País tem 2.104 casos notificados de febre amarela em 17 estados

Último boletim do Ministério da Saúde se refere apenas a registros feitos até 23 de março. Números da doença no Rio de Janeiro ainda não foram atualizados

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RIO — O Brasil tem casos notificados de febre amarela silvestre em 17 estados, em todas as regiões do país. O número de estados com suspeita ou confirmação de febre amarela pulou de oito para 17 desde a semana passada. Mas o mais recente boletim epidemiológico do Ministério Saúde, o de número 33, informa que o aumento significativo do número de estados com notificações não se refere a casos novos. Segundo o boletim, se trata de “resultado da força tarefa integrada do Ministério da Saúde, estados e municípios”.

Casos de estados como o Rio de Janeiro, que ontem confirmou a sexta pessoa contaminada com febre amarela silvestre (um morador do município de Silva Jardim), não foram contabilizados no boletim do Ministério Saúde. Isto porque as secretarias estaduais usavam outros critérios para notificação de caso suspeito, alegadamente mais sensíveis do que aqueles adotados pelo ministério.

Há no Brasil 2.104 casos notificados de febre amarela silvestre, dos quais 1.101 casos estão em investigação, 492 foram confirmados e 511 descartados. Do total de casos, 277 são mortes — 162 já foram confirmadas para febre amarela, 95 estão ainda em investigação e 20 foram descartadas. Minas Gerais é o estado mais afetado, com 1.497 casos notificados.

De acordo com o boletim, há 339 municípios brasileiros com notificação de febre amarela silvestre. A taxa de letalidade da doença é de 32,9%. O ministério informa que 18,88 milhões de doses da vacina foram distribuídas aos estados, mas não diz quantas foram aplicadas.

O boletim se refere apenas a casos de até 23 de março. Por isso, estão fora dele os três novos casos confirmados da doença anunciados pela Secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Dois em Casimiro de Abreu e um ontem, em São Fidélis (Norte Fluminense).

O presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Maurício Lacerda Nogueira, explica que apenas os casos com alguma gravidade de febre amarela são notificados.

— Isso representa de 10% a 25% do número real de pessoas infectadas pelo vírus, dependendo da sensibilidade do critério adotado. Só que a maioria dos casos de febre amarela é assintomática ou leve. Essas pessoas não adoecem, mas se forem picadas por um mosquito transmissor podem transmitir para ele o vírus e ajudar a espalhar a febre amarela. Por isso, a vacinação é tão importante — destaca ele.

A sociedade lançou na última semana uma nota para ressaltar a importância da vacinação contra a febre amarela silvestre.

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