Casos de leishmaniose aumentam e situação é preocupante, alerta coordenador

No ano passado, Três Lagoas registrou 12 casos da doença em pessoas

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Por Ana Cristina Santos

Nos últimos três anos, os casos de leishmaniose visceral em humano aumentaram 71% em Três Lagoas. Em 2014, a cidade registrou sete casos; em 2015, nove; e em 2016, 12 pessoas foram diagnosticadas com a doença.

Em 2014 e 2015, o município registrou um óbito em cada ano. Em 2016, quando houve um aumento no número de pessoas diagnosticadas, não foi registrado óbito.

Segundo o coordenador do Setor de Educação e Saúde, Fernando Garcia, a situação dessa doença em Três Lagoas é preocupante. “Não podemos iludir e dizer que está tudo tranquilo, que não está. O poder público precisar continuar atento e a população também precisa fazer a sua parte”, alertou Fernando, em entrevista ao programa RCN Notícias da Rádio Cultura FM (106,5).

Três Lagoas é o segundo município do Estado que mais registrou casos positivo da doença no ano passado, ficando atrás apenas da capital, Campo Grande. Em todo o ano passado, 96 casos de leishmaniose visceral foram registrados em 21 municípios do Estado.

Fernando explicou que, diferente da dengue, a leishmaniose tem evolução para óbito, se não tratada. Já a dengue, na maioria dos casos, evoluiu para cura. “A leishmaniose é oportunista. O mosquito suga o organismo, injeta o protozoário na corrente sanguínea, aloja na medula, e aguarda que a pessoa tenha uma depressão do sistema imunológico, daí aparece. Por isso que é comum em crianças e idosos, um está ganhando imunidade e o outro perdendo”, esclareceu.

Ainda de acordo com o coordenador, a leishmaniose é uma doença silenciosa, começa com febre baixa, perda de apetite, emagrecimento, fraqueza, moleza, e até com diarreia. “Em razão dos sintomas serem básicos, passa despercebido, quando vai constatar, já houve dilatação dos órgãos, principalmente do baço, fígado e pâncreas, órgãos afetados diretamente. Daí, os casos podem complicar, porque mesmo com o tratamento, existe o risco da pessoa ficar com lesão no órgãos”, explicou.

Fernando disse ainda que, em muitos casos, a população não colabora com o trabalho dos agentes de endemias, que fazem o trabalho de borrifação de inseticida nas residências. “Por ter que aplicar o veneno na parede, e necessitar de arrastar móveis, as pessoas não gostam. Em alguns casos, temos que solicitar a intervenção judicial para garantir que o trabalho seja feito”, disse.

A transmissão da leishmaniose se dá através de picada de flebotomíneos – também conhecidos como mosquitos-palha. A doença afeta não apenas os seres humanos, mas animais também, em especial cães e gatos.

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