Sorocaba está em risco de epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Sorocaba (SP) está em risco de epidemia de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A quantidade de criadouros do mosquito encontrada nas fiscalizações é muito alta e o número de pacientes vem crescendo.

Em janeiro e fevereiro do ano passado, 42 pessoas tiveram dengue na região. Neste ano já são 77, ou seja, quase o dobro.

Em Sorocaba foram registrados 45 casos nos dois primeiros meses do ano. O índice larvário é de 4,4% nos imóveis vistoriados, mas o Ministério da Saúde diz que esse índice não pode passar de 1%.

Na região noroeste da cidade, o índice é ainda maior, 6,4%, e é onde está sendo realizada a maioria das ações preventivas.

“Estamos fazendo reuniões, onde convidamos o CRAS, as escolas e lideranças populares para que a gente possa mobilizar toda a população desse território e promover ações como visitas nas casas e palestras em unidades de saúde”, explica Dijéssika Silveira, supervisora de saúde.

Quem vai ao posto de saúde do Jardim Rodrigo recebe orientações de como manter o Aedes aegypti bem longe de casa. É mais um lembrete de que todos têm que ajudar na batalha contra o transmissor da dengue, vírus zika e chikungunya.

Caixa d’água destampada, madeira, cano e tambores a céu aberto acumulam água da chuva e são atrativos para o mosquito.

O morador do bairro Campolim Roberto Meira diz que já reclamou mais de uma vez na prefeitura sobre o problema. Sem solução, o jeito foi mudar a rotina para tentar se prevenir de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“A gente se preocupa porque não é brincadeira. Outras pessoas estão em perigo. A gente não tem condição de abrir a casa para entrar ar.”

Aumenta a preocupação com a dengue em Foz, Ciudad del Este e Puerto Iguazú

Chuva e calor, uma combinação propícia para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. Não por acaso, Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Ciudad del Este, onde se registrou nos últimos meses muita chuva e calor forte, principalmente em janeiro, estão entre as áreas de risco.

No Paraná, dois casos graves de dengue em Foz do Iguaçu e dois em Londrina aumentaram o alerta contra a doença.

Em Ciudad del Este, onde já houve um caso de morte por dengue, o dia 13 de março poderá ser declarado dia “D” contra a doença, quando deverão ser convocados até mesmo militares e estudantes universitários para reforçar a atuação contra o mosquito transmissor. 

Já Puerto Iguazú aparece com o maior número dos 20 casos de dengue registrados na província de Misiones, de acordo com a Vigilância Epidemiológica. 

Foz do Iguaçu também registrou um novo caso de chikungunya na cidade de Foz do Iguaçu, mas, felizmente, trata-se de um caso importado: a contaminação ocorreu no Pará. 

No Paraná

Segundo boletim da Secretaria Estadual da Saúde, o Paraná já registra 536 casos de dengue, entre importados e autóctones. Na semana passada, eram 391). As notificações, por seu lado, aumentaram 17%, de 9.777 para 11.475 casos suspeitos. 

O boletim informa que um dos indicativos para este aumento é o resultado parcial do levantamento de infestação predial. Entre os 267 municípios que já realizaram o trabalho, a infestação piorou em 147. O que significa que mais focos de mosquitos transmissores da dengue foram encontrados nos imóveis visitados. 

“A população tem um papel importantíssimo no combate à doença”, reforça a médica veterinária Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental. O ciclo de transmissão só vai ser interrompido se cada um fizer sua parte, cuidando de todo tipo de água parada nos quintais e dentro das casas, por menores que sejam. 

A veterinária lembra ainda que o ciclo de transmissão deve se prolongar até maio, e o atual regime de chuvas complica bastante a situação, exigindo cuidado redobrado. 

A nossa parte

Não tem outro jeito de combater a dengue sem os cuidados de prevenção. Isso inclui limpar os quintais todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. 

Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos. Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja, até em tampinhas de garrafa.

Por sinal, basta percorrer qualquer via pública de Foz do Iguaçu, principalmente nos bairros, pra se perceber garrafas PET, latas de cerveja e refrigerante e todo tipo de detritos espalhados por terrenos baldios e mesmo nas calçadas. 

Em casa, a recomendação da Saúde diz que “é preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus e garrafas, por exemplo”. E não esquecer das calhas, marquises e ralos. 

Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.

E o pior é que não basta manter tudo direitinho no quintal de casa, se ao lado tem um terreno baldio ou um vizinho que não faz isso. Nesses casos, avise a Vigilância Sanitária e exija providências. O telefone é 2105-8181.

Fontes: Secretaria de Estado da Saúde, La Voz de Cataratas e Vanguardia

Casos de dengue no Brasil aumentam 149% em comparação com 2018

Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (26) novo balanço sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti: dengue, zika e chikungunya. Em comparação com 2018, houve um aumento de 149% dos casos de dengue.

Já os casos de zika e chikungunya tiveram uma redução. Até 02 de fevereiro, foram notificados 630 casos de zika em todo o país, com uma redução de 18% em relação ao mesmo período de 2018. Em relação aos casos de chikungunya, o Brasil apontou redução de 51%.

Crescimento da dengue

Até o dia 02 de fevereiro, foram registrados 54.777 casos prováveis de dengue, em comparação com os 21.992 casos do mesmo período no ano passado. Quando verificado a incidência, em 2019, os casos chegam a 26,3 por 100 mil habitantes.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos. São 32.821 do total de casos registrados no país em 2019. Apesar disso, a Região Sul foi a que registrou o maior aumento no número de casos: 597,7%, passando de 258 para 1.800 casos prováveis.

São Paulo e Tocantins tiveram um aumento significativo do número de casos com um crescimento de 1000% em relação ao mesmo período de 2018. O Tocantins saiu de 210 casos de dengue para 3.085 casos. Já São Paulo passou de 1.450 casos para 17.004 casos prováveis da doença.

Zika e chikungunya

A região Norte apresenta o maior número de casos de zika: 410. Seguida pela região Sudeste que registrou 119 casos.

Em relação aos casos de chikungunya, a região Norte também registrou o maior número de casos: 2.730. Em seguida, aparece a região Centro-Oeste com 789 casos.

Mortes

Em relação ao número de mortes por dengue, o país registrou, até o momento, cinco mortes, sendo: Tocantins (1), São Paulo (1), Goiás (2) e Distrito Federal (1).

Fiocruz intensifica ações contra o ‘Aedes aegypti’ na Zona Norte do Rio

RIO — Em meados de janeiro, quatro novas áreas da Zona Norte começaram a receber os Aedes aegypti com a Wolbachia, bactéria do World Mosquito Program (WMP) aliada no combate a dengue, Zika e chicungunha: Complexo da Maré, Jardim América, Parada de Lucas e Vigário Geral.

O WMP é uma iniciativa global de combate às doenças transmitidas por mosquitos que, no Brasil, é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na Maré a liberação está sendo feita por Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) durante 16 semanas. Os agentes percorrem essas áreas a pé, carregando tubos plásticos transparentes com os mosquitos, que serão liberados nas vias públicas. Nos bairros de Jardim América, Vigário Geral e Parada de Lucas a liberação é realizada também por técnicos da Fiocruz.

— Diversos fatores influenciam o estabelecimento da população de Aedes aegypti com Wolbachia no campo, tais como a geografia do local, a temperatura, as chuvas e a quantidade de mosquitos já existentes na região — explica Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e Líder do WMP Brasil.

Após algumas semanas de liberação, armadilhas usadas para capturar mosquitos serão instaladas em residências e estabelecimentos disponibilizados por voluntários. O objetivo é monitorar o estabelecimento da população de Aedes aegypti com Wolbachia.

Com as novas áreas, já são 29 bairros do Rio e 28 de Niterói atendidos pelo WMP. No Rio, Tubiacanga, Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Moneró, Pitangueiras, Praia da Bandeira, Ribeira, Tauá, Zumbi, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Portuguesa (todos na Ilha do Governador), Cidade Universitária, Cordovil, Bonsucesso, Brás de Pina, Complexo do Alemão, Manguinhos, Olaria, Penha, Penha Circular e Ramos.

Em Tubiacanga, área piloto do WMP no Brasil, o índice de Aedes aegypti com Wolbachia permanece acima de 90% dois anos após o término das liberações. O monitoramento é feito semanalmente. Nos outros bairros da Ilha do Governador onde foi iniciada a fase de expansão do projeto, em agosto de 2017, o índice de Aedes aegypti com Wolbachia é alto, acima de 60%. Nos demais bairros, o estabelecimento está em curso e os índices estão dentro das médias esperadas.

Boletim aponta 193 novos casos de dengue no Paraná

O Paraná registrou 193 novos casos de dengue em uma semana. Ao todo, são 288 registros da doença contraídos dentro do estado. São 56 municípios com casos autóctones (contraídos dentro do próprio município). Segundo o último boletim da Secretaria da Saúde, somando com os casos importados, 72 cidades têm ocorrências de dengue confirmadas.

Além de Uraí, na região Norte, o município de Lupionópolis, também no norte, entrou em situação de epidemia de dengue. O boletim semanal aponta 13 novos casos autóctones da doença, onde já existiam dois. A cidade fica na região metropolitana de Londrina, onde o número de infectados também aumentou em 41 casos autóctones.  Para esta região está programado o uso de fumacê para reduzir a infestação de mosquitos.

O Paraná tem ainda três casos importados de chikungunya em pessoas que viajaram para o Paraná, um em Foz do Iguaçu, outro em Curitiba e o terceiro em Medianeira.

CUIDADOS

A Secretaria de Estado da Saúde vem insistindo bastante na conscientização da população, para que atue na eliminação de criadouros do mosquito Aedes egypti, transmissor da dengue. Eles se reproduzem em todo tipo de água parada, em pratos de plantas, lixo abandonado em terrenos baldios, garrafas, bebedouros de animais ou objetos abandonados em quintais.

A proliferação do mosquito transmissor aumenta muito no verão. Os casos mais graves da doença costumam ocorrer em determinados grupos de risco, composto por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras.

A orientação é que todos busquem atendimento de saúde tão logo apresentem os primeiros sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso.

Os sintomas são febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular e dor atrás dos olhos ou mal-estar geral. Esses sinais não podem ser desprezados.

O verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. E quem viaja deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença, tanto no seu imóvel, que ficará desabitado, como na casa eventualmente alugada para a temporada.

11 cidades da região devem enviar relatório sobre combate ao Aedes para o Tribunal de Contas

11 cidades da região de São Carlos (SP) terão que enviar um relatório ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo com os gastos e ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. O pedido foi publicado nesta terça-feira (13) no Diário Oficial.

Segundo o documento, as prefeituras dos 250 municípios do estado que estão na lista de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, divulgada pelo Ministério da Saúde, terão que prestar contas em até 15 dias.

Na região as cidades são:

  • Araraquara
  • Brotas
  • Conchal
  • Descalvado
  • Leme
  • Motuca
  • Nova Europa
  • Porto Ferreira
  • Rio Claro
  • Santa Cruz das Palmeiras
  • Santa Rita do Passa Quatro

O que é cobrado

Os itens que são pedidos pelo Tribunal de Contas são relacionados aos programas previstos de combate aos vírus em 2019 e declaração de recursos financeiros pessoal e material, solicitados em 2018. Os resultados obtidos com as ações também serão cobrados.

Além disso, os dados estatísticos sobre as campanhas vacinais realizadas nas três últimas gestões da prefeitura, as metas de vacinação e as eventuais razões por não alcançar as metas deverão ser esclarecidas.

No documento devem constar ainda a quantidade de pessoas contaminadas com os vírus da dengue, chikungunya e zika nas útlimas três gestões.

Dois municípios do Paraná enfrentam epidemia de dengue e 52 estão em risco

Um segundo município do Paraná entrou em situação de epidemia de dengue. Trata-se de Ludionópolis, localizado na região metropolitana de Londrina, que registrou na última semana, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 13 novos casos autóctones da doença (ou seja, a infecção ocorreu no próprio município). Uraí, também no norte do Paraná e que já estava em situação de epidemia, apresenta oito novos casos.

Ainda segundo a Sesa, além dos dois municípios que já estão em situação de epidemia, outras 52 cidades estão classificadas em situação de risco de epidemia, sendo que nove desses municípios apresentam alto risco, sendo necessária a adoção de medidas de controle. A maioria desses municípios fica no Litoral, Oeste, Noroeste e Norte do Paraná. São eles: Paranaguá, Guaratuba, Maringá, Apucarana, Cianorte, Umuarama, Guaíra, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.

Na última semana (entre os dias 05 e 12 de fevereiro), inclusive, o número de casos de dengue confirmados no Paraná cresceu 46,88%, saltando de 224 para 329. Já o número de casos notiicados cresceu 14,9%, passando de 7.736 para 8.889.

Até aqui, 268 municípios do Paraná (67,2% do total) já notificaram possíveis casos de dengue, enquanto 72 municípios (18%) já confirmaram episódios da doença. Os municípios com maior número de casos suspeitos notificados são Londrina (1.988), Foz do Iguaçu (943) e Paranaguá (587). Já os municípios com maior número de casos confirmados são: Londrina (63), Uraí (60) e Foz do Iguaçu (30).

Curitiba, por sua vez, notificou 374 casos, dos quais 176 já foram descartados e outros três, confirmados. Nessas três situações, porém, a infecção ocorreu fora do município. Além disso, a Capital também teve um caso de chikungunya confirmado, assim como Foz do Iguaçu e Medianeira. Segundo a Sesa, os três casos são importados e a infecção ocorreu no Paraná, estado que enfrenta um surto da doença.

O verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. Quem viaja deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença, tanto no seu imóvel, que ficará desabitado, como na casa eventualmente alugada para a temporada.


Secretaria de Saúde apela para conscientização da população
A Secretaria de Estado da Saúde vem insistindo bastante na conscientização da população, para que atue na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Eles se reproduzem em todo tipo de água parada, em pratos de plantas, lixo abandonado em terrenos baldios, garrafas, bebedouros de animais ou objetos abandonados em quintais.

A proliferação do mosquito transmissor aumenta muito no verão. Os casos mais graves da doença costumam ocorrer em determinados grupos de risco, composto por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras.
A orientação é que todos busquem atendimento de saúde tão logo apresentem os primeiros sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. Os sintomas são febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular e dor atrás dos olhos ou mal-estar geral. Esses sinais não podem ser desprezados.


Combate
Fumacê ajuda a reduzir infestação de mosquito
Desde a última semana a Secretaria de Estado da Saúde tem aplicado inseticida com carros fumacê para combater a infestação do mosquito Aedes egypti em municípios com situação mais crítica. O processo já foi feito em municípios como Londrina, Santa Isabel do Oeste, Capanema, Uraí e Antonina. A secretaria, porém, alerta que os melhores resultados só serão obtidos com engajamento total da população.
“De nada adianta aplicar o fumacê para eliminar os mosquitos se existem criadouros em centenas de propriedades particulares”, afirma a médica veterinária Ivana Belmonte, do Centro de Vigilância Ambiental em Saúde. Segundo a Sesa, a maioria dos criadouros está dentro dos quintais, em qualquer lugar com acúmulo de água parada, por menor que seja.
Por isso, é preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus e garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos. Já os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.

Aedes aegypti faz 33 vítimas por hora em Minas

Em apenas uma semana, 5.537 novos casos suspeitos de dengue foram registrados em Minas. A média de 33 notificações por hora nos últimos sete dias reforça ainda mais o alerta contra a doença no Estado.

De 1° de janeiro até ontem, quando foi divulgado o balanço mais recente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), 17.860 pessoas foram diagnosticadas com sintomas da enfermidade. A incidência é maior em cidades das regiões Norte e Centro-Oeste. Até o momento são quatro óbitos.

As chuvas mais intensas no verão e o descuido no combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, estão entre os principais motivos para a elevação. Além disso, a atenção é redobrada para o chamado vírus 2 da dengue, já identificado em algumas amostras. O sorotipo estava em baixa circulação desde 2010.

O estado de alerta também é maior porque em pelo menos 60 municípios o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), método de identificação de criadouros do inseto, mostra que a infestação está acima de 4% – ou seja, para cem locais pesquisados, quatro estão infestados. A situação indica risco para ocorrência de surto, de acordo com o Ministério da Saúde.

“Já havia um alerta por causa das chuvas e de mais casos por uma variação nos tipos de vírus identificados no Estado. Mesmo assim, as estratégias de combate não têm sido tão efetivas”, afirma o médico Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, membro do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Em janeiro, conforme o Hoje em Dia mostrou, Minas estava sob o risco de surto. A última ocorrência foi em 2016, quando foram registrados 528 mil casos e 255 mortes.

Emergência

A situação é mais preocupante em Arcos, no Centro-Oeste. Até ontem, 1.187 casos tinham sido notificados, o que representa quase 3% dos habitantes. O prefeito da cidade, Denilson Teixeira, decretou situação de emergência. 

Segundo o secretário municipal de Saúde, João Júlio Cardoso, uma equipe de técnicos foi criada apenas para cuidar de pacientes com a doença. Um grupo de trabalho tem monitorado ações especiais.

“O trabalho é conjunto com outras secretarias. A situação é séria e as pessoas estão morrendo. Por isso, estamos fazendo mutirões de limpeza, até com retroescavadeira em bairros com lotes onde possamos ter focos”, afirma Cardoso. Segundo ele, moradores que necessitam descartar materiais que não são recolhidos pelo serviço de limpeza podem acionar a prefeitura.

Segundo a SES, nas cidades com índices mais críticos está sendo colocado em prática um plano de contingência, com reforço de material para equipes de saúde e monitoramento mais constante dos boletins epidemiológicos.

Com 224 casos de dengue confirmados, Paraná usa inseticida para combater mosquito

A Secretaria de Estado da Saúde começa nesta semana a aplicação de inseticida com 10 carros de fumacê em bairros do município de Londrina, para reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti. O mesmo processo está em andamento nos municípios de Santa Isabel do Oeste, Capanema e Antonina. Segundo boletim divulgado nesta semana pela Sesa, o Paraná já soma 224 casos de dengue confirmados desde setembro do ano passado.

Profissionais da Secretaria alertam que os melhores resultados só serão obtidos com o engajamento total da população. “De nada adianta aplicar o fumacê para eliminar os mosquitos se existem criadouros em centenas de propriedades particulares”, afirma a médica veterinária Ivana Belmonte, do Centro de Vigilância Ambiental em Saúde.

O secretário de Saúde de Londrina, Felippe Machado, também alerta para a necessidade de apoio dos moradores para tornar mais efetivo o trabalho que a prefeitura vem fazendo.

Ele informa que já foi feito 70% do bloqueio em 25 mil imóveis e, a partir desta segunda-feira (11), o trabalho começa em mais 27 mil imóveis da zona Sul, onde ocorreram os 39 dos 44 casos confirmados da doença no município. “Mas tudo depende da participação da população”, afirma.

O número de casos em Londrina já supera os apresentados durante todo o ano de 2018, quando foram confirmados 43 casos. Com o agravante, de acordo com o secretário municipal, que agora estão em circulação dois tipos de vírus (Den1 e Den2), aumentando os riscos de complicações decorrentes da doença.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a maioria dos criadouros está dentro dos quintais. Por isso também intensificou ações de combate, como parceria com a Secretaria da Educação, para que os alunos sejam sensibilizados e ampliem o alcance das informações para pais e familiares.

“A Secretaria de Estado da Saúde está trabalhando em parceria com todos os municípios”, diz Ivana Belmonte, tanto na disponibilização de insumos para o combate ao mosquito transmissor como na capacitação dos agentes responsáveis por esse combate. E na orientação da população sobre seu papel para eliminar os focos da doença.

CRIADOUROS – Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja; até em tampinhas de garrafa ou pequenos amontoados de folhas secas. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos.

Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.

Paraná registra mais dois casos de febre amarela; desta vez, na Grande Curitiba

O Paraná chegou nesta semana a três casos de febre amarela. Segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (7) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), dois novos casos foram confirmados nesta semana em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e se somam ao caso que já havia sido registrado anteriormente em Antonina, no litoral do Paraná – o município, inclusive, decretou situação de emergência recentemente.

Um dos moradores de Adrianópolis que pegaram a doença está internado em São Paulo – o município da RMC faz divisa com o estado paulista, onde a doença vive um surto desde o ano passado -, enquanto o outro apresenta uma forma mais leve da febre e está sendo tratado no próprio município. Já o jovem de 21 anos de Antonina foi internado no Hospital Regional de Paranaguá e já foi liberado.

No total, o Paraná investiga a notificação de 38 casos, mas 25 já foram descartados pelos exames de laboratório (além dos três casos confirmados). De acordo com a Sesa, a eclosão de alguns casos de febre amarela já era esperada por conta da proximidade do estado com áreas infestadas pelo mosquito transmissor em São Paulo. Por isso, a Secretaria pede para que a população procure as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença, única forma de evitar a infecção (lembrando ainda que a vacina demora dez dias para começar a fazer efeito).

Após a morte de quatro macacos por febre amarela na região de Antonina e de ter sido constatado o primeiro caso em humano no município, o prefeito José Paulo Vieira Azim (PSB) decretou Situação de Emergência em Saúde. De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Odileno Garcia Toledo, 95% da população com até 59 anos de idade já foi imunizada, mas a medida foi necessária para ampliar o índice de vacinação entre os mais velhos e também a conscientização da comunidade.

“Desde quando começaram os casos suspeitos de febre amarela o município tomou todas as providências para imunizar a população. Entramos em alerta em 28 de janeiro e a população não tomou providências para eliminar os focos do mosquito, não deram muita importância. Como essa situação requer um cuidadomais especial, o prefeito resolveu decretar (situação de emergência)”, explica Odileno. “ Depois do decreto o pessoal ficou assustado e começou a tomar algumas providências”, complementa.

Ainda segundo ele, a expectativa é que em 20 dias os focos de mosquitos que transmitem a doença sejam eliminados da cidade. É que com o decreto haverá intensificação, em caráter de urgência epidemiológica, do combate aos focos pela equipe de entomologia e da vacinação contra a doença nas Unidades de Saúde da Família e nos Postos de Saúde, que estão funcionando das 8 às 17 horas. Além disso, a vacinação foi estendida para adultos acima de 59 anos.

Carnaval de Antonina não será afetado, garante Prefeitura
Ainda segundo a Prefeitura de Antonina, apesar da recente situação de emergência em saúde, o Carnaval de Antonina segue com sua programação normal. Aos interessados em visitar o município o recomendado é que busquem se vacinas antes de se deslocarem até a cidade, sempre lembrando que a vacina leva cerca de 10 dias para começar a fazer efeito.

“Em 2016 tivemos um surto de dengue e o pessoal veio (para o Carnaval). Não estamos em surto ou epidemia, o decreto é um alarme para a população, para gente dizer: se imunizem, febre amarela tem vacina. O Carnaval vai acontecer e acho que não tem nada que atrapalhe. O decreto foi feito, mas pode ser revogado se estiver tudo resolvido antes do prazo. Não vejo motivo para assustar as pessoas, estamos em alerta”, comenta o secretário de Saúde de Antonina.