Palestras orientam alunos sobre riscos e combate aos animais sinantrópicos

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A Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) da Secretaria Municipal de Saúde da Capital (SMS) vem percorrendo as escolas com trabalho de conscientização sobre os cuidados e meios de combate aos animais sinantrópicos. Embora a nomenclatura seja desconhecida para alguns, a categorias abriga inimigos conhecidos como o Aedes aegypti, transmissor de  doenças como o  zika vírus, febre amarela e chicungunya e vetores como ratos, escorpiões, morcegos, caramujos, pombos e outras companhias indesejáveis que podem causar muitos problemas à saúde humana, inclusive, podendo levar à morte.

A ação é realizada semanalmente por Agentes de Combate a Endemias (ACE) e desde o início da gestão, já percorreu pouco mais de 50 unidades educacionais, levando informações para 10.746 alunos de Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), Creches e Escola Municipais de Ensino Básico (EMEB), incluindo os 1.200 alunos conscientizados na Semana de Combate ao Aedes.

Na última semana a EMEB Maria da Glória, do bairro Baú foi contemplada.  No ato, ao molde das demais ações, os estudantes participaram de palestras lúdicas e educativas, entrega de folders e ainda uma ‘Exposição orientativa’ com exemplares de sinantrópicos, incluindo o ciclo evolutivo do aegypti.

O biólogo e Agente de Combate a Endemias (ACE), Hélio Simião, que vem coordenando os trabalhos com o apoio de outras duas ACE, pontuou que as abordagens são fundamentais, pois a conscientização do público escolar é refletida em suas casas.

“Esses vetores são extremamente perigosos, especialmente para as crianças, pois elas não têm discernimento sobre as peçonhas e os riscos que eles oferecem para as pessoas. Apostamos nas escolas, porque os alunos retransmitem os ensinamentos em casa, contribuindo para o combate. Entre os sinatrópicos mais danosos, estão o mosquito Aedes e os Pombos. Ambos por se proliferarem de forma rápida e disseminarem doenças que podem levar a morte”, frisou.        A principal doença transmitida pelos pombos é a Criptococose. Sua contaminação se da por meio da inalação de fungos que estão presentes nas fezes desta ave. Ela ataca o pulmão e pode chegar também ao sistema nervoso central, ocasionando sintomas como dor de cabeça, sonolência e febre. Em alguns casos, pode causar até meningite. Cerca de 30% das pessoas infectadas morrem. Além dessa outras graves doenças podem ser transmitidas por esta ave.

Nas ações, Hélio ressalta que a única forma de se manter longe desse perigo é dificultando o acesso a abrigos e a alimentos vez que maltratar, ferir, ou matar os pombos é crime ambiental como determina a Lei nº 9605 de 12/02/1998, e que a pena pode variar de multas até cinco anos de reclusão.

“Eles vivem em locais onde há restos de alimentos, como sementes e grãos, além de insetos e minhocas e até lixos. Então a melhor forma de evitar a contaminação das doenças transmitidas pelos pombos é não criar condições para a proliferação perto de residências, não dando alimento e água. Manter forros, calhas e telhas sempre limpos também ajuda muito. Nas escolas, a incidência é grande devido a essas facilidades. Por isso, a conscientização nesses locais é muito importante”, enfatizou o ACE.

Impressionada com as doenças que os pombos e os caramujos podem causar a coordenadora do EMEB, Maria da Glória, Maria Antônia Fachini avaliou que a ação demonstra o cuidado da SMS com a saúde dos alunos.

“É um trabalho fundamental que nos montra o cuidado que a secretaria de Saúde tem com nossos alunos, levando orientações não apenas para eles, mas para todo o corpo de profissionais da escola. Não tínhamos noção do quão perigoso é manter os pombos por perto. E infelizmente a maioria das unidades de ensino está convivendo com esse risco. As palestras foram fantásticas e por fim as crianças se encantaram com as amostras dos animais. Que a parceria da Saúde com a Educação continue levando conhecimento em saúde para a vida dessas crianças para que já cresçam conscientizadas quanto ao seu papel na sociedade”, finalizou.

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