Casos de chikungunya e zika fogem ao controle

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De janeiro a outubro deste ano, Alagoas notificou cerca de 70 novos casos de dengue por dia, conforme panorama divulgado pelo setor de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). No mesmo período, foram 26 registros diários do vírus zika e mais 57 da febre chikungunya, doenças que são transmitidas ao ser humano pelo mosquito Aedes aegypti. Com a aproximação do período mais crítico do ano em relação à incidência de notificações, as autoridades de saúde estão se mobilizando para uma campanha de combate ao vetor, a ser lançada no próximo domingo, 20 de novembro.

Conforme o levantamento da Sesau, o Estado registrou 21.502 casos de dengue nos últimos dez meses. Apesar de elevados, os números são menores se comparados ao mesmo período do ano passado em Alagoas, quando ocorreram 26.410 casos da doença. Em referência ao zika, foram registrados 8.009 casos de janeiro a outubro de 2016 contra 282, apenas, em 2015. Isto se deve, em parte, à ampliação do diagnóstico do vírus disponibilizado aos pacientes da rede privada e do Sistema Único de Saúde (SUS).

O zika vírus continua sendo o mais preocupante, devido à possibilidade de também provocar microcefalia em bebês em formação no ventre materno. A doença, de acordo com o Ministério da Saúde, pode ser transmitida pelo contato sexual, além da própria picada direta do mosquito na pele humana. Da febre chikungunya, o aumento dos casos foi bem mais acentuado. Subiram de 1.163, no ano passado, para 17.474 nos dez meses deste ano, obrigando as autoridades de saúde a criar mecanismos diferenciados em todo o País para frear o avanço da doença.

Em Maceió, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até 5 de novembro haviam sido notificados 4.547 casos de dengue. No mesmo período do ano passado foram 3.682 casos. Sobre febre chikungunya, a prefeitura notificou 5.603 ocorrências, sendo 219 delas confirmadas por laboratório e 3.705 por critério clínico-epidemiológico. Os demais estão sob investigação. Ano passado foram 85 casos confirmados, apenas. O boletim mais recente também revela 5.962 casos de zika (sendo 351 gestantes, com dois casos graves). Em 2015, foram 3.928 registros do vírus.

Até 20 de setembro deste ano, conforme os dados da capital, foram recebidos 90 casos suspeitos de microcefalia por infecção do vírus zika residentes em Maceió. Destes, 45 foram descartados e 28 confirmados como microcefalia, possivelmente relacionados ao zika vírus. Houve um óbito.

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