Raiva animal mata dezenas de bovinos na região; IMA recomenda a vacinação do gado

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O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) recomenda aos criadores de gado da região de Itabira que vacinem o rebanho contra a raiva animal. Nos últimos meses, a seccional do IMA em Itabira já identificou 13 focos da doença em sua área de abrangência, que engloba 11 municípios. A raiva já matou pelo menos 150 bovinos na região, provocando aos pecuaristas a um prejuízo aproximado de R$ 220 mil.

O principal transmissor da raiva aos bovinos é o morcego hematófago, chamado de morcego vampiro, que se alimenta de sangue. Essa espécie costuma ser encontrada em tocos de árvores, minas e casas abandonadas, por exemplo. O morcego vampiro também ataca aves, como galinhas.

A existência de abrigos de morcegos, ocorrências de mordeduras e mortes nos rebanhos deve ser comunicada ao IMA. E o perigo não ronda somente os rebanhos. A raiva é uma doença transmissível às pessoas.

A captura dos hematófagos é um desafio. O instituto alerta que a forma mais eficaz de controle da doença é imunizar o rebanho. A raiva tem vacina e é recomendada sua aplicação o quanto antes no gado.

“O IMA indica aos produtores realizarem a vacinação contra raiva de todos os bovinos da propriedade, revacinar 30 dias após e fazer outro reforço da vacinação contra a raiva seis meses após a última vacinação”, orienta o médico veterinário e chefe do escritório do IMA em Itabira, Nissan Félix Pinto.

A taxa de mortalidade dos animais raivosos é alta. O veterinário cita que muitos pecuaristas enfrentam dores de cabeça e prejuízos por falta de prevenção. “A vacinação dos 150 bovinos (mortos) custaria aos produtores um total de R$ 65. Os produtores não estão vacinando – não por causa do preço da vacina, mas porque passaram erroneamente a acreditar que a raiva animal não existe mais”, lamentou.

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