Paraná registra mais dois casos de febre amarela; desta vez, na Grande Curitiba

O Paraná chegou nesta semana a três casos de febre amarela. Segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (7) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), dois novos casos foram confirmados nesta semana em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e se somam ao caso que já havia sido registrado anteriormente em Antonina, no litoral do Paraná – o município, inclusive, decretou situação de emergência recentemente.

Um dos moradores de Adrianópolis que pegaram a doença está internado em São Paulo – o município da RMC faz divisa com o estado paulista, onde a doença vive um surto desde o ano passado -, enquanto o outro apresenta uma forma mais leve da febre e está sendo tratado no próprio município. Já o jovem de 21 anos de Antonina foi internado no Hospital Regional de Paranaguá e já foi liberado.

No total, o Paraná investiga a notificação de 38 casos, mas 25 já foram descartados pelos exames de laboratório (além dos três casos confirmados). De acordo com a Sesa, a eclosão de alguns casos de febre amarela já era esperada por conta da proximidade do estado com áreas infestadas pelo mosquito transmissor em São Paulo. Por isso, a Secretaria pede para que a população procure as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença, única forma de evitar a infecção (lembrando ainda que a vacina demora dez dias para começar a fazer efeito).

Após a morte de quatro macacos por febre amarela na região de Antonina e de ter sido constatado o primeiro caso em humano no município, o prefeito José Paulo Vieira Azim (PSB) decretou Situação de Emergência em Saúde. De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Odileno Garcia Toledo, 95% da população com até 59 anos de idade já foi imunizada, mas a medida foi necessária para ampliar o índice de vacinação entre os mais velhos e também a conscientização da comunidade.

“Desde quando começaram os casos suspeitos de febre amarela o município tomou todas as providências para imunizar a população. Entramos em alerta em 28 de janeiro e a população não tomou providências para eliminar os focos do mosquito, não deram muita importância. Como essa situação requer um cuidadomais especial, o prefeito resolveu decretar (situação de emergência)”, explica Odileno. “ Depois do decreto o pessoal ficou assustado e começou a tomar algumas providências”, complementa.

Ainda segundo ele, a expectativa é que em 20 dias os focos de mosquitos que transmitem a doença sejam eliminados da cidade. É que com o decreto haverá intensificação, em caráter de urgência epidemiológica, do combate aos focos pela equipe de entomologia e da vacinação contra a doença nas Unidades de Saúde da Família e nos Postos de Saúde, que estão funcionando das 8 às 17 horas. Além disso, a vacinação foi estendida para adultos acima de 59 anos.

Carnaval de Antonina não será afetado, garante Prefeitura
Ainda segundo a Prefeitura de Antonina, apesar da recente situação de emergência em saúde, o Carnaval de Antonina segue com sua programação normal. Aos interessados em visitar o município o recomendado é que busquem se vacinas antes de se deslocarem até a cidade, sempre lembrando que a vacina leva cerca de 10 dias para começar a fazer efeito.

“Em 2016 tivemos um surto de dengue e o pessoal veio (para o Carnaval). Não estamos em surto ou epidemia, o decreto é um alarme para a população, para gente dizer: se imunizem, febre amarela tem vacina. O Carnaval vai acontecer e acho que não tem nada que atrapalhe. O decreto foi feito, mas pode ser revogado se estiver tudo resolvido antes do prazo. Não vejo motivo para assustar as pessoas, estamos em alerta”, comenta o secretário de Saúde de Antonina.

Autor: Comunicação Pragas e Eventos

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