Angola pediu apoio ao Brasil para combater o vírus Zika, que infetou, até agora, três pessoas no país, informou o ministro da Saúde.

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Luanda – Angola pediu apoio ao Brasil para combater o vírus Zika, que infetou, até agora, três pessoas no país, informou, nesta quarta-feira (8), o ministro da Saúde.

Luís Gomes Sambo, que falava em conferência de imprensa sobre o estado do setor que dirige, disse que em 2016 foram registados dois casos, o primeiro num cidadão francês, que trabalhou durante 30 dias, na província angolana de Benguela, tendo-lhe sido diagnosticada a doença em França, informa a agência Lusa.

O segundo caso foi registado num cidadão angolano, no município de Viana, província de Luanda, tendo o terceiro caso, o mais recente, sido notificado na província do Bengo, em uma mulher que deu à luz um bebé com microcefalia.

O governante angolano referiu que estão a ser reforçadas as medidas de vigilância, para um conhecimento melhor da magnitude do problema em Angola, bem como a serem tomadas medidas preventivas.

O ministro avançou que abordou o assunto com o embaixador do Brasil em Angola, Paulino Neto, a quem manifestou o interesse em conhecer a experiência brasieira no combate ao Zika.

“Também estabelecemos contactos com o Instituto Osvaldo Cruz do Brasil e em breve vamos ter, no âmbito da cooperação com o Brasil, alguns técnicos para connosco trabalharem no combate do vírus Zika”, disse Luís Gomes Sambo.

Acrescentou que Angola possui a maior parte dos recursos que necessita para o combate da doença.

“Primeiro, é o conhecimento, é preciso que a população tome conhecimento das medidas ao seu alcance para prevenção e também que saibam como é que o vírus se transmite, também dissemos quais são as unidades sanitárias mais vocacionadas para detetar casos de Zika; também a nível das maternidades precisamos melhorar a nossa vigilância para a deteção de casos de microcefalia em recém-nascidos”, referiu.

Segundo o ministro, os técnicos estão alertados para melhorarem a vigilância e a deteção precoce de casos.

“Por outro lado, precisamos de ter os recursos para atendermos aqueles que estão infetados a nível dos hospitais, mas a medida principal é a de prevenção. Também criamos comissões a nível central interministerial, das províncias e dos municípios, que vão trabalhar com as comissões de proteção civil para garantir uma participação da população nas medidas de prevenção, mas a luta contra o mosquito é a estratégia mais eficaz”, indicou.

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