Transmissão de zika de mãe para bebê é 30 vezes maior no início da gestação

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Um novo estudo de pesquisadores brasileiros e americanos conseguiu comprovar cientificamente que mulheres no início da gestação têm até 30 vezes mais chances de transmitir zika para o bebê. Antes a hipótese era baseada em relatos e percepções clínicas.

Agora, a pesquisa da USP em parceria com a Universidade de Missouri confirmou que a placenta – órgão que conecta a mãe ao feto durante a gravidez – é muito mais vulnerável aos ataques do vírus até o terceiro mês. O que traz um certo alívio às grávidas que vivem em áreas infectadas pelo transmissor do zika, o mosquitos Aedes aegypti.

Direto dos Estados Unidos, o professor Sergio Verjovski-Almeida, um dos autores, explica que a composição da placenta vai mudando e se fortalecendo ao longo dos meses. “Agora a gente viu que a placenta primitiva tem essas proteínas na superfície, enquanto a placenta madura não precisa desses receptores”, disse.

Ou seja: Como algumas mães que contraíram zika na gravidez têm filhos saudáveis e outras não? O que no corpo delas protege esse feto?

Uma outra curiosidade desvendada pela equipe do Dr. Sergio é que a agressividade do vírus circulante no Brasil é menor do que a original, identificada na África.

O que explica, em parte, porque não há casos notificados de microcefalia em crianças na região.

Segundo o estudo, o zika evoluiu com o tempo e, no lugar de provocar o aborto espontâneo, hoje se aloja na placenta e provoca inúmeros problemas de saúde aos bebês, como a própria microcefalia.

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