Ceará deverá ter planos regionais de combate a dengue, zika e chikungunya

A elaboração de documentos regionais é uma das medidas previstas no Plano Estadual de Vigilância e Controle das Arboviroses 2017-2018, lançado em novembro do ano passado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa)

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Até o mês de março, as 22 Coordenadorias Regionais de Saúde do Ceará (Cres) deverão apresentar planos regionais de combate à dengue, à infecção por vírus zika e à febre chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A elaboração do documento é uma das medidas previstas no Plano Estadual de Vigilância e Controle das Arboviroses 2017-2018, lançado em novembro do ano passado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). 

Segundo a coordenadora de Promoção e Proteção à Saúde do órgão, Daniele Queiroz, neste mês, gestores das Cres devem se reunir para discutir e iniciar a produção dos planos, que definirão ações de controle e vigilância a serem adotadas em cada uma das Regionais de Saúde. Em janeiro, a Sesa realizou oficinas macrorregionais para a construção dos projetos.

A elaboração dos documentos é uma das estratégias estaduais para nortear os municípios no combate às doenças. Em 2016, de acordo com dados da Sesa, foram confirmados 37.769 casos de dengue, 29.837 casos de febre Chikungunya e 95 casos de microcefalia associada à infecção por vírus zika.

“O plano fala do enfrentamento em si, considerando as pessoas que estão adoecendo, fala da criação de sinalizadores epidemiológicos para dizer quando município está vivendo ou não uma epidemia e fala sobre como devem ser as condutas durante a epidemia e  no restante do ano”, detalha a coordenadora. “O ideal é fechar essas planos até meados de março, porque é o período em que já vai haver aumento do número de casos”, acrescenta.

A coordenadora afirma que os planos regionais servirão de subsídio para a elaboração de planos municipais, que também devem ser finalizados neste primeiro semestre. “Os planos municipais são uma recomendação anual, mas esses têm outros componentes que os diferenciam de planos anteriores. Eles falam que ações devem ser executados, tanto de controle vetorial como de vigilância epidemiológica, que é anotificação de cada caso suspeito para visualizarmos quando houver aumento de casos e agirmos de forma mais focada”, destaca.

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