Idoso de 76 anos morre após ser picado por escorpião dentro de casa em Salvador

Um idoso de 76 anos morreu um dia depois de ter sido picado por um escorpião no bairro de Valéria, em Salvador. Os vizinhos da vítima dizem que estão preocupados e relatam que há uma “infestação”, já que, segundo eles, muitos escorpiões têm aparecido na região nos últimos dias.

Um idoso de 76 anos morreu um dia depois de ter sido picado por um escorpião no bairro de Valéria, em Salvador. Os vizinhos da vítima dizem que estão preocupados e relatam que há uma “infestação”, já que, segundo eles, muitos escorpiões têm aparecido na região nos últimos dias.

A vítima foi Manoel Messias dos Santos. O enterro dele ocorreu neste neste sábado (16) no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas.

Somente em 2019, já foram contabilizados 609 ataques em todo o estado, 16 somente na capital baiana.

Idoso foi picado na casa onde morava em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

A filha do idoso, Zenilda Santos, contou que ele foi picado no dedo de uma das mãos na última quinta-feira (14), quando mexia em uma caixa de ferramentas em um cômodo de madeira da casa. O homem passou mal e foi encaminhado para o Hospital do Subúrbio, mas, na sexta-feira (15), não resistiu e morreu.

A filha do idoso, Zenilda Santos, contou que ele foi picado no dedo de uma das mãos na última quinta-feira (14), quando mexia em uma caixa de ferramentas em um cômodo de madeira da casa. O homem passou mal e foi encaminhado para o Hospital do Subúrbio, mas, na sexta-feira (15), não resistiu e morreu.

“Quando minha mãe foi ver, depois da picada, o dedo e a mão dele já estavam roxos. E o coração dele já estava alto e ele sentindo falta de ar”, disse Zenilda.

Ela ainda diz que, na semana anterior, a mãe tinha encontrado um escorpião na residência. “Ela matou. Era um filhote de escorpião, do amarelo”, destacou.

Manoel Messias dos Santos morreu depois de ser picado por escorpião em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Larissa, que é casada com um neto de Manoel e que mora perto da casa do idoso, disse ter encontrado, há 15 dias, dois escorpiões no quarto da filha. “Quando encontrou lá em casa, a minha filha estava dormindo. Eu encontrei no cantinho da parede. Quase me morde e ela. Era pequeno estava por fora do mosquiteiro”, afirmou.

Em volta da casa de Manoel, há muito mato e vários moradores da região relatam já terem encontrado muitos escorpiões no local. “Já encontrei um em cima do telhado e, quando abri o bar, tinha outro dentro. Isso foi antes do carnaval”, disse um vizinho.

“Na semana passada, tinha um escorpião no sofá aqui. Então, fica uma situação muito difícil”, relata outra moradora.

Idoso foi enterrado neste sábado em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Ataques

Em 2018, foram registrados mais de 20,4 mil ataques de escorpiões em toda a Bahia, sendo 49 registros em Salvador. Os dados são do Centro de Informação Antiveneno (CIAVE)

O escorpião listrado é mais comum de ser encontrado em Salvador. Já o escorpião amarelo, o mais perigoso, aparece mais em cidades do interior do estado. O clima úmido e quente é ideal para o aparecimento dos animais.

“Nessas condições, o alimento fica mais escasso, então eles acabam se deslocando para locais normais para poder buscar alimentos. E acabam se aproximando das pessoas e ocorrendo acidentes”, afirma o diretor do CIAVE, Jucelino Nery.

O especialista ainda dá dicas para evitar acidentes com os animais. “É preciso manter o ambiente dentro e ao redor de casa limpo, livre de entulhos, lixo. Evitar acúmulo de material de construção, madeiras, manter as camas afastadas da parede, principalmente berços e, ao vestir roupas ou calçados, sacudir, verificar antes se esses animais não estão ali presentes”.

Jovem é picado por escorpião dentro do pronto-socorro central de Ribeirão Preto, SP

Um jovem de 18 anos foi picado por um escorpião no pronto-socorro central de Ribeirão Preto (SP), enquanto acompanhava uma consulta da namorada na terça-feira (12). O rapaz foi medicado na própria unidade e não corre risco de morte.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a dedetização do prédio está em dia, mas que vai pedir o reforço do serviço.

O jovem, que não quis se identificar, diz que seguia com a namorada para a sala do raio-X, quando o escorpião caiu do teto. “Eu senti um bicho caindo no meu pescoço. Aí, como todo mundo faz, bati a mão para tirar o bicho. Na hora que eu bati, ele já picou meu dedo. Quando fui olhar no chão, era escorpião”, afirma.

Escorpião despencou do teto do pronto-socorro central de Ribeirão Preto, SP — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

A dor intensa começou imediatamente. O jovem procurou as enfermeiras e foi atendido com urgência. Ele diz que tomou uma injeção, que aliviou a dor, e ficou em observação por duas horas até receber alta.

“Começou a doer muito, o braço, tudo. Aí eles me deram uma injeção e deu uma melhorada. Deu anestesia. […] A médica me falou que, se fosse um idoso, uma criança, iria ser bem pior. Ela falou que eu sou jovem e eu aguento”, diz.

O rapaz considera que houve falta de cuidado da administração do pronto-socorro, uma vez que um animal como o escorpião em um local como este pode comprometer ainda mais a saúde das pessoas que já estão com a saúde fragilizada.

“É um hospital, precisa de higiene, precisa ter mais limpeza, essas coisas. Aí você vem aqui para ficar melhor e acaba saindo pior? Isso é errado.”

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o escorpião chegou até a Unidade Básica de Saúde (UBDS) pelo esgoto devido às chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias. O serviço de dedetização será reforçado.

Em dois anos, acidentes envolvendo escorpiões sobem 80% no Paraná

Os casos de acidentes envolvendo escorpiões subiram 80% em dois anos no Paraná. Segundo números da Secretaria de Estado da Saúde, divulgados ontem, em 2018 foram registrados 3.144 ocorrências em todo o Paraná. Em 2016 foram 1.740. O ano de 2017 já havia registrado alta, com 2.396 casos.

O Paraná não é o único a ter aumento de casos. São Paulo, por exemplo, registrou, no ano passado, o maior número de acidentes com escorpiões nos últimos 30 anos — um total de 30.707 casos, além de 13 mortes. Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica mostram que a curva de notificações mantém-se em ascensão desde 2012.

O coordenador do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos e Venenosos, Emanuel Marques da Silva, explica que, mesmo de forma involuntária, o homem auxilia na dispersão de uma espécie. “Houve uma situação em que recebemos de uma moradora de Curitiba um escorpião nativo do Peru que ela capturou dentro de seu apartamento. Como ela estava de férias naquele país, provavelmente o animal encontrou sua mochila aberta, se alojou por lá e foi trazido para o Curitiba sem que ela percebesse”, disse.

A Secretaria de Estado da Saúde tem acompanhado a dispersão de escorpiões nos municípios dentro do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos e Venenosos. A maior dos casos registrados em 2018 foram na parte no Norte, Oeste e Noroeste do Estado. Das 22 Regionais de Saúde, os maiores números de ocorrências foram registrados nas regionais de Paranavaí (518 casos) e de Maringá (762 casos, 223 deles somente no município de Colorado). Na regional de Curitiba, houve ocorrências na Capital e em Pinhais.

Como evitar a prolferação dos escorpiões

– A melhor forma de afastar a possibilidade de acidentes com escorpiões é evitar que se proliferem nas residências e áreas urbanas. As principais medidas são organizar o quintal e mantê-lo limpo, remover entulhos e sobras de construção, e fechar frestas, colocando telas nos ralos e nas janelas

– Outras recomendações são usar sacos de areia nos vãos das portas e não deixar expostos resíduos orgânicos, já que atraem baratas, um dos alimentos para os escorpiões

– Para evitar escorpiões, aranhas-marrons e outros animais é preciso eliminar os chamados 4As: abrigo, acesso a este abrigo, alimento e água

– Segundo o coordenador do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos e Venenosos, Emanuel Marques da Silva, o controle químico não funciona com os escorpiões. “Se funcionasse, não teríamos no Brasil mais de 120 mil acidentes com escorpiões em um ano, número registrado em 2018”

– Não existe sazonalidade na maior parte dos estados. “O Paraná tem uma sazonalidade maior pois temos um período frio em que o animal diminui seu metabolismo e fica escondido. Ele sai do esconderijo quando há calor. Por isso, no verão aumenta o número de acidentes”

– Em caso de uma picada, deve-se procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima o mais rápido possível, principalmente em caso de crianças, para que os danos causados pelo envenenamento sejam minimizados pelo tratamento. O soro antipeçonhento é disponibilizado apenas na Rede SUS

– A picada de um escorpião causa dor imediata, podendo irradiar para o membro e ser acompanhada de adormecimento, vermelhidão e suor. Podem surgir suor excessivo, agitação, tremores, náuseas, vômitos, salivação excessiva, dentre outros sintomas mais graves

Garoto de 8 anos morre após ser picado por escorpião

Um menino de 8 anos morreu após ser picado por um escorpião na noite de sábado, 9, no bairro Chácara Paineiras, em Votuporanga.

Logo após a picada, ele foi levado à Santa Casa de Votuporanga, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu. O garoto morreu por volta das 3h.

O enterro aconteceu às 15h, no cemitério Jardim das Flores, em Votuporanga.

São Paulo registra o maior número de acidentes com escorpiões em 30 anos

SÃO PAULO – O Estado de São Paulo registrou, no ano passado, o maior número de casos de acidentes com escorpiões em 30 anos, de acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria de Estado da Saúde. Em 2018, foram 30.707 casos e 13 mortes no Estado. Neste ano, até 27 de fevereiro, já foram registrados 4.025 casos e dois óbitos. Na capital, foram 294 casos no ano passado e, neste ano, já foram registradas 56 ocorrências, mas não houve mortes.

A série histórica do CVE teve início em 1988. Até 1991, os casos não passaram de 1 mil e, apenas em 1999, os 2 mil registros foram superados. Nos anos seguintes, o número de casos continuou crescendo, mas eram registradas pequenas quedas. Mas, a partir de 2012, quando foram contabilizados 9.463 casos e três mortes, os registros não pararam de crescer.

Segundo especialistas ouvidos pelo Estado, o aumento do número de casos está relacionado a diversos fatores, que vão desde o crescimento das cidades, passando pelo transporte para diferentes regiões de materiais onde os animais podem ficar escondidos, como materiais de construção, e até ao fato de uma das espécies, o escorpião amarelo – que também é o mais perigoso – ter fêmeas capazes de se reproduzir sem o macho.

Rogério Bertani, pesquisador do Instituto Butantan, diz que o aparecimento com mais frequência dos escorpiões nas residências coincide com o período de chuvas por causa da necessidade que o aracnídeo tem de estar em locais úmidos. “O escorpião depende muito de umidade. Quando está seco, ele cava e desaparece, vai para uma área mais abrigada.”

Lento e com baixa visão, o escorpião costuma causar acidentes quando não é visto. “Ele não ataca nem pula nas pessoas. O problema é que está sempre em locais escondidos. Entra no sapato e fica lá, quieto. Quando a pessoa coloca o pé, ele é apertado e, para se defender, pica.”

Cuidados

O socorro, em uma situação dessa, deve ser imediato. “Se for picado, independentemente de ser criança ou adulto, deve-se procurar o serviço médico o mais rápido possível. A picada é mais arriscada para crianças abaixo de 12 anos e idosos. No hospital, a indicação costuma ser ficar por seis horas sob observação, porque os casos podem passar de leve para grave muito rápido.”

Outra orientação é não se automedicar, tentar furar o local da picada nem amarrar a região.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no ano passado, os escorpiões foram responsáveis por 67% dos ataques de animais peçonhentos.

Combate. Em 2015, quando foram contabilizados 15,1 mil casos e sete óbitos no Estado, o gerente regional de vendas Iuri Britto, de 36 anos, decidiu buscar uma alternativa para diminuir o número de escorpiões no condomínio onde é síndico no Jaguaré, na zona oeste.

Após pesquisas, decidiu comprar galinhas d’angola para fazer o controle dos escorpiões. Atualmente, são quatro no condomínio. “Elas são pet de todos os moradores”, conta.

De acordo com especialistas, a opção faz sentido. “Os escorpiões são presas de uma série de animais. Lagartixa e sapos podem ajudar a diminuir. Corujas são grandes predadores. As aves, de um modo geral, são também. Qualquer predador ajuda a restabelecer o equilíbrio”, explica Bertani.

Na capital, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os distritos que lideram, neste ano, o número de acidentes são: Jaraguá, Pirituba, Sapopemba, São Domingos, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e Bela Vista. A pasta afirma que desenvolve ações de controle e manejo dos escorpiões.

Em Sorocaba, interior de São Paulo, a confeiteira Osana de Oliveira, de 50 anos, mantém a casa onde mora sozinha, no bairro Lopes de Oliveira, zona norte da cidade, limpa e protegida contra todo tipo de inseto. Mas esses cuidados não a livraram de sofrer uma picada do escorpião amarelo, o mais venenoso, onde ela menos esperava, no interior de um ônibus do transporte público da cidade. “Foi em dezembro do ano passado, mas ainda sinto dor na perna, que não me deixa esquecer o trauma que sofri”, conta.

Brasil

E o aumento do número de escorpiões não se restringe à São Paulo. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, mostram que ocorreram 37.368 acidentes com escorpiões no Brasil em 2007. Dez anos depois, o número saltou para 123.964.

Cuidados

 Entulho

“As pessoas devem se livrar de entulho no quintal e material de construção que não está sendo usado. Também é importante manter a grama sempre aparada”, recomenda o biólogo Sérgio Bocalini, vice-presidente da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag).

– Em casa

“Dentro de casa, a recomendação é ter ralo com sistema abre e fecha e colocar rodos de porta”, afirma Bocalini.

– Inseticidas

Deve-se evitar o uso de inseticidas. “Nesse processo, o escorpião pode sair e se esconder em algum lugar da casa.” / COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

Pais querem galinhas em escola de Ribeirão para combater escorpiões

Pais de alunos da Escola Municipal Ana Gabarra, no Jardim Irajá, na Zona Sul de Ribeirão Preto, querem comprar galos e galinhas para combater os escorpiões encontrados na unidade de ensino. Uma criança já chegou a ser picada pelo aracnídeo no local, e os pais temem pela segurança dos alunos, que tem até 6 anos de idade.

A preocupação dos pais se intensificou na última sexta-feira (1º de março), quando o pai de estudante de 5 anos de idade encontrou um escorpião subindo pelo muro do parquinho da escola. A inquietude dos pais se agravou, já que no mesmo lugar, outra criança já havia sido picada no ano passado.

Na ocasião, os pais solicitaram a diretoria da escola que fosse tomada uma providência, como a limpeza da área em que o escorpião foi encontrado e a dedetização do prédio, o que foi atendido, porém, o problema voltou a persistir.

A bióloga Aline Labachi, mãe de um aluno na mesma unidade de ensino, conta que apenas a dedetização não é o suficiente, já que não atinge diretamente os escorpiões e, sim, os insetos que podem servir de alimento para eles, o que faz com que saiam ainda mais das tocas, aumentando o risco de quem frequenta o local.

“Chamei os pais, falei que tínhamos de fazer alguma coisa”, afirma Aline, que conta que a escola já recebeu um galo e uma galinha para combater o problema, porém, por reclamação dos vizinhos, em razão do barulho produzido, o galo teve de ser retirado, já uma galinha fugiu, após começar a receber alimentação fora da escola.

A bióloga sugeriu que fosse comprada mais uma leva de 10 galinhas para que elas possam se alimentar dos escorpiões e diminuir o risco delas picarem as crianças. “Eu vou comprar essas galinhas. A escola concordou. Para elas não fugirem, vamos colocar placas no redor da escola para que não alimentem as galinhas, porque elas servem para segurança dos alunos”, relata Aline.

“Sabemos que não depende apenas da diretoria da escola, depende também da Prefeitura. Mas, brigamos para melhorar a situação. Não é o primeiro episódio. O que puder fazer para ajudar, nós vamos fazer. Porque está todo mundo apavorado”, conta a secretária Geisa Ferranti, mãe de uma menina de 5 anos, que estuda na unidade de ensino.

Outro lado

Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal da Educação informa que após o escorpião ter sido encontrado, foi realizada uma dedetização na segunda-feira (4). Além disso, foram tomadas providências, como a varredura da escola por agentes de controle de vetores.

A pasta ainda informa que no local já existem quatro galinhas e afirmou que todas as escolas da rede municipal recebem dedetizações periódicas, além da limpeza de áreas internas para evitar o aparecimento de escorpiões.

Grávida é picada por escorpião em loja de Americana

A comerciante Jaqueline Vazon foi picada por um escorpião na barriga enquanto provava um vestido em uma loja no Centro de Americana, no início da tarde da última quarta-feira (27). Jaqueline está grávida de dezenove semanas do seu segundo filho. O escorpião estava dentro da peça de roupa.

“Peguei três peças de roupa e fui para o provador. Ao colocar o vestido, senti uma picada. Na hora pensei que pudesse ser uma agulha ou alfinete, mas quando tirei o vestido vi o escorpião no chão. Entrei em pânico”, relatou a comerciante.

A dor insuportável, segundo ela, se somou ao desespero de pensar que a picada pudesse comprometer o bebê. “Achei que meu filho estava em risco e que poderia perdê-lo devido ao veneno. Chorava sem parar”.

O desespero tomou conta da mãe. “Me trouxeram água com açúcar e tentaram me acalmar até a chegada da ambulância, mas eu não parava de chorar”. Jaqueline foi levada ao Hospital Municipal, onde passou pelo primeiro atendimento.

“Aplicaram anestesia no lugar da picada e aí a dor começou a passar”, conta. Em seguida, ela foi levada a um hospital particular da cidade. “Eu ainda estava muito nervosa e só me acalmei quando tive a certeza de que o bebê estava bem”.

Além de passar pelos dois hospitais, Jaqueline também pagou consulta com um médico particular para se tranquilizar quanto a situação do bebê. “Graças a Deus os médicos me falaram que não tem risco. O problema foi a dor mesmo. É muito forte e o lugar da picada continua roxo”.

Jaqueline conta que nunca imaginou que havia o risco de ser picada por um escorpião desta forma. A comerciante reside no São Vito, mas durante muitos anos morou no São Manoel, próximo ao Cemitério da Saudade. No local, eram muitos escorpiões, afirma.

“Precisei até mudar de casa por causa disso. E agora, acabei sendo vítima da picada dessa forma”. Jaqueline não culpa o estabelecimento pelo que aconteceu. “Os escorpiões estão na cidade toda. A gente sabe que eles aparecem em vários lugares”. O LIBERAL tentou contato com o estabelecimento onde o caso aconteceu, mas não obteve sucesso.

Especialistas explicam aumento no número de escorpiões nas cidades

Segundo a gestora do núcleo de antivenenos do Instituto Butantã, Fan Hui Wen, a demanda pelo soro antiescorpiônico cresceu por conta do aumento do número de escorpiões vivendo na cidade. Isso se deve, principalmente, ao superaquecimento global: com as temperaturas favoráveis, as fêmeas podem gerar uma ninhada de 30 escorpiões.

Escorpião causa pânico em voo da Lion Air. Assista

Um voo da Lion Air que partiu da Indonésia com destino a Jacarta reservava uma surpresa para os passageiros que se sentaram na 19ª fila. Porém, o presente de boas vindas não foi, de todo, o que gostariam de receber.

Uma mulher abriu o compartimento da bagagem e um escorpião apareceu, gerando o pânico a bordo do Boeing 737. O inseto foi visto a percorrer o compartimento antes de desaparecer entre os encaixes do avião. 

O aracnídeo preto com cerca de 30 centímetros fazia lembrar, como conta o britânico Mirror, um escorpião florestal asiático venenoso – um dos escorpiões mais perigosos que se pode encontrar na Indonésia.

Karim Taslin, passageiro do avião, disse ao meio de comunicação que assim que o avião aterrou, “uma passageira estava a retirar as suas malas do compartimento quando, de repente, o escorpião apareceu. Quando vimos o animal fugimos o mais rápido que conseguimos”.

A tripulação rapidamente tentou tomar conta da situação, mas o escorpião acabaria por fugir pelos encaixes do meio aéreo. 

A Lion Air informou em comunicado, esta sexta-feira, que o avião havia sido pulverizado uma semana antes para remover quaisquer criaturas. 

MPF ajuíza ação para compra e distribuição de soro antiescorpiônico em 14 municípios do Triângulo Mineiro

O Ministério Público Federal em Uberlândia ajuizou ação civil pública para que a União e o Estado de Minas Gerais disponibilizem soro antiescorpiônico para os 14 municípios que integram a área de abrangência daquela Subseção Judiciária Federal: Araguari, Araporã, Cascalho Rico, Douradoquara, Estrela do Sul, Grupiara, Indianápolis, Iraí de Minas, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte, Romaria, Tupaciguara e Uberlândia.

Em agosto de 2018, uma criança de quatro anos morreu, após ser picada por um escorpião no município de Estrela do Sul. Ela foi atendida pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e levada para a Unidade Básica de Saúde da cidade, que estava sem estoque de soro antiescorpiônico. A equipe, então, teve de se deslocar para a cidade de Monte Carmelo, a cerca de 30 km de distância. Mas lá também não havia o antiveneno. De lá, a criança foi levada ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), a mais de 150 quilômetros de distância de Monte Carmelo. Com a demora entre os deslocamentos, a criança não resistiu e acabou falecendo.

O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para investigar o motivo da ausência de soro antiescorpiônico nos municípios em que a criança não recebeu atendimento. A Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia informou que Minas Gerais, desde 2014, sofre com o desabastecimento do soro, porque a Fundação Ezequiel Dias, para cumprir normas definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), suspendeu sua produção. Já os demais laboratórios que produzem o soro, os Institutos Vital Brasil e Butantan, não estariam conseguindo manter o fornecimento regular.

Diante da situação, foi feito um acordo entre a Superintendência de Saúde, a Universidade Federal de Uberlândia e os gestores de saúde dos municípios vizinhos para a alocação estratégica do antiveneno em áreas de maior risco de acidentes e óbitos. Ficou também decidido que o Hospital das Clínicas da UFU concentraria o fornecimento do soro antiescorpiônico. A partir daí, ou o paciente teria de ser levado diretamente ao HC para a aplicação ou seu município de origem se encarregaria de buscar o antiveneno em Uberlândia.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o escorpionismo se tornou um problema de saúde pública devido à elevada incidência em várias regiões do país, com mais de 75.000 casos notificados anualmente. Em quatro anos, o número de mortes por picadas de escorpião mais do que dobrou, passando de 70 em 2013, para 119 em 2015 e 184 em 2017.

O procurador da República Cléber Eustáquio Neves, autor da ação, suspeita que a situação pode até ser mais grave do que aparenta. “Se, por um lado, as pessoas, quando se deparam com o escorpião e evitam o acidente, muitas vezes deixam de comunicar o setor de zoonoses do município, de outro, a própria municipalidade eventualmente deixa de alimentar o sistema SINAN, não informando aos órgãos de vigilância epidemiológica, o que gera dados divergentes e que muitas vezes não correspondem à realidade”, afirma.

O MPF pede que a Justiça Federal conceda liminar obrigando a União a fornecer, no prazo máximo de 15 dias, 324 ampolas do soro antiescorpiônico, de maneira que cada um dos 14 municípios da região de Uberlândia tenha pelo menos 18 ampolas em estoque para atender casos de urgência.

O Estado de Minas Gerais, por sua vez, deverá, ao receber os produtos, encaminhá-los aos municípios no prazo de 24 horas.

O MPF também pediu que a Justiça obrigue o Estado a disponibilizar equipamentos e instrumental necessários para guarda e adequada conservação do soro e a dar treinamento aos agentes de saúde municipais para a correta aplicação do imunobilógico nas vítimas. 

* Com informações Ministério Público Federal em Minas Gerais