Ministério da Saúde investiga caso suspeito de febre amarela em Alagoas

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O Ministério da Saúde confirmou, em boletim divulgado nesta terça, 7, que está investigando um caso suspeito de febre amarela em Alagoas. O boletim é elaborado a partir de dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde e até ontem foram confirmados 195 casos da doença em todo país.

Ao todo, foram registrados 1.048 casos suspeitos, sendo que 777 permanecem em investigação e 76 foram descartados. Dos 163 óbitos notificados, 69 foram confirmados, 91 ainda são investigados e 3 foram descartados. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Tocantins continuam com casos investigados e/ou confirmados.

Em entrevista à reportagem do Alagoas 24 horas,  a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde explicou que o estado não é considerado uma região endêmica da doença e que desde 2001 nenhum caso é registrado em Alagoas. O caso suspeito, acredita-se, pode ser de alguma pessoa que tenha visitado regiões críticas e apresente alguns sintomas, passando a ser investigado. A confirmação, no entanto, ainda não ocorreu.

Em meio ao pânico sobre um possível surto, a coordenadora do programa da vacinação da Secretaria de Saúde de Maceió confirmou que nenhum posto da capital possui vacina contra a febre amarela. A expectativa da secretaria é de que novas doses cheguem a Alagoas nesta quarta-feira, dia 8. Mesmo com o estoque equilibrado, apenas serão vacinadas na rede públicas aquelas pessoas que comprovarem estar de viagem para regiões críticas.

A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de aproximadamente 95%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo, entre outros.

O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira. As recomendações são apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

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