Aedes aegypti faz 33 vítimas por hora em Minas

Em apenas uma semana, 5.537 novos casos suspeitos de dengue foram registrados em Minas. A média de 33 notificações por hora nos últimos sete dias reforça ainda mais o alerta contra a doença no Estado.

De 1° de janeiro até ontem, quando foi divulgado o balanço mais recente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), 17.860 pessoas foram diagnosticadas com sintomas da enfermidade. A incidência é maior em cidades das regiões Norte e Centro-Oeste. Até o momento são quatro óbitos.

As chuvas mais intensas no verão e o descuido no combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, estão entre os principais motivos para a elevação. Além disso, a atenção é redobrada para o chamado vírus 2 da dengue, já identificado em algumas amostras. O sorotipo estava em baixa circulação desde 2010.

O estado de alerta também é maior porque em pelo menos 60 municípios o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), método de identificação de criadouros do inseto, mostra que a infestação está acima de 4% – ou seja, para cem locais pesquisados, quatro estão infestados. A situação indica risco para ocorrência de surto, de acordo com o Ministério da Saúde.

“Já havia um alerta por causa das chuvas e de mais casos por uma variação nos tipos de vírus identificados no Estado. Mesmo assim, as estratégias de combate não têm sido tão efetivas”, afirma o médico Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, membro do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Em janeiro, conforme o Hoje em Dia mostrou, Minas estava sob o risco de surto. A última ocorrência foi em 2016, quando foram registrados 528 mil casos e 255 mortes.

Emergência

A situação é mais preocupante em Arcos, no Centro-Oeste. Até ontem, 1.187 casos tinham sido notificados, o que representa quase 3% dos habitantes. O prefeito da cidade, Denilson Teixeira, decretou situação de emergência. 

Segundo o secretário municipal de Saúde, João Júlio Cardoso, uma equipe de técnicos foi criada apenas para cuidar de pacientes com a doença. Um grupo de trabalho tem monitorado ações especiais.

“O trabalho é conjunto com outras secretarias. A situação é séria e as pessoas estão morrendo. Por isso, estamos fazendo mutirões de limpeza, até com retroescavadeira em bairros com lotes onde possamos ter focos”, afirma Cardoso. Segundo ele, moradores que necessitam descartar materiais que não são recolhidos pelo serviço de limpeza podem acionar a prefeitura.

Segundo a SES, nas cidades com índices mais críticos está sendo colocado em prática um plano de contingência, com reforço de material para equipes de saúde e monitoramento mais constante dos boletins epidemiológicos.

Autor: Comunicação Pragas e Eventos

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