Paraná registra mais um caso de febre amarela

O boletim epidemiológico que monitora a ocorrência de febre amarela no Paraná registra mais um caso da doença – agora são cinco –, desta vez no município de Curitiba, mas com contaminação em Adrianópolis, onde já havia dois casos. Os outros dois estão em Antonina e Campina Grande do Sul; nestes, as pessoas foram contaminadas em Guaraqueçaba.

Para intensificar a vacinação, que é a única prevenção contra a doença, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda que as equipes façam busca ativa principalmente nas áreas rurais. E para apoiar o município de Adrianópolis, a secretaria enviou um veículo e uma equipe para percorrer as zonas mais remotas em busca de pessoas não vacinadas.

No total, desde o início do ano foram notificados 168 suspeitos de febre amarela em todo o Estado. Desses, 115 foram descartados e 48 prosseguem em investigação. Em macacos, que são importante alerta sobre a circulação do vírus, foi confirmada sua presença apenas nos animais encontrados mortos em Antonina, em janeiro. Há 13 casos em investigação.

Desde as primeiras notícias da circulação do vírus na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, a Secretaria da Saúde do Paraná vem tomando providências para conter o avanço do vírus.

A vacina contra a febre amarela está disponível nas unidades de saúde de todos os municípios do Paraná. Esta é a única forma comprovada de prevenção, lembrando que são necessários dez dias para que faça efeito imunizando a pessoa. Para quem está próximo à mata, a Secretaria da Saúde também recomenda o uso de camisa de manga longa, calça comprida e repelente.

Risco de leptospirose aumenta após enchentes

Após as chuvas que atingiram Curitiba e Região Metropolitana surge um alerta: o risco de contágio com a leptospirose. A doença é transmitida por uma bactéria presente na urina do rato e a chance de transmissão aumenta em casos de enchentes e alagamentos.

Quando presente na água, a bactéria entra no organismo humano pela pele, boca e pelos olhos.

O médico e diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Alcides de Oliveira, explica que o contágio se dá não apenas quando a pessoa entra na água.

A Secretaria Municipal da Saúde ressalta que é uma doença grave, com alto risco de contaminação e que pode matar. Quanto antes for feito o diagnóstico correto da leptospirose, maiores são as chances de recuperação.

O médico conta que os sintomas podem ser confundidos com uma gripe.

A orientação é que ao procurar o médico o paciente informe se teve contato com água e lama de enchentes.

Paraná registra mais dois casos de febre amarela; desta vez, na Grande Curitiba

O Paraná chegou nesta semana a três casos de febre amarela. Segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (7) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), dois novos casos foram confirmados nesta semana em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e se somam ao caso que já havia sido registrado anteriormente em Antonina, no litoral do Paraná – o município, inclusive, decretou situação de emergência recentemente.

Um dos moradores de Adrianópolis que pegaram a doença está internado em São Paulo – o município da RMC faz divisa com o estado paulista, onde a doença vive um surto desde o ano passado -, enquanto o outro apresenta uma forma mais leve da febre e está sendo tratado no próprio município. Já o jovem de 21 anos de Antonina foi internado no Hospital Regional de Paranaguá e já foi liberado.

No total, o Paraná investiga a notificação de 38 casos, mas 25 já foram descartados pelos exames de laboratório (além dos três casos confirmados). De acordo com a Sesa, a eclosão de alguns casos de febre amarela já era esperada por conta da proximidade do estado com áreas infestadas pelo mosquito transmissor em São Paulo. Por isso, a Secretaria pede para que a população procure as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença, única forma de evitar a infecção (lembrando ainda que a vacina demora dez dias para começar a fazer efeito).

Após a morte de quatro macacos por febre amarela na região de Antonina e de ter sido constatado o primeiro caso em humano no município, o prefeito José Paulo Vieira Azim (PSB) decretou Situação de Emergência em Saúde. De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Odileno Garcia Toledo, 95% da população com até 59 anos de idade já foi imunizada, mas a medida foi necessária para ampliar o índice de vacinação entre os mais velhos e também a conscientização da comunidade.

“Desde quando começaram os casos suspeitos de febre amarela o município tomou todas as providências para imunizar a população. Entramos em alerta em 28 de janeiro e a população não tomou providências para eliminar os focos do mosquito, não deram muita importância. Como essa situação requer um cuidadomais especial, o prefeito resolveu decretar (situação de emergência)”, explica Odileno. “ Depois do decreto o pessoal ficou assustado e começou a tomar algumas providências”, complementa.

Ainda segundo ele, a expectativa é que em 20 dias os focos de mosquitos que transmitem a doença sejam eliminados da cidade. É que com o decreto haverá intensificação, em caráter de urgência epidemiológica, do combate aos focos pela equipe de entomologia e da vacinação contra a doença nas Unidades de Saúde da Família e nos Postos de Saúde, que estão funcionando das 8 às 17 horas. Além disso, a vacinação foi estendida para adultos acima de 59 anos.

Carnaval de Antonina não será afetado, garante Prefeitura
Ainda segundo a Prefeitura de Antonina, apesar da recente situação de emergência em saúde, o Carnaval de Antonina segue com sua programação normal. Aos interessados em visitar o município o recomendado é que busquem se vacinas antes de se deslocarem até a cidade, sempre lembrando que a vacina leva cerca de 10 dias para começar a fazer efeito.

“Em 2016 tivemos um surto de dengue e o pessoal veio (para o Carnaval). Não estamos em surto ou epidemia, o decreto é um alarme para a população, para gente dizer: se imunizem, febre amarela tem vacina. O Carnaval vai acontecer e acho que não tem nada que atrapalhe. O decreto foi feito, mas pode ser revogado se estiver tudo resolvido antes do prazo. Não vejo motivo para assustar as pessoas, estamos em alerta”, comenta o secretário de Saúde de Antonina.

Depois de identificar seis morcegos com raiva, Secretaria reforça alerta em Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) orienta a população a evitar o contato com morcegos, estejam mortos ou vivos. Desde o início do ano até o momento, a secretaria enviou para testagem 199 morcegos. Seis deles tiveram resultado positivo para o vírus da raiva. Todos eram insetívoros (se alimentam de insetos) ou frugívoros (se alimentam de frutas).

De acordo com a coordenadora da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) da SMS, Ana Paula Mafra Poleto, “este número de morcegos positivos para a raiva não representa surto ou aumento de casos, mas mostra que, assim como em anos anteriores, o vírus continua circulando e, por isso, as precauções contra a doença precisam ser mantidas.”

No ano passado, foram testados 226 morcegos e dez resultaram positivo. Ou seja, 4,4%. Em 2018, a incidência está em 3%, é considerada baixa.

Curitiba não registra casos de raiva em felinos desde 2010; em caninos desde 1981; e em humanos desde 1975.

Orientação

Mesmo com a incidência baixa é importante monitorar a circulação do vírus da raiva, para prevenir que cães e gatos sejam contaminados e, consequentemente, para que não haja transmissão para humanos.

Ao encontrar um morcego em situação incomum (caído no chão, dentro de casa, caçado por cão e gato, entre outros), a indicação é isolar o local onde o animal foi encontrado ou prendê-lo com um balde, caso esteja no chão.

Em seguida, recomenda-se registrar a solicitação de remoção pelo telefone 156 e aguardar o contato de um técnico da UVZ. “Indicamos que a pessoa não tente capturar o morcego e de forma alguma toque no animal”, orienta Ana Paula.

A UVZ vai até o local, realiza a remoção do morcego, faz a vacinação de cães e gatos que possam ter tido contato e dá orientações. Em seguida, o morcego é encaminhado para exame.

Estas medidas fazem parte do trabalho preventivo de rotina da UVZ, que se complementa com o monitoramento de cães e gatos suspeitos, cujas notificações são enviadas pelos veterinários. “Essas ações da UVZ, junto com a colaboração da população, são importantes para mantermos a doença sob controle”, diz Ana Paula.

Ana Paula ressalta que a grande maioria dos morcegos encontra-se saudável e tem papel biológico importante no controle de insetos e na disseminação de sementes. Desta forma, não se deve matar estes animais.

Vacina

Para os responsáveis por cães e gatos, a orientação da SMS, ainda, é mantê-los vacinados contra a raiva. A vacina deve ser feita anualmente. Cães e gatos têm hábitos de caça e, eventualmente, podem entrar em contato com morcegos contaminados.

Além de buscar clínicas particulares, os responsáveis também podem vacinar os animais de estimação na UVZ, na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, CIC – Caiuá, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.

“É importante a vacinação anual contra raiva de cães e gatos, mesmo para animais idosos e que não tenham acesso às ruas, uma vez que o morcego pode entrar em casas e apartamentos”, ressalta Ana Paula.

Para humanos, não há indicação de vacinação prévia, com exceção dos profissionais que trabalham na área e com manejo de animais, conforme avaliação caso a caso feita pelo Centro de Epidemiologia da SMS, baseada nos protocolos do Ministério da Saúde.

Fonte: Bem Paraná

Curitiba poderá multar em R$ 200 quem alimentar pombos. Mas essa medida é eficaz?

Um projeto de lei pretende multar quem alimentar pombos urbanos, comercializar alimentos para esses animais nas vias e logradouros públicos ou ainda quem for flagrado mantendo abrigos para eles. Pela proposta, de autoria do vereador Tito Zeglin (PDT), quem cometesse a infração teria que desembolsar R$ 200. A medida ainda está sob análise da Procuradoria Jurídica do Legislativo (Projuris), no entanto, o professor do Departamento de Medicina Veterinária da UFPR Alexander Welker Biondo, que é PhD em Zoonoses, diz que não será eficaz.

Segundo Zeglin, o argumento para a proposta é de que há necessidade de controle populacional de pombos na capital, por serem considerados pragas urbanas transmissoras de doenças e causadoras de danos materiais a bens públicos ou privados.

O médico veterinário explica o porquê de a medida sozinha não surtir efeito: “Toda a população animal precisa de cinco “As” para viver: alimento, água, abrigo, acasalamento e acesso. Se você limitar o alimento, o animal vai buscá-lo em outro local”, explica Biondo. Segundo o professor, para evitar a proliferação das chamadas pragas urbanas, a limitação de alimento pode até contribuir no controle de população, mas não vai resolver o problema. “Além dos animais migrarem, ainda há o risco de rebote de população, ou seja, se você tiver 30 mil pombos e, de alguma forma brusca [o corte de alimento, nesse caso], diminuir esse número para 20 mil, haverá desequilíbrio no meio, causando menos disputa pela sobrevivência e consequente aumento na reprodução. É possível que, em pouco tempo, a população passe a ter 40 mil aves”, aponta.

O projeto prevê ainda que donos de imóveis em Curitiba com infestação de pombos providenciem redes e outros obstáculos para evitar que as aves pousem ou façam ninhos nesses espaços. Segundo informou o site da Câmara, para Zeglin, o projeto se justifica porque os pombos domésticos transmitem doenças graves como a psitacose, a salmonelose, a histoplasmose e a criptococose. Além disso há os parasitas como piolhos de pombos, ácaros, percevejos e carrapatos, artrópodes que infestam tanto as aves como seus ninhos e abrigos, e também podem gerar problemas de saúde. Além das questões de saúde, o vereador salienta que as fezes dos pombos são extremamente corrosivas, danificam a lataria dos carros e são difíceis de limpar quando caem na calçada além das penas, que entopem bueiros.

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Daniel Castellano /Gazeta do Povo/ Arquivo

“O hábito de fornecer alimentos para pombos acarreta o desequilíbrio populacional, com proliferação excessiva dessas aves, gerando riscos à saúde das pessoas e além disso desencadeando problemas para o meio ambiente”, disse Zeglin, em entrevista ao site da Câmara. “Não sendo alimentadas pelo homem, as aves naturalmente procurarão alimentos de sua dieta natural em outros ambientes mais apropriados ao seu desenvolvimento, sem a interferência do homem, afastando-se dos centros urbanos”, afirma o parlamentar.

Em condições ideais, um casal de pombos (o animal é monogâmico) pode se reproduzir de três a cinco vezes por ano, com dois ovos cada vez. Além disso, com seis meses o pombo já é ativo sexualmente. Ou seja, um único casal de pombos pode gerar de 12 a 18 descendentes por ano. “Só diminuir o alimento multando uma ou outra pessoa que esteja distribuindo milho na praça não vai adiantar”, diz Alexander Biondo. Segundo ele, o que poderia surtir algum efeito mais objetivo é a adequação da arquitetura urbana para não permitir que esses animais encontrem abrigo. “Hoje, principalmente no centro da cidade e nos hospitais, os prédios são muito atraentes para os pombos, que gostam de sombra, umidade e lugar bom para os ninhos”, pondera. Outra possibilidade seria a disseminação de anticoncepcionais para as aves, como acontece em alguns países mais desenvolvidos. “No entanto, nesse caso, nós esbarramos na fauna nativa. Curitiba não conta somente com o pombo-comum (columba livia), mas também com a pomba-rola (columbina talpacoti)”, explica o professor.

Quem vai fiscalizar?

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Daniel CastellanoGazeta do Povo/Arquivo

A proposta ainda precisa passar pela Projuris e ser encaminhada para as comissões temáticas da Câmara. Até chegar ao plenário, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos faltantes, revisões no texto ou o posicionamento de outros órgãos públicos afetados pelo teor do projeto. Se sancionado, entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Município.

A matéria estabelece que o descumprimento sujeitará o infrator à advertência e multa no valor de R$ 200, aplicada em dobro após cada reincidência. De acordo com o texto, a multa será atualizada anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulada no exercício anterior. Caso aprovada e sancionada, caberá ao Executivo regulamentar a lei no que couber em 90 dias após sua publicação.

A reportagem procurou o vereador Tito Zeglin, por meio da assessoria de gabinete, para explicar como a aplicação da multa seria realizada. O vereador não retornou até o fechamento da matéria.

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/curitiba-podera-multar-em-r-200-quem-alimentar-pombos-mas-essa-medida-e-eficaz-7b8d79mu0bfzle0mkg9cwiwws

Calor faz infestações de escorpião virarem problema em Curitiba

Além do desconforto físico, o aumento da temperatura em Curitiba tem aprsentado outro efeito nocivo: as ocorrências de escorpiões nos lares. Nas redes sociais, pipocam relatos de pessoas que tiveram suas casas invadidas pelo animal.

Num grupo de Facebook, por exemplo, uma usuária relatou que os sogros têm encontrado todos os dias pelo menos cinco escorpiões na casa alugada em que moram, no bairro Butiatuvinha. Segundo ela, a família está espantada com a situação.

“Todos os dias eles encontram mais de cinco escorpiões de todos os tamanhos, amarelos e pretos. Ontem, no almoço, um escorpião de quase oito centímetros passou por nós! O vizinho ao lado encontrou oito escorpiões em uma única noite na semana!”

Ela comenta ainda que não sabem mais o que fazer, já que detetizaram a casa, entraram em contado com a Prefeitura e órgãos competentes, limparam “desesperadamente” o imóvel e todos os cantos da casa, mas nada resolve.

Em resposta a um pedido de informação da reportagem, a Prefeitura de Curitiba informou não ter registrado nos últimos dias atendimentos por picadas de escorpião. Para os casos de infestação, como o relatado acima, o cidadão deve entrar em contato com o Centro de Zoonoses da Prefeitura, que atende nos dias úteis pelo telefone: 3314-5210.

Uma possível explicação para a situação, inclusive, é o calor. É que com a elevação da temperatura os animais peçonhentos acabam entrando nos lares ao procurarem por insetos e também para procriar. Escorpiões costumam ser encontrados embaixo de telhas, nos entulhos de quintal, dentro de tijolos, de madeiras e restos de construção. Eles entram em casas por meio de frestas e por baixo da porta além de poder subir pelo ralo ou janelas abertas, já que pode se locomover pelas paredes.

Em caso de alguém ser picado, a recomendação é para não apertar, chupar ou amarrar o local da picada. O paciente deve buscar ajuda médica com urgência e, se possível, informar a espécie do animal – no Paraná, predominam duas espécies: o escorpião amarelo e um de cor marrom clara, que possui um desenho de triângulo no corpo. Ao tentar matar ou capturar aracnídeo recomenda-se usar objetos que possibilitem a captura à distância.

Mais de 900 picadas em 2017

Até setembro de 2017 haviam sido registrados no Paraná, de acordo com os dados da Secretaria de Estado da Saúde, 924 acidentes com escorpiões. Em todo o ano de 2016, foram 1.738 casos. Ao todo, incluindo os demais animais peçonhentos (escorpiões/aranhas/cobras), foram 14 mil atendimentos em 2016. Os números são altos.

Neste ano, duas crianças morreram em decorrência de picadas de escorpiões amarelos. Um dos casos foi registrado em Jussara. O menino de apenas 4 anos foi picado em casa. Ele foi socorrido e encaminhado a um hospital de Maringá, mas morreu pouco depois. A segunda morte em decorrência de picada de escorpião, foi registrada no dia 15 de setembro. A criança de 5 anos, moradora de Cianorte, foi picada no tapete da sala da casa que morava.

O escorpião marrom é o principal responsável por acidentes em São Paulo, no Paraná e, também, em Pato Branco. A maioria dos escorpiões, podem viver de 2 a 6 anos, tanto em lugares desertos quanto nas matas. Nos centros urbanos, vivem, principalmente, debaixo de pedras, tijolos, telhas e nas fendas das árvores. Gostam de entulhos de obras e lixo em quintais e terrenos baldios e onde se propagam insetos, como em caixas de gordura e fossas sépticas que são ambientes propícios onde encontram alimento, principalmente baratas, mas também outros insetos como grilos, besouros e moscas. Cada mãe tem aproximadamente dois partos/ano com média de 25 filhotes cada, podendo chegar a 160 filhotes durante a vida.

São animais noturnos que se escondem durante o dia, procurando substratos mais escuros para se esconderem e confundirem com o ambiente tais como sob cascos de árvores, pedras e entulhos, dentro dos domicílios se escondem principalmente nos sapatos e em roupas que ficam pelo chão. Por isso, 70% dos acidentes ocorrem nas pontas dos dedos dos pés e das mãos.
O atributo mais notório do escorpião é seu ferrão venenoso. O veneno dos escorpiões é neurotóxico. Sua ação é muito rápida e forte. A dor é intensa se irradiando por todo o corpo da vítima. Agindo especialmente sobre o sistema nervoso, podendo causar a morte por insuficiência cardiopulmonar. O soro antiescorpiônico é o único remédio eficaz contra as ferroadas dos escorpiões. Todas as espécies de escorpião são venenosas, mas o escorpião marrom é um dos mais venenosos. Os riscos são maiores para idosos e crianças pequenas.

Porque a infestação de escorpiões preocupa?

No Brasil houve um aumento de quase 600% no número de acidentes e mortes causados por esses animais nos últimos 15 anos. Esse aumento é o resultado da expansão urbana sobre áreas antes ocupadas por matas, o acúmulo de lixo e entulho, a diminuição dos predadores naturais e a grande capacidade desses animais se adaptarem ao ambiente. Segundo dados do Ministério da Saúde, os escorpiões provocaram a maior parte dos acidentes com animais peçonhentos no país, em 2015 foram 74.598 casos registrados, e causaram 119 mortes. Recentemente dois casos, a morte de uma menina de 5 anos em Cianorte e de um menino de 4 anos em Maringá comoveram a sociedade paranaense.
Dever do Poder Público e da comunidade.

Dia D de Combate ao Aedes aegypti em Curitiba

O lançamento do dia D de Combate ao Aedes aegypti em Curitiba no dia 08/12, fui muito movimentado na cidade, com ações nos bairros de limpeza e saneamento, Feira de mostras da Ações realizadas pelo Município, apresentações de Orientação com Teatro de Fantoches da Guarda Municipal, Agente vestido de Mosquito e a barraca com informações, onde estiveram presentes o Governador Beto Richa com o Prefeito Rafael Greca e seus Secretários.

Teatro de Fantoches sobre Dengue e Zika da Guarda Municipal de Curitiba

Apresentação das Ações realizadas em Curitiba

Prefeito Rafael Greca prestigiando o evento

Acompanhamos o trabalho realizado na  nos bairros e visitas in loco com Coordenador Geral do Programa Nacional do Controle da Dengue, Zika, Chikungunya e Malária o Dr. Divino Valero Martins,  com Dra. Ivana Belmonte da Coordenação Estadual e a equipe do Município.

Reforçando que “precisamos envolver a comunidade para as ações serem realizadas semanalmente em todos os domicílios”, assim os focos não aumentaram e as correções pontuais terão também melhor resultados.

A preocupação com a facilidade de adaptação do Aedes aegypti aos novos criadouros, e de ser susceptível a novos vírus, mais uma vez foi apresentada, e mantém todos em estado de alerta permanente.

Sempre se reforçando a importância comprometimento de todas as Secretarias e das ações em conjunto para maior sucesso e o bem estar da população.

Secretaria identifica quarto morcego com raiva em Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde informa que o Laboratório Central do Paraná (Lacen) identificou o vírus da raiva em um morcego removido de uma casa no bairro Cajuru nesta semana. Este é o quarto morcego contaminado com o vírus da raiva removido pela secretaria neste ano. Os outros haviam sido encontrados no Atuba, Alto da Glória e no Ahú e todos eram insetívoros (se alimentam de insetos).

Em todos os casos, a Unidade de Vigilância de Zoonoses da secretaria traçou um raio a partir do ponto onde houve a remoção e fez visita “casa a casa” para esclarecer os moradores sobre os cuidados a serem tomados, caso encontrem morcegos. Estas medidas fazem parte do trabalho de rotina da unidade, quando há casos de morcegos contaminados com raiva.

As confirmações não representam ampliação do problema, embora os casos positivos de raiva em morcego neste ano sejam maiores que o registrado no último ano (quando houve dois casos). De acordo com o coordenador da Unidade de Vigilância em Zoonoses, Juliano Ribeiro, neste ano, houve uma intensificação no monitoramento, com mais remoções de morcegos e análises realizadas. “Com mais exames sendo realizados, a tendência natural é encontrar mais casos positivos”, explica.

Segundo Ribeiro, a grande maioria dos morcegos encontra-se saudável e tem papel biológico importante no controle de insetos e na disseminação de sementes. Desta forma, não se deve matar estes animais. O monitoramento deles é importante, porém, para entender a circulação do vírus da raiva em animais domésticos, como cão e gato.

Desde 2010, Curitiba não registra caso de raiva em felinos. Desde 1981 não registra caso de raiva canina. E, desde 1975, não há casos em humanos. “O monitoramento permite definir estratégias e ações com o intuito de evitar a transmissão do vírus rábico dos morcegos para cães e gatos, e principalmente para humanos”, explica Ribeiro.

Vacinação

Por isso, a secretaria tem reforçado o alerta aos veterinários de clínicas veterinárias em relação à importância da vacinação anual de cães e gatos, para que seja mantido um bloqueio sanitário. Os veterinários devem orientar os clientes a manter os animais de estimação vacinados anualmente contra a raiva. Mesmo animais idosos e que não tenham acesso às ruas devem ser vacinados, uma vez que os morcegos podem entrar nas casas. Além disso, cães e gatos têm hábitos de caça e podem entrar em contato com estes morcegos

A vacinação contra raiva de cães e gatos pode ser feita de forma gratuita na Unidade de Vigilância de Zoonoses de Curitiba, na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, CIC – Caiuá, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30. Para humanos, não há indicação de vacinação prévia, a não ser para profissionais que trabalham na área e com manejo de animais. “Entretanto, caso ocorra agravo por mordedura animal em humanos é recomendado esquema vacinal pós-exposição”, diz Ribeiro.

Orientação

A secretaria também orienta à população para evitar contato com o morcego, esteja morto ou vivo. “Ao encontrá-lo, a indicação é isolar o local, fechando a porta do cômodo, por exemplo, ou prendendo o morcego com um balde, caso esteja no chão, evitando, assim, o contato com animais domésticos e pessoas”, orienta Ribeiro.

Em seguida, recomenda-se registrar a solicitação de remoção pelo telefone 156 e aguardar o contato de um técnico. “Indicamos que a pessoa não tente capturar o morcego e de forma alguma toque no animal”, diz Ribeiro.