Defensores públicos discutem a questão do vírus Zika e suas sequelas em Alagoas

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Em reunião realizada nesta sexta- feira (16), os defensores públicos alagoanos se reuniram para discutir a questão do zika vírus e da microcefalia em Alagoas. No encontro, estratégias de atuação da instituição foram definidas em relação ao enfrentamento do problema no estado.

Realizado na sede da instituição, localizada na Av. Fernandes Lima, a reunião contou com a presença da médica infectologista do Hospital Helvio Auto, Mardjane Alves de Lemos Nunes. Ela apresentou aos defensores as características clínicas da infecção congênita pelo vírus zika, expondo dados sobre a situação atual da epidemia e a realidade do tratamento ofertado pelo Estado e municípios.

Segundo a médica, Alagoas precisa se organizar para atender minimamente as recomendações do Protocolo Brasileiro sobre o Zika. O estado precisa se atualizar de acordo com a realidade local e discutir com os atores envolvidos, especialistas e comunidade, para que seja possível dar uma resposta mais efetiva a população.

“Hoje ainda há uma dificuldade muito grande de acesso ao especialista, os municípios do interior não tem todos os profissionais necessários para a reabilitação, mas a nossa maior dificuldade é o acesso aos exames confirmatórios. A questão da atenção básica é complicada, não há cobertura total, e existe um rodízio de profissionais muito grande, os profissionais que estão hoje, não estarão amanhã, o que exige a constante atualização do treinamento. Além disso, a zika congênita é uma doença nova e, como toda doença nova, não é assunto para atenção básica, é assunto para alta e média complexidade”, explica.

De acordo com o defensor público Coordenador do Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos, Daniel Alcoforado, a Defensoria Pública tem colhido dados a respeito da situação do atendimento às crianças portadoras da síndrome congênita do vírus Zika, e pretende atuar para garantir os direitos da população.

“As primeiras crianças que sofrem com a síndrome congênita do zika estão completando seu primeiro ano de vida e notamos um certo abandono por parte do poder público com relação ao tratamento dessas crianças. A Defensoria está colhendo o máximo de informações possíveis sobre a situação da zika congênita em Alagoas. Com as informações em mãos pretendemos agir na proteção dessas crianças, assegurando direitos da população. Nós pretendemos intervir para o aperfeiçoamento do protocolo adequado a realidade de Alagoas, um protocolo que possa ofertar o que defina desde a maneira adequada de identificar a doença ao tratamento eficaz e a proteção dos direitos desde o benefício assistencial, a garantia do tratamento adequado, em centros de reabilitação que possua equipe profissional multidisciplinar, regularidade no acesso aos medicamentos, oferta de órteses das quais necessitam algumas crianças e óculos para aquelas que apresentam deficiência visual”, explica o defensor.

Participaram da reunião defensores em atuação nos núcleos da capital e nas defensorias do interior do estado.

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