Estado já registrou mais de quatro mil casos de vírus da zika

Quantidade é preocupante: doença é uma das causas de microcefalia e malformação em bebês. Em 2015, o Espírito Santo registrou, durante todo ano, 10 casos de microcefalia. Em 2016 foram 265 notificações

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Nos últimos dois anos o Espírito Santo registrou mais de quatro mil casos de zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. O número é preocupante, pois a doença é uma das causas de microcefalia e malformação em bebês. Em 2015, o Espírito Santo registrou, durante todo ano, 10 casos de microcefalia. Em 2016 foram 265 notificações.

O representante do programa Estadual de combate à dengue, zika e chikungunya, Roberto Laterriere, destacou que apesar de comprovado a ligação entre o vírus da zika e os casos de microcefalia, não é possível afirmar que todos foram provocados pelo mosquito. “A microcefalia também pode ser provocada por citomegalovírus e rubéola. Existem outros fatores que podem provocar a microcefalia, não sendo só o zika”, disse.

Leterriere destacou que a tendência é que os casos de bebês com microcefalia diminua nos próximos anos, pois, com a divulgação da relação da malformação com o vírus da zika, as gestantes passaram a tomar mais cuidado com relação ao Aedes Aegypti, eliminando criadouros, evitando locais com incidência do mosquito e usando repelente.

A grande preocupação da Secretaria de Saúde neste verão é com os casos de chikungunya. Outros Estados já passaram pela epidemia da doença e isso pode acontecer no Espírito Santo por causa do período das chuvas. Atualmente, o vírus foi registrado em 11 municípios capixabas.

Prefeituras

Procurados, os municípios da Grande Vitória informaram que realizam ações de combate ao mosquito, como visitas domiciliares, limpeza de galerias, tratamentos biológicos, carros de fumacê e campanhas de conscientização da população.

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