Prefeitura de Brusque alerta que bugio não transmite febre amarela

Morte de animal do Parque Zoobotânico preocupou a população devido ao surto da doença no país

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Em meados de janeiro, a morte de um bugio do Parque Zoobotânico de Brusque trouxe preocupação a visitantes, devido ao surto de febre amarela na região Sudeste do país, relacionado de maneira equivocada aos macacos. No entanto, a diretora de Vigilância em Saúde, Natália Cabral Marchi, afirma que a causa da morte do primata não tem relação com a doença. Com o óbito, resta apenas um bugio no local.

Ela explica que há um protocolo realizado pela Vigilância sempre que morre um primata, seja no Zoo ou em terrenos da região, quando são localizados. “O veterinário faz a dissecação do macaco e mandamos as vísceras e o cérebro para laboratório, onde é investigado se ele tinha raiva ou febre amarela”, informa.

Inclusive, em 2016, Natália conta que houve a morte de dois primatas. Em um dos casos, o animal foi atropelado e um homem tentou socorrê-lo. Como teve contato direto com o bicho, foi necessário realizar ações de prevenção de saúde com o homem até saber a causa da morte do animal. “Nos dois casos, o resultado foi negativo tanto para a raiva quanto para a febre amarela”. Segundo a diretora, a investigação sempre é feita em todos os casos de morte, independente dos surtos de febre amarela no país.

Cuidado com os mosquitos

Para a diretora do Zoobotânico, Milene Pugliesi Zapala Rosa, é necessário cuidados para evitar os mosquitos e, por isso, os agentes da Vigilância Epidemiológica fazem constantemente o controle no parque, com armadilhas. “É um mito dizer que é o bugio quem repassa a doença, pois quem transmite é o mosquito. Por isso nossa maior preocupação são com os mosquitos”.

Para evitar a proliferação, os funcionários evitam o acúmulo de entulhos. “O parque é muito grande e tem muita vegetação, o que atrai bastante mosquito. Por isso cuidamos para não deixar água parada”.

Milene afirma que até o momento não foi percebido nenhuma diminuição de visitantes no parque por causa do mito relacionado ao bugio. “Estamos informando as pessoas e a mídia tem ajudado a desmistificar a situação”, diz.

Anjos da guarda

Natália diz que a proteção aos bugios é importante, pois ele é considerado um protetor da saúde do ser humano. “Ele é nosso anjo da guarda, porque a doença ataca primeiro nele. Se começar a morrer um atrás do outro, é sinal de alerta de que algo está errado” explica.

A diretora do Zoobotânico explica que o ciclo da doença inicia no primata, pois o mosquito primeiro transmite a ele. Com isso, quando o macaco vai para a área urbana e é picado por um mosquito desse local, passa a doença ao inseto, que passa para o humano. “É necessário que a comunidade não maltrate o animal, mas também evite o contato. Cada um deve se manter no seu devido lugar, seja o macaco na mata ou no Zoobotânico”.

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