Armadilhas para mosquitos são montadas após quase 200 infecções por leishmaniose

Distribuição das armadilhas está sendo em Gurupi, na região sul do Tocantins, após aumento da transmissão em humanos. Só esse ano foram registrados mais de 190 casos.

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Armadilhas são deixadas em pontos estratégicos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Quase 200 pessoas foram infectadas com leishmaniose visceral esse ano no Tocantins. A doença, também conhecida como calazar, está se tornando cada vez mais comum. Foram 202 transmissões em 2015, contra 224 no ano passado. Nesse ano foram confirmados 194 infectados. Por causa dos números, os moradores de Gurupi, no sul do estado, estão recebendo armadilhas para combater a reprodução do mosquito palha, transmissor da doença. (Veja vídeo)

A dona de casa Matilde dos Santos recebeu a armadilha no quintal após ficar doente. “É importante que ninguém mais adoeça e passe pelo que eu passei. Tem que combater”, conta.

As armadilhas são colocadas por pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde em pontos estratégicos da cidade, principalmente onde foram registrados casos da doença. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) mapeia os locais que merecem uma atenção maior. O objetivo é combater a proliferação e proteger a população.

Um recipiente, uma proteção de tela e uma hélice formam a armadilha. Durante a noite uma luz que atrai insetos, incluindo o mosquito palha, é acesa através de um sensor. A hélice suga os insetos que ficam presos.

No dia seguinte eles são retirados e levados para um laboratório para análise, onde as espécies são identificadas. “Após a triagem ele passa por substâncias químicas que vai preparar o corpo dele para identificação”, disse a bióloga Cristiane Milhomem.

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