URGENTE – Leptospirose continua fazendo vítimas em Petrópolis

Em 2016 foram registrados 11 casos, sendo três com óbito do paciente

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Em períodos de chuvas intensas, a ocorrência de enchentes leva ao aparecimento de diversas doenças, transmitidas pelo contato com água e lama contaminada. Dentre elas, se destaca a leptospirose, que é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira, que penetra principalmente através da pele, especialmente, pela urina dos ratos.
Para a coordenadora do setor de epidemiologia, Elisabeth Cavalcante Wildberg, a leptospirose humana apresenta manifestações clínicas muito variáveis, com diferentes graus de severidade.
– Elas podem variar desde formas assintomáticas, que não exibe sintomas, até quadros clínicos graves. A fase precoce da doença é caracterizada pela instalação abrupta de febre, acompanhada de cefaleia, que é a dor de cabeça, e mialgia, que é a dor no corpo, e normalmente não pode ser diferenciada de outras causas de doença febril.
Elisabeth explica que o início da doença é bem parecido com uma gripe, o que acaba prejudicando, já que o paciente demora a procurar um médico.
– Em aproximadamente 15% dos pacientes, a leptospirose progride para manifestações clínicas graves, quando começa a febre, seguida por cefaleia, mialgia, falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, tosse seca, hemorragia, sufusão conjuntival entre outros. Mas o início é bem parecido com uma gripe, uma virose. Ou seja, o que pode mascarar os sintomas para a pessoa. Então ela deve procurar um médico o mais rápido possível, e dizer que teve contato com ratos, enchentes, lama, ou alguma coisa que seja um causador para a doença – disse.
Somente neste ano, o setor de epidemiologia de Petrópolis registrou quatro casos da doença, sendo dois em janeiro e dois em fevereiro. No ano anterior foram 11 casos, sendo três deles com óbito do paciente.
Os primeiros sintomas podem aparecer de um a 30 dias após exposição a enchentes, alagamentos, lama ou coleções hídricas; exposição a fossas, esgoto, lixo e entulho; atividades que envolvam risco ocupacional como coleta de lixo, catador de material para reciclagem, limpeza de córregos, trabalho em água ou esgoto, manejo de animais, agricultura em áreas alagadas; vínculo epidemiológico com um caso confirmado por critério laboratorial ou residir/trabalhar em áreas de risco para a leptospirose.
Como forma de prevenção à doença, a coordenadora do setor de epidemiologia listou algumas dicas.
– As medidas são sempre em relação à limpeza. Caso entre lama em sua casa, não ande descalço; coloque sapato ou bota. Nas mãos utilize luvas ou até mesmo sacos plásticos. Descarte os alimentos que tiverem contato com essas águas contaminadas. Ensaque o lixo perto da sua residência para evitar a presença de ratos, porque é a urina do rato que passa a leptospirose – orientou.

Lixeiras em Petrópolis contribuem para a proliferação dos ratos

Diariamente recebemos denúncias sobre a infestação de ratos nas lixeiras em diversos bairros da cidade, que acabam indo para a casa dos moradores. Muitas reclamações em sua maioria são relacionadas aos locais errados que as caçambas são colocadas. Muitas lixeiras ficam posicionadas próximas a barrancos, onde os ratos acabam fazendo buracos e consequentemente fazendo do espaço a sua moradia.
A nossa equipe entrou em contato com a assessoria da prefeitura, que afirmou que a Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) está revendo a localização de várias caçambas de lixo, para evitar a questão da proliferação. Além disso, caçambas maiores, com maior capacidade de absorver lixo e entulho estão sendo instaladas na cidade, para que não existam focos onde os roedores proliferem. Ainda tentamos falar com a Vigilância Sanitária, mas não obtivemos êxito, já que segundo a prefeitura, a equipe ainda está sendo estruturada.

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