Carrapato transmissor da febre maculosa volta a ser encontrado no Parque da Ilha em Divinópolis

O carrapato transmissor da febre maculosa voltou a ser encontrado no Parque da Ilha, em Divinópolis, nesta quinta-feira (11). O local recebeu hoje a primeira vistoria, após ter sido reaberto para uso da população, no fim de janeiro.

De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Amarildo de Sousa, o carrapato-estrela coletado será enviado para um laboratório, que vai analisar se ele está contaminado.

Em agosto de 2018, o parque foi interditado após o município registrar três mortes pela doença e mais de cinco casos suspeitos, todos envolvendo pessoas que frequentaram o parque.

Segundo Amarildo, a Secretaria de Saúde tem feito um monitoramento constante da doença na cidade, e tem reforçado a ação de prevenção.

“A incidência do carrapato aumenta de abril a agosto. Por isso nos antecipamos as ações de prevenção e fizemos a primeira vistoria no parque. Fizemos a coleta do carrapato e vamos analisar. Na semana que vem vamos instalar por todo o parque placas educativas e também vamos continuar com as ações de panfletagem nas áreas ribeirinhas”, destacou o secretário.

Ainda segundo Amarildo, as vistorias também serão realizadas nos campos de futebol que foram também interditados no ano passado.

Interdição

A reabertura do parque da ilha foi recomendada pelo setor de Vigilância em Saúde, após realizada uma vistoria que constatou baixa incidência do carrapato no local. Depois de a recomendação ser acatada por uma comissão, composta por várias secretarias, a Prefeitura deu início à revitalização do espaço.

Alguns frequentadores aproveitaram a reabertura para voltar ao parque e praticar esportes na pista de skate. Conforme informado pelo Secretário de Saúde, Amarildo Santos, apesar da liberação do espaço a preocupação com a febre maculosa continua. “Os hospedeiros continuam aqui e Minas Gerais é uma área endêmica. Então, o sinal de alerta é constante”, disse o secretário.

As trilhas que existem no local continuam interditadas e serão extintas devido à proximidade com o Rio Itapecerica, onde estão as capivaras, um dos hospedeiros do carrapato-estrela. Uma equipe de agentes de endemias orientou a população sobre as mudanças e o que fazer caso encontre um carrapato ou apresente sintomas da doença.

Carrapato transmissor da febre maculosa é encontrado no Parque da Ilha em Divinópolis

Carrapato transmissor da febre maculosa é encontrado no Parque da Ilha em Divinópolis

Além disso, a diretora de Vigilância em Saúde, Janice Soaresa, afirmou que o Município pretende cercar o parque para evitar o acesso das capivaras.

“A comissão avalia o cercamento respeitando o fluxo gênico das capivaras, já que elas precisam ter um espaço para transitar na beira do rio. Nossa intenção é que elas não tragam os carrapatos para o parque, assim fica mais fácil controlar a incidência sem interferir no ecossistema da capivara”, afirmou.

A escola estadual Professor Darcy Ribeiro, ao lado do Parque da Ilha, que também havia sido interditada, não voltará a receber os alunos. De acordo com a secretária de educação, Vera Prado, as aulas estão mantidas em uma escola estadual, até que uma nova sede da escola Darcy Ribeiro seja construída.

O órgão explicou que o Parque da Ilha permaneceria interditado porque a vistoria feita no final de outubro ainda detectou a presença de muitos carrapatos. A situação ainda é considerada de alerta no município.

Parque da Ilha foi interditado após carrapatos serem encontrados no local  — Foto: Prefeitura de Divinópolis/ Divulgação

Parque da Ilha foi interditado após carrapatos serem encontrados no local — Foto: Prefeitura de Divinópolis/ Divulgação

Prevenção

Desde que surgiram as primeiras confirmações de febre maculosa em Divinópolis, a Prefeitura iniciou uma série de medidas de combate e prevenção à doença.

Desde agosto, áreas propícias à proliferação do carrapato, como campos de futebol e o próprio Parque da Ilha, foram interditados. Além disso, equipes de dedetização foram enviadas para diversos pontos do município e foi desenvolvido um trabalho de esclarecimento sobre a doença.

Uma comissão para definir as ações contra a proliferação do carrapato-estrela também foi criada. Com isso, desde outubro, as desentediações começaram a ser feitas e o surgimento de novas notificações reduziu. O último caso confirmado da doença é do dia 12 de novembro, conforme a Semusa.

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