Sorocaba está em risco de epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

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Sorocaba (SP) está em risco de epidemia de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A quantidade de criadouros do mosquito encontrada nas fiscalizações é muito alta e o número de pacientes vem crescendo.

Em janeiro e fevereiro do ano passado, 42 pessoas tiveram dengue na região. Neste ano já são 77, ou seja, quase o dobro.

Em Sorocaba foram registrados 45 casos nos dois primeiros meses do ano. O índice larvário é de 4,4% nos imóveis vistoriados, mas o Ministério da Saúde diz que esse índice não pode passar de 1%.

Na região noroeste da cidade, o índice é ainda maior, 6,4%, e é onde está sendo realizada a maioria das ações preventivas.

“Estamos fazendo reuniões, onde convidamos o CRAS, as escolas e lideranças populares para que a gente possa mobilizar toda a população desse território e promover ações como visitas nas casas e palestras em unidades de saúde”, explica Dijéssika Silveira, supervisora de saúde.

Quem vai ao posto de saúde do Jardim Rodrigo recebe orientações de como manter o Aedes aegypti bem longe de casa. É mais um lembrete de que todos têm que ajudar na batalha contra o transmissor da dengue, vírus zika e chikungunya.

Caixa d’água destampada, madeira, cano e tambores a céu aberto acumulam água da chuva e são atrativos para o mosquito.

O morador do bairro Campolim Roberto Meira diz que já reclamou mais de uma vez na prefeitura sobre o problema. Sem solução, o jeito foi mudar a rotina para tentar se prevenir de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“A gente se preocupa porque não é brincadeira. Outras pessoas estão em perigo. A gente não tem condição de abrir a casa para entrar ar.”

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