle de pragas é feito somente contra formigas (formigueiros) e cupins (cupinzeiros). Segundo a secretaria Municipal de Saúde, desde o início do ano foram registrados 14 acidentes com escorpiões na cidade.

Para o Engenheiro Agrônomo Eslauco César Dforanen os inseticidas são sim eficientes no combate aos escorpiões, quando a aplicação é feita por profissionais e empresas especializadas no controle de pragas. A dedetizadora dele, por exemplo, adotou três produtos aprovados pela Anvisa para o combate de escorpiões. Ele ainda explica que o escorpião é muito sensível a uso errado do produto. “Além de não matar o animal, faz com que saia dos esconderijos, o que aumenta o risco de ataques.” É importante destacar que as empresas do segmento precisam ser registradas no Crea-PR, o que garante a participação de um responsável técnico habilitado no serviço.

Curiosidades

Junto com as cobras, o escorpião é o animal que mais causa mortes por inoculação de veneno. Os aracnídeos se alimentam de baratas, grilos, cupins e outros insetos. E o animal consegue sobreviver mais de 6 meses sem comer.  O escorpião-amarelo só reage ao toque, para se defender. Por isso, quando o animal for visualizado, a orientação é matá-lo com segurança. Uma maneira é cortar o aracnídeo ao meio, pois o escorpião pode ficar imóvel por horas, aparentando estar morto. O calor e a umidade contribuem para o aparecimento de escorpiões, e o processo de infestação ocorre de forma rápida. O escorpião é capaz de gerar de 2 a 4 crias por ano, com 20 filhotes em média, podendo ter mais de 80 filhotes no ano, de uma única fêmea.

Prevenção

As medidas de prevenção são organizar o quintal e mantê-lo limpo; remover entulhos e sobras de construção; fechar frestas e ralos; usar sacos de areias nos vãos das portas e janelas e não deixar resíduos orgânicos expostos. Em caso de picada de escorpião, deve-se procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com urgência, principalmente em caso de crianças, para tomar o soro antipeçonhento disponibilizado apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Crea-PR

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), autarquia que este  ano comemora 85 anos, é responsável pela regulamentação e fiscalização da atuação de profissionais e empresas das áreas da Engenharias, Agronomias e Geociências. A Regional Maringá contempla 112 municípios, conta com aproximadamente 9 mil profissionais habilitados e três mil empresas registradas. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de atualização e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento.

UTI neonatal de hospital em Porto Alegre é interditada devido a infestação de carrapatos

A UTI neonatal do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, referência no atendimento a gestantes de risco em Porto Alegre, foi interditado neste sábado (23) devido a uma infestação de carrapatos. Vídeos mostram os parasitas em leitos do local onde estavam internadas cinco crianças (veja um trecho acima).

Segundo informações de pessoas que não quiseram se identificar, na última quinta-feira (21) foram encontrados carrapatos em uma das salas da UTI neonatal da instituição.

Por meio de nota (leia abaixo), a direção do hospital disse ter tomado todas as providências necessárias ao saber sobre a infestação, e que o procedimento de desinsetização teve início imediatamente. A unidade ficará interditada até domingo (24), devido ao produto usado para eliminar os aracnídeos.

Carrapato na unidade neonatal do Hospital Presidente Vargas, em Porto Alegre — Foto: Reprodução/RBS TV

Carrapato na unidade neonatal do Hospital Presidente Vargas, em Porto Alegre — Foto: Reprodução/RBS TV

Nota do Hospital Presidente Vargas

A direção do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas informa que há dois dias tomou conhecimento do aparecimento de artrópodos em uma sala da UTI Neonatal. Imediatamente o grupo de avaliação de risco foi acionado junto a Direção Geral. Este grupo é composto pela Comissão de Infecção Hospitalar, Segurança do Paciente, Higienização, além da equipe de atendimento do local.

Ao avaliar as amostras com a equipe de zoonoses da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou-se infestação localizada por carrapato em uma das salas e as cinco crianças que lá estavam foram imediatamente transferidas para outra sala sem qualquer dano às mesmas.

Com a confirmação técnica do fato, a orientação conjunta do engenheiro da empresa responsável para desinsetização de hospitais da Prefeitura de Porto Alegre que começou o trabalho imediatamente, aplicando um produto que é considerado um dos melhores e elimina 100% dos carrapatos em uma única aplicação. É necessário que o local fique interditado por 24 horas antes da limpeza terminal que será realizada no domingo. O produto é inodoro e sem riscos para as pessoas.

A direção do HMIPV informa ainda que todas as medidas estão sendo foram tomadas e foram transferidas as 17 crianças da UTI Neonatal, para outra área organizada no próprio hospital, para que esta limpeza seja feita preventivamente em todas as salas da UTI Neonatal para segurança completa dos bebês e das equipes.

O HMIPV comunicou restrição para internação de Gestantes com Risco de Parto Prematuro para garantir a segurança de todos os pacientes. As pacientes, exceto se estiverem com parto iminente ou absoluta emergência, estão sendo encaminhadas a outros hospitais através da regulação do SAMU. Ainda não se sabe a causa desta infestação mas a apuração já está sendo realizada.

Araraquara usa drone para jogar inseticida contra mosquito da dengue em vagões abandonados

A Prefeitura de Araraquara usou drone para espalhar inseticida e larvicida contra o mosquito Aedes aegypti em área com vagões abandonados na região da Vila Xavier, neste sábado (23)

A área pulverizada foi o espaço onde ficava a antiga fábrica da Cargill, entre a Vila Santa Maria e a Vila Renata, que é conhecido como “cemitério de vagões”, já que várias composições ferroviárias estão abandonadas no local. Com a chuva, os vagões acumulam água e se transformam em criadouros do mosquito da dengue.

Drone espalhou inseticida e larvicida em área de vagões abandonados em Araraquara — Foto: Prefeitura de Araraquara/Divulgação

Drone espalhou inseticida e larvicida em área de vagões abandonados em Araraquara — Foto: Prefeitura de Araraquara/Divulgação

“A Prefeitura está buscando novas alternativas no combate à dengue. Estamos fazendo uma ação com um drone que aplica o ‘fumacê’ e larvicida em locais de difícil acesso. Com o equipamento, a gente consegue alcançar esses lugares”, afirmou o coordenador de Vigilâncias em Saúde, Rodrigo Ramos.

A prefeitura irá analisar os resultados da ação e, dependendo da eficiência, fará um contrato com a empresa responsável pelo equipamento para atuação até o final da epidemia.

Araraquara tem 3.824 casos de dengue confirmados em Araraquara e quatro mortes em decorrência da doença, de acordo com a última atualização feita na segunda-feira (18).

Prefeitura de Araraquara usa drone para jogar inseticidas em vagões abandonados. — Foto: Prefeitura de Araraquara/Divulgação

Prefeitura de Araraquara usa drone para jogar inseticidas em vagões abandonados. — Foto: Prefeitura de Araraquara/Divulgação

No Fim das Contas, dedetizador é uma das 26 atividades extintas para o microempreendedor

A repórter de economia, Mônica Carvalho, mostra as alternativas para o MEI, microempreendedor individual, que teve sua atividade extinta pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. Ele pode trocar de atividade ou se tornar um Empresário Individual.

Idoso de 76 anos morre após ser picado por escorpião dentro de casa em Salvador

Um idoso de 76 anos morreu um dia depois de ter sido picado por um escorpião no bairro de Valéria, em Salvador. Os vizinhos da vítima dizem que estão preocupados e relatam que há uma “infestação”, já que, segundo eles, muitos escorpiões têm aparecido na região nos últimos dias.

Um idoso de 76 anos morreu um dia depois de ter sido picado por um escorpião no bairro de Valéria, em Salvador. Os vizinhos da vítima dizem que estão preocupados e relatam que há uma “infestação”, já que, segundo eles, muitos escorpiões têm aparecido na região nos últimos dias.

A vítima foi Manoel Messias dos Santos. O enterro dele ocorreu neste neste sábado (16) no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas.

Somente em 2019, já foram contabilizados 609 ataques em todo o estado, 16 somente na capital baiana.

Idoso foi picado na casa onde morava em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

A filha do idoso, Zenilda Santos, contou que ele foi picado no dedo de uma das mãos na última quinta-feira (14), quando mexia em uma caixa de ferramentas em um cômodo de madeira da casa. O homem passou mal e foi encaminhado para o Hospital do Subúrbio, mas, na sexta-feira (15), não resistiu e morreu.

A filha do idoso, Zenilda Santos, contou que ele foi picado no dedo de uma das mãos na última quinta-feira (14), quando mexia em uma caixa de ferramentas em um cômodo de madeira da casa. O homem passou mal e foi encaminhado para o Hospital do Subúrbio, mas, na sexta-feira (15), não resistiu e morreu.

“Quando minha mãe foi ver, depois da picada, o dedo e a mão dele já estavam roxos. E o coração dele já estava alto e ele sentindo falta de ar”, disse Zenilda.

Ela ainda diz que, na semana anterior, a mãe tinha encontrado um escorpião na residência. “Ela matou. Era um filhote de escorpião, do amarelo”, destacou.

Manoel Messias dos Santos morreu depois de ser picado por escorpião em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Larissa, que é casada com um neto de Manoel e que mora perto da casa do idoso, disse ter encontrado, há 15 dias, dois escorpiões no quarto da filha. “Quando encontrou lá em casa, a minha filha estava dormindo. Eu encontrei no cantinho da parede. Quase me morde e ela. Era pequeno estava por fora do mosquiteiro”, afirmou.

Em volta da casa de Manoel, há muito mato e vários moradores da região relatam já terem encontrado muitos escorpiões no local. “Já encontrei um em cima do telhado e, quando abri o bar, tinha outro dentro. Isso foi antes do carnaval”, disse um vizinho.

“Na semana passada, tinha um escorpião no sofá aqui. Então, fica uma situação muito difícil”, relata outra moradora.

Idoso foi enterrado neste sábado em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Ataques

Em 2018, foram registrados mais de 20,4 mil ataques de escorpiões em toda a Bahia, sendo 49 registros em Salvador. Os dados são do Centro de Informação Antiveneno (CIAVE)

O escorpião listrado é mais comum de ser encontrado em Salvador. Já o escorpião amarelo, o mais perigoso, aparece mais em cidades do interior do estado. O clima úmido e quente é ideal para o aparecimento dos animais.

“Nessas condições, o alimento fica mais escasso, então eles acabam se deslocando para locais normais para poder buscar alimentos. E acabam se aproximando das pessoas e ocorrendo acidentes”, afirma o diretor do CIAVE, Jucelino Nery.

O especialista ainda dá dicas para evitar acidentes com os animais. “É preciso manter o ambiente dentro e ao redor de casa limpo, livre de entulhos, lixo. Evitar acúmulo de material de construção, madeiras, manter as camas afastadas da parede, principalmente berços e, ao vestir roupas ou calçados, sacudir, verificar antes se esses animais não estão ali presentes”.