Primeiros casos de febre chikungunya são registrados no oeste do Paraná

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*Com informações de Vagner Krazt , repórter da RIC Oeste

A 20ª Regional de Saúde do Paraná, responsável por 18 municípios, confirmou, pela primeira vez, o registro de casos de febre chikungunya na região oeste do Paraná. Os números divulgados pela Secretaria de Saúde colocam o estado em alerta. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue.

A situação mais grave é na cidade de Palotina, que já tem 15 casos confirmados da doença. “De Palotina são casos autóctones porque as pessoas não saíram de dentro da cidade. Porém, nós não identificamos qual foi o caso matriz”, disse Denise Liel, chefe da 20ª Regional de Saúde do estado.

A doença que é transmitida pelo Aedes Aegypti não tem cura. Ainda não há tratamento específico, a única coisa que pode ser feito é usar medicamentos para amenizar os sintomas, que em alguns casos podem durar até seis meses.

Segundo o médico Elias da Silva Júnior, os problemas acarretados pela chikungunya podem afetar por meses ou anos o infectado. “A chikungunya não tem uma mortalidade tão elevada como a dengue. A maior característica dela é a morbidade, então o paciente pode, às vezes, se tornar incapacitante. Sendo necessário um tratamento crônico”, disse à equipe de reportagem da RICTV Oeste.

No caso da contaminação de gestantes, a situação é ainda mais preocupante. O vírus pode prejudicar o desenvolvimento do feto.

Prevenção

Ainda não existe uma vacina que proteja a população e a forma de prevenção é eliminar o transmissor do vírus. Um mosquito infectado pode picar até 20 pessoas.

Sintomas

Os sintomas da doença são febre alta e dores no corpo, principalmente, nas articulações. “Muitas vezes, como em dengue isso também acontece, a pessoa tem a doença, mas não demonstra sinal ou então passar por leves sintomas de uma gripe”, afirma Denise.

No caso da contaminação de gestantes, a situação é ainda mais preocupante. O vírus pode prejudicar o desenvolvimento do feto.

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