Praga de pombos aumenta na cidade

Os moradores nas imediações da Rua Doutor Carlos Manuel Saudade e Silva (no seguimento da Rua Raul Proença e que vai dar ao Centro de Saúde das Caldas da Rainha) queixam-se da “praga de pombos” que “tem aumentado dia após dia” naquela zona, ao ponto de quem deixar o carro estacionado junto aos postes de luz, que servem de poiso para as aves, arrisca-se a vê-lo todo sujo dos excrementos dos pássaros, e não é fácil remover após a primeira lavagem, segundo relataram ao JORNAL DAS CALDAS. Roupa pendurada a secar é outro alvo.

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Jorge Bernardino, residente na zona, manifestou o seu “nojo” pela “imundice” provocada pelos pombos, que não hesita em contabilizar: “São perto de 200”.
No seu entender, está em causa um problema de “saúde pública”, pelas doenças associadas aos pombos. É que podem parecer aves inofensivas, mas transmitem diversas doenças para os seres humanos que precisam ficar atentos para não serem contaminados.
E as doenças não são um mito. Uma pesquisa em vários blogues e sítios na internet sobre saúde falam do tema. As principais doenças transmitidas por pombos são a criptococose, a histoplasmose, a ornitose, a salmonelose, as dermatites e uma variedade de alergias. Umas atacam o sistema nervoso central, outras o sistema respiratório.
A forma mais comum de infeções causadas pelos pombos é feita pelas vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas nos mais variados lugares, como em carros, chãos, janelas e calçadas. Porém, outro modo de contaminação é através do piolho dos pombos que pode cair sobre as pessoas quando eles voam.
Os pombos também podem transportar alguns micro-organismos nas penas. Por causa disso, podem causar dermatites caso entrem em contato com os seres humanos. As dermatites causam muita coceira, infeções e até se transformam em alergias que afetam o sistema respiratório.
A melhor forma de evitar a contaminação de doenças transmitidas pelos pombos é não criar condições para a proliferação da ave perto de residências, não dando alimento e água. Manter forros, calhas e telhas sempre limpos também ajuda muito quando o objetivo é afastar as aves.
Na Rua Dr. Carlos Manuel Saudade e Silva há quem se preocupe com a situação, como é o caso de Jorge Bernardino, que apela a uma intervenção da Câmara.
Jorge Sobral, vereador socialista, manifestou no final do ano passado a sua preocupação face à “massificação incontrolada de pombos” na área urbana e reforçou a necessidade de ser apresentado “um programa capaz de resolver e minorar esta praga”.
Na altura, o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, informava que ainda não existia “um caminho definido nesse sentido”, mas que ia ser estudado o problema.
A verdade é que também há quem defenda os pombos e até os alimente. “Então levem-nos para as portas das suas casas”, exclamou Jorge Bernardino.

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