Fiocruz expandirá uso de Aedes modificado contra a zika

Projeto é parte de iniciativa internacional liderada por universidade australiana

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O uso de mosquitos com bactéria Wolbachia para combater a transmissão de dengue, zika e chikungunya deve ser expandido no Brasil e também na Colômbia. Em um prazo de três anos, a liberação de mosquitos que contêm a bactéria deve se estender para uma área da cidade do Rio de Janeiro e de Niterói onde vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas. O início das liberações deve ocorrer em 2017.

Foto: Divulgação (Fiocruz)Foto: Divulgação (Fiocruz)

A bactéria Wolbachia, que é inofensiva aos humanos, impede os mosquitos de transmitirem os vírus.

A iniciativa faz parte de um projeto internacional chamado “Eliminate Dengue: Our Chalange” (ou Eliminar a Dengue: Nosso Desafio), liderado pela Universidade de Monash, na Austrália, e trazido para o Brasil pelo pesquisador Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A instituição já liberou mosquitos com a bactéria em duas regiões em projetos piloto desenvolvidos entre agosto de 2015 e janeiro de 2016: em Tubiacanga, na Ilha do Governador, na cidade do Rio, e em Jurujuba, em Niterói. Os bairros do Rio de Janeiro e Niterói que serão contemplados pela expansão do projeto ainda estão sendo definidos. Já na Colômbia, a liberação dos mosquitos será feita no estado de Antioquia.

Os resultados dos projetos piloto mostram que a Wolbachia está presente em mais de 80% dos mosquitos Aedes aegypti encontrados nos dois bairros onde a pesquisa foi feita. Outra conclusão foi que a fêmea com a bactéria transmite naturalmente a Wolbachia para os filhotes. Além disso, se a fêmea não tem a bactéria, mas é fecundada por um macho com a Wolbachia, ela fica estéril: os ovos não viram novos mosquitos.

A expansão do projeto foi anunciada nesta quarta-feira (26) na Reunião Anual Grand Challenges, em Londres, iniciativa da Fundação Bill & Melinda Gates, uma das instituições que financia o projeto “Eliminate Dengue”, que está presente em cinco países: Austrália, Brasil, Colômbia, Vietnã e Indonésia. A Fundação Bill & Melinda Gates e a instituição global Welcome Trust financiarão US$ 18 milhões do projeto, segundo a Reuters.

No Brasil, a iniciativa tem financiamento da Fiocruz, do Ministério da Saúde, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do CNPq.

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