Goiás registra 254 casos de microcefalia desde novembro de 2016

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A Secretaria da Saúde (SES-GO) registrou 254 casos de microcefalia ou alterações Sistema Nervoso Central em recém-nascidos no período de 23 de novembro de 2015 a 18 de fevereiro deste ano, quando se tornou obrigatória a notificação desta condição clínica. Dos 254 casos, 55 foram confirmados como infecção congênita, sendo que 35 são em consequência da infecção pelo zika vírus.

Os dados constam do Boletim de Microcefalia e/ou Alterações do Sistema Nervoso Central, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs) da SES-GO, divulgado esta semana.

Para acompanhar os recém-nascidos com microcefalia em Goiás, a SES-GO conta com o Comitê Estadual de Acompanhamento de Casos e Óbitos por Microcefalia. O grupo se reúne mensalmente, com a participação de representantes do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, Secretaria de Saúde de Goiânia, Hospital Materno Infantil, Maternidade Dona Iris e das Superintendências de Vigilância em Saúde (Suvisa) e de Política de Atenção Integral em Saúde (Spais).

A microcefalia é uma condição neurológica pouco comum em que o crânio e o cérebro da criança é menor do que a de outras crianças, na mesma faixa etária e do mesmo sexo. Causada por alterações genéticas ou infecções durante a gravidez, em geral, é diagnosticada logo após o nascimento da criança ou por meio de ultrassonografia durante a gestação.

Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde comprovou a relação entre a microcefalia e o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, como causador dessa doença, tornando obrigatória a notificação para os serviços de saúde. Os bebês com microcefalia terão problemas de desenvolvimento. Mas alguns tratamentos melhoram significativamente o desenvolvimento da criança e a qualidade de vida.

Assistência contínua
Dos 55 casos confirmados de bebês com microcefalia, 12 morreram e os 43 sobreviventes recebem assistência na rede pública de saúde. Magna Carvalho, gerente de Vigilância Epidemiológica da SES-GO, membro do Comitê e gerente de Vigilância Epidemiológica, informa que 40 bebês foram atendidos no Crer e as outras três na Rede Sarah, em Brasília, e na Apae. A rede de assistência destes recém-nascidos, explica, tem o Crer como referência para o diagnóstico conclusivo, com a realização de exames laboratoriais, de imagem e outros para a confirmação ou descarte da microcefalia e/ou alterações do Sistema Nervoso Central.

Além do atendimento na atenção especializada no Crer, todos os recém-nascidos devem manter as consultas de puericultura na atenção básica conforme os Cadernos de Atenção Básica nº 33: Saúde da Criança – Crescimento e Desenvolvimento. Os recém-nascidos com microcefalia, além do acompanhamento na puericultura devem também ser encaminhados para a estimulação precoce.

No Estado de Goiás existem 11 Centros Especializados em Reabilitação que estão disponíveis para o atendimento destes recém-nascidos: (seis CER em Goiânia – dentre eles o Crer; um em Trindade, um em São Luís dos Montes Belos, um na cidade de Goiás, um em Anápolis e um em Ceres.

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