Profissionais fazem capacitação para identificar vetores da febre maculosa

Rondônia está com status de vigilância após caso em Ariquemes (RO). Doença é transmitida pela bactéria Rickettsia rickettsii.

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Profissionais da Vigilância em Ambiental, Zoonoses e Vetores participaram de um curso de Identificação Taxonômica de Vetores da Febre Maculosa e outras Riquetsioses, em Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho. A capacitação, feita na semana passada, tem como objetivo qualificar os profissionais para identificar os principais vetores incriminados na transmissão da febre maculosa e outras riquetsioses.

De acordo com o coordenador de vigilância ambiental, Gabriel Vieira Antunes, o estado de Rondônia está com status de vigilância para doença depois que um caso da febre maculosa foi notificado no município de Ariquemes (RO).

Segundo Gabriel, o curso é de extrema importância para os profissionais do município. “Agora estamos aptos para identificar as espécies de importância em saúde pública, agilizando ainda mais a investigação quando houver alguma notificação de algum paciente suspeito com a febre maculosa”, explica o coordenador.

Gabriel explica ainda que a bactéria está presente em um tipo específico do carrapato. “Não são todas espécies que transmitem a bactéria R. rickettsi. Por isso primeiro vamos investigar as espécies encontradas na nossa região e, quando houver algum caso suspeito da doença, estaremos aptos a fazer uma investigação melhor com a coleta dos carrapatos”, afirma.

Segundo o coordenador, Rondônia foi o primeiro Estado da região Norte a ter caso confirmado laboratorialmente onde foi comprovada a circulação de Rickettsia sp – gênero de bactérias que são carregadas como parasitas por vários carrapatos, pulgas e piolhos.

Após a confirmação do primeiro caso de febre maculosa autóctone em Rondônia, o estado deixou de ser considerado “silencioso” para a classificação de “agravo”, e impõe a necessidade de monitoramento da fauna de carrapatos para verificação das espécies e a ocorrência de riquétsias – parasitas de artrópodes como piolhos, pulgas e carrapatos – nas amostras analisadas pela equipe técnica do Lacen.

Doença
A febre maculosa é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim da espécie Amblyomma cajennense infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Esse carrapato pode ser encontrado em animais de grande porte como por exemplo bois e cavalos, além de cães, aves domésticas, roedores e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais. Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele da pessoa. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Quando a bactéria cai na circulação causa vasculite, isto é, lesa a camada interna dos vasos. Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo.

Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculo pápulas. Essas lesões podem apresentar o componente petéqueia (petéquia é uma pintinha hemorrágica parecida com uma picada de pulga) e, às vezes, ocorrem pequenas hemorragias subcutâneas no local das maculo pápulas petéquiais.

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola e dengue hemorrágico).

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