Levantamento aponta cerca de 270 ataques por morcegos em um ano na região do Unini, no AM

Dois irmãos morreram e um terceiro segue internado com raiva humana após agressão de morcegos.

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Morcego infectado com o vírus da raiva foi encontrado já morto na área do Lago Municipal de Cascavel (Foto: Reprodução EPTV)

Aproximadamente 270 pessoas informaram terem sido agredida por morcegos nos últimos doze meses, aponta levantamento da Secretaria Municipal de Saúde de Barcelos. Os ataques ocorreram nas nove comunidades do rio Unini, no município localizado a 401 Km de Manaus.

Em 2017 o Amazonas registrou os primeiros casos de raiva humana desde 2002. Dois irmãos morreram e um terceiro segue internado na Fundação de Medicina Tropical (FMT), na capital amazonense. Familiares relataram que as vítimas foram atacadas por morcegos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), as pessoas que relataram mordidas do animal já tomaram três doses da antirrábica humana.

A vacinação de todos os moradores das nove comunidades, aliás, foi autorizada pelo Ministério da Saúde. Uma equipe do Governo Federal está no Amazonas para investigar os casos de raiva humana.

Nesta terça-feira (5), a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) enviará mais 600 doses da vacina para Barcelos. Com isso, serão 3.100 doses desde o início do surto.

Os animais domésticos também recebem a vacinação, inclusive em comunidades sem registros de ataques de morcego.

Casos de raiva humana em Barcelos

  • O Instituto Evandro Chagas confirmou Raiva Humana em diagnóstico do adolescente de 17 anos, que morreu no dia 16 de novembro, no Hospital 28 de Agosto, em Manaus.
  • Duas semanas depois, a irmã do adolescente, de 10 anos, morreu com diagnóstico de raiva humana. Ela também estava internada na capital
  • No dia 2 de dezembro, o irmão das duas vítimas foi internado em Manaus com sintomas da doença
  • Os pacientes são oriundos da comunidade de Tapira, no rio Unini, em Barcelos, município a 401 quilômetros de Manaus.

Doença

A raiva é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la.

A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre.

A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas.

O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação, atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso centra (sentido centrifugo). A partir daí, dissemina-se para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica (sentido centrípeto) e é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.

A imunidade é conferida por meio de vacinação, acompanhada ou não por soro; dessa maneira, pessoas que se expuseram a animais suspeitos de raiva devem receber o esquema profilático.

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