Chikungunya e Zika matam mais em 2016 que a dengue

A melhor forma de combater a doença ainda é acabando com os focos de larvas do Aedes aegypti.

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BRASILIA – O Ministério da Saúde divulgou relatório dando conta de que a  Zika em 2016 matou mais que a dengue segundo o Ministério da Saúde, que registrou 159 mortes e mais de 263 mil casos de chikungunya, que deve ser o maior problema de saúde deste verão. O aumento em relação ao ano passado é de 2.550% sobre as 6 mortes registradas em 2015.

O pico de casos ocorreu em fevereiro e março, por isso as autoridades temem a repetição em 2017, com uma epidemia muito maior. Desde 2014, quando foi descoberta, a chikungunya tinha sido apenas uma curiosidade, mas isaso mudou neste ano.

Não é só a preocupação com mortes, que têm crescido, mas com efeitos danosos da doença, como dores fortes nas mãos, pés, braços e pernas, que em geral duram muitos meses. “Os danos nas articulações podem até ser permanentes,” alerta o secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho.

Outra preocupação das autoridades é o zika virus, que registrou 6 mortes neste ano, quatro no Rio de Janeiro e duas no Espírito Santo. As mortes ocorreram entre janeiro e maio, novamente o período de maior infestação do mosquito Aedes aegypti.

Em todo o país, 211 mil pessoas foram atendidas com sintomas do zika, até 12 de dezembro. Apesar de ter muito menos casos, o zika ainda preocupa porque também deve crescer em 2017 e é suspeito de causar microcefalia em bebês e a síndrome de Guillain-Barré.

Dengue menor

Já a dengue retrocedeu neste ano em relação a 2015, de acordo com o Ministério da Saúde. No ano passado, foram 1,7 milhão de casos suspeitos da doença, um recorde, contra 1,5 milhão de casos em 2016. Como boa parte da população já teve a doença, ela deve infectar menos.

Segundo especialistas  eliminar os focos do mosquito é a melhor forma de combater o problema. “No verão, todas as larvas do Aedes eclodem e temos uma invasão de mosquitos adultos”.

A melhor forma de combater a doença ainda é acabando com os focos de larvas do Aedes aegypti. Ele tem um ciclo de vida de 7 dias, entre a larva e o adulto, por isso é preciso vistoriar, a cada semana, sua casa para ver se existem objetos mantendo água parada.

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