300 médicos são capacitados para tratamento de doenças como dengue, chikungunya e zika

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Capacitação para o manejo clínico das arboviroses, como dengue, febre chikungunya, zika e febre amarela, teve início na manhã desta segunda-feira, 20, com a preparação de 300 médicos da rede estadual de saúde pública e privada. A ação, realizada pela Secretaria da Saúde do Estado e pelo Ministério da Saúde por meio da Coordenação-Geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes Aegypti (CGPNCMD), compõe o Plano Estadual de Vigilância e Controle das Arboviroses 2017/2018.

Arboviroses são doenças causadas pelos arbovírus, que engloba todos aqueles transmitidos por artrópodes, classificação de insetos e aracnídeos como mosquitos, carrapatos e aranhas. Insetos e outros artrópodes são vetores de agentes causadores de doenças para a espécie humana, como vermes, protozoários, bactérias e vírus. Um exemplo é o Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika.

Segundo o epidemiologista e professor de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luciano Pimenta, ainda é difícil identificar se é dengue, zika ou chikungunya, em alguns casos. Isso acontece pela semelhança dos sintomas nas três doenças. Ele explica que experiência clínica e conhecimento do quadro epidemiológico da região facilitam o diagnóstico.

Para o epidemiologista Rivaldo Venâncio, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) que ministrou a capacitação, houve uma melhora substancial da compreensão sobre como a doença ocorre.

“Não seria exagero dizer que o Brasil está dando uma  grande contribuição para ciência mundial. Nós acabamos nos transformando num grande laboratório para ajudar a ciência a entender a zika e a chikungunya”, considera. De acordo com ele, umas das manifestações clínicas que pode ajudar a identificar qual a doença é a intensidade da febre.

Mudanças ambientais, aumento substantivo de viagens e do comércio internacional, mudanças nas práticas agrícolas e uma urbanização rápida e não planejada estão causando aumento no número e na disseminação de muitos vetores em todo o mundo e tornando novos grupos de pessoas vulneráveis.

Os mosquitos são os responsáveis veiculação biológica de parasitas e microrganismos ao homem e animais domésticos. São doenças que não passam diretamente de uma pessoa para outra.  No Brasil, inúmeras doenças são transmitidas por vetores, com destaque para dengue, malária, doença de Chagas e leishmaniose.

A atualização do Plano Estadual de Vigilância e Controle das Arboviroses 2017/2018, realizada pela Secretaria da Saúde do Estado, define responsabilidades dos níveis estadual, regional e municipal quanto às ações de vigilância epidemiológica, vigilância laboratorial e controle vetorial de dengue, zika e chikungunya.

O plano vai nortear Coordenadorias Regionais de Saúde (Cres) e municípios na resposta à ocorrência das doenças transmitidas pelo mosquito. No ano passado, o Ceará conseguiu a redução de casos graves da dengue em 70% e queda de óbitos pela doença em 58,3% em relação a igual período de 2015.

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