Infestação de pombos obriga escola de Blumenau a interditar ginásio de esportes

Uma infestação de pombos levou a Vigilância Sanitária de Blumenau a interditar o ginásio de esportes da Escola Municipal Francisco Lanser, na Fortaleza. O serviço de saúde e a Secretaria Municipal de Educação visitaram o local as atividades tiveram de ser suspensas até que não exista mais risco à saúde das crianças.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, há muitas fezes de pombos e ovos eclodidos no espaço. Os pombos teriam começado a buscar abrigo no ginásio no ano passado, mas a situação fugiu ao controle neste início de ano.

De acordo com a secretária de Educação, Patrícia Lueders, uma empresa especializada deve ser contratada em caráter de emergência para resolver o problema. Será necessário fazer uma limpeza geral do ginásio. O objetivo é liberar o espaço para as atividades escolares na semana que vem.

Foto: O Município Blumenau

Dois casos importados de malária são registrados em Brusque

Dois casos de malária foram registrados em Brusque pela Secretaria de Saúde. As ocorrências são de pessoas que estiveram recententemente em estados do norte do Brasil. Com predominância na região Amazônica, a doença não oferece risco à comunidade.

A primeira ocorrência foi de uma usuária vinda de Belém (PA) com passagem também pela Guiana Francesa. Após ser diagnosticada e receber tratamento no estado de origem, ela procurou a secretaria de saúde de Brusque, já que apresentou novos sintomas da doença, o que pode acontecer em alguns casos.

O segundo paciente é um venezuelano, vindo da cidade de Pacaraima, no estado de Roraima (fronteira com a Venezuela), que ingressou no Brasil em novembro do ano passado. Ao chegar em Brusque há cerca de 15 dias, apresentou os sintomas e foi internado no Hospital Azambuja, onde já recebeu alta.

A enfermeira Natália Cabral Marchi, lembra que Brusque não é uma área de incidência da doença e todas as ações preventivas já foram tomadas.

“Realizamos a coleta de sangue, fornecimento de medicação e outras ações e podemos afirmar que tudo está sob controle”, frisa a servidora integrante da equipe da Vigilância Epidemiológica de Brusque.

Sobre a Malária

É uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles (mosquito-palha) infectada por protozoários do gênero Plasmodium. Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.

“Os pacientes acolhidos em Brusque estão com a forma da malária do Plasmodium Vivax, que apesar de ser a mais comum, é que traz menos riscos à saúde”, completa Natália Cabral Marchi.

Número de casos prováveis de dengue em SC aumenta 644% em comparação com 2018, diz Ministério da Saúde

O Ministério Saúde divulgou nesta terça-feira (26) que em Santa Catarina houve um aumento de 644,4% nos casos prováveis de dengue, em comparação com informações de 2018, no período de 30 de dezembro e 2 de fevereiro. O órgão considera ainda que o estado está entre os cinco que mais tiveram aumento de casos neste ano.

No período analisado, 18 casos prováveis de dengue foram registrados ano passado e 134 neste ano. Segundo o Ministério da Saúde, os casos prováveis são aqueles em que há o diagnóstico clínico, mas não necessariamente passaram por exame laboratorial, bem como os com confirmação.

Os números foram divulgados pelo coordenador do departamento de Dengue do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, em entrevista coletiva. O órgão ainda afirma que os dados são preenchidos e enviados pelos estados e municípios ao sistema do governo federal.

Verão é a época do ano mais propícia para a circulação do Aedes aegypti — Foto: Divulgação

Dados da Dive-SC

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) utiliza outros critérios para afirmar sobre crescimento de caso de dengue, levando em conta casos confirmados clinicamente comprovados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), dados suspeitos – que tem quadro clínico compatível, mas ainda não confirmados em exame, além de dados notificados.

Os períodos analisados também não convergem com os do Ministério da Saúde. Em 2018, a Dive-SC analisou casos entre 31 de dezembro de 2017 e 3 de fevereiro de 2018 em boletim divulgado pelo órgão estadual. No período, nenhum caso foi confirmado da doença, 96 eram suspeitos e 136 foram descartados, de um total de 232 notificados para análise.

Já em 2019, o último boletim compreendeu de 30 de dezembro de 2018 a 9 de fevereiro de 2019. Foram até então 11 casos confirmados, 151 suspeitos e 166 descartados, de um total de 328 notificações.

Como as bases de dados são diferentes, não há como calcular uma porcentagem utilizando o mesmo parâmetro do período. Mesmo assim, em 2019 houve um acréscimo de 11 casos confirmados, cerca de 50 casos suspeitos e quase 100 notificações a mais.

Explicação dos dados

Questionado sobre a diferença dos dados estaduais, o Ministério da Saúde afirmou: “se o estado não utiliza esse parâmetro, do qual o Ministério da Saúde recomenda, ele pode estar usando apenas dados confirmados por exames laboratoriais”.

Já a Dive-SC diz que trabalha no boletim casos confirmados por ter condições de confirmar todos os casos laboratorialmente. A diretoria ainda afirma que a base de dados do Ministério da Saúde, “entram no cálculo aqueles notificados, que ainda não foram encerrados ou que estão aguardando resultado laboratorial (suspeitos). Citam os casos confirmados de 2018 e casos prováveis de 2019”.

Paraná e mais três estados discutem a febre amarela com a Opas

A Secretaria de Estado da Saúde promove, nesta quinta-feira (21), em Curitiba, uma reunião para alinhamento das estratégias de controle da febre amarela. Além do Paraná, participam representantes de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e de São Paulo, além do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde (Opas), com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde. A reunião será na sede da secretaria, no Rebouças, das 8h30 às 17 horas.

As 1ª e 2ª Regionais de Saúde (Litoral e Região Metropolitana de Curitiba) também estão na rota de entrada do vírus no Paraná, que chegou pelo Vale do Ribeira, vindo do vizinho Estado de São Paulo. Justamente nestas regiões a recomendação de vacina só se deu recentemente, por causa da não-ocorrência de febre amarela.

O Paraná tem quatro casos da doença – um em Antonina, dois em Adrianópolis e um em Campina Grande do Sul. Nenhum dos doentes tinha sido vacinado. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde do Estado. Deve se vacinar quem tem entre 9 meses e 59 anos e nunca tomou uma dose.

77 municípios estão infestados pelo mosquito da dengue em SC

Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) mostram que, entre os dias 30 de dezembro do ano passado e 9 de fevereiro deste ano, já foram identificados 4.051 focos de Aedes aegypti em 131 municípios do Estado. Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 59,7%, quando havia sido observado 2,5 mil focos do mosquito. Ao todo, 77 cidades são consideradas infestadas pela dengue _ ano passado, neste época do anos, eram 64 municípios nesta condição.

Na mesma janela de tempo analisada, a Dive/SC também registrou redução de 13% no número de notificações. Neste ano foram 328 casos de dengue no Estado, já ano passado foram notificados 375 casos. Desses, até fevereiro, 11 foram confirmados, 166 foram descartados por terem resultado negativo e outros 151 seguem sob investigação. Segundo a Dive, no mesmo período em 2018 haviam sido confirmados três casos.

Até o momento foram registrados três casos importados (transmissão fora do Estado) _ dois moram em Florianópolis e apresentam como local provável de infecção Acre e Goiás, e um é de Blumenau pode ter sido infectado em São Paulo. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação de mais sete casos autóctones (transmissão dentro do Estado), moradores de Biguaçu, Florianópolis, Itajaí e São José com possível local de infecção Florianópolis e Itajaí.

Municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti

 (Foto: Reprodução / Dive/SC)
(Foto: Reprodução / Dive/SC)

Febre de Chikungunya

No período de 30 de dezembro de 2018 a 9 de fevereiro de 2019, foram notificados 70 casos de febre de Chikungunya em Santa Catarina _ ano passado no mesmo período havia sido registrados 60 casos. Desses, 15 (21%) foram descartados e 55 (79%) permanecem como suspeitos. Ano passado houve confirmação de um caso de febre de Chikungunya contraído dentro do Estado e outros três importados.

Zika vírus

Entre 30 de dezembro do ano passado até 9 de fevereiro deste ano foram notificados nove casos de zika vírus em Santa Catarina. Desse total, um foi descartado e outros oito permanecem como suspeitos. Na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram notificados 22 casos, observa-se uma redução de 59% na notificação de casos em 2019.

Febre amarela: população do Sul e Sudeste deve buscar vacina

Quem mora ou vai viajar para o Sul e o Sudeste do país deve estar vacinado contra a febre amarela. O reforço na recomendação do Ministério da Saúde se dá porque, atualmente, há registro de circulação do vírus nessas regiões. Apesar dos estados do Sul e Sudeste já fazerem parte da área de recomendação para a vacina, todos os estados ainda registram coberturas abaixo da meta 95%. A estimativa de pessoas não vacinadas é de cerca de 36,9 milhões no Sudeste e 13,1 milhões no Sul.

Desde novembro do ano passado, a pasta vem alertando a população sobre a importância da vacina. O Ministério da Saúde promoveu ações específicas de publicidade envolvendo rádios das regiões do Sul e Sudeste. Além disso, foram divulgados cards nas redes sociais enfatizando a vacinação contra a febre amarela. Também está em desenvolvimento uma nova campanha publicitária nessas regiões.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente a todos os estados. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada por estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida. Em 2018, foram enviadas 32 milhões de doses da vacina para todo o país. Em 2019, 1,1 milhão de doses já foram enviadas para atender a demanda dos estados.

O público-alvo para a vacina são pessoas de nove meses a 59 anos de idade que nunca tenham se vacinado ou sem comprovante de vacinação. Atualmente, fazem parte da área de recomendação todos os estados do sudeste, sul, centro-oeste e norte, além do Maranhão, alguns municípios da Bahia, Piauí e Alagoas. Para pessoas que viajam para áreas onde a vacina é recomendada, a orientação é tomar a dose pelo menos 10 dias antes da viagem.

CASOS DE FEBRE AMARELA

De acordo com o último boletim epidemiológico, que apresenta o monitoramento de julho de 2018 a 7 de fevereiro deste ano, foram notificados 834 casos suspeitos de febre amarela, sendo que 679 foram descartados, 118 permanecem em investigação e 37 foram confirmados. Destes, nove foram óbitos.

Os estados que apresentaram casos confirmados foram São Paulo (35) e Paraná (2). A maior parte dos casos ocorreu na região do Vale do Ribeira (litoral sul de São Paulo, próximo à divisa com o Paraná). Todos os óbitos ocorreram no estado de São Paulo, nos municípios de Caraguatatuba (1), Iporanga (2), Eldorado (3), Jacupiranga (1) e Sete Barras (1). O local provável de infecção de um dos óbitos permanece em investigação.

Estado está com 44,7% mais focos do mosquito Aedes aegypti em 2019, aponta boletim da Dive-SC

Santa Catarina tem 3.086 focos do mosquito Aedes aegypti em 116 municípios, segundo boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive-SC) divulgado nesta quinta-feira (7). O dado representa crescimento de 44,7% com relação ao mesmo período de 2018, o que alerta para a maior chance de transmissão de doenças como dengue, vírus da zika e chikungunya.

Na terça-feira (5), a Dive-SC confirmou que Florianópolis registrou o primeiro caso de dengue contraída dentro do estado, situação chamada de autóctone e que traz a necessidade eliminação dos focos do mosquito. Outros dois casos da doença foram registrados este ano, mas importados do Acre e Goiás. São moradores de Florianópolis que viajaram e ficaram doentes.

O boletim da Dive-SC analisou a situação dos focos e transmissão da doença pelo mosquito entre 30 de dezembro e 2 de fevereiro de 2019. No mesmo período do ano passado, havia 2.133 focos em 95 municípios.

O estado também considera que 76 municípios catarinenses estão infestados, o que representa um aumento de 18,7% com relação ao mesmo período de 2018, quando eram 64 nessa situação. A relação pode ser acessada no site da Dive-SC.

Dengue, vírus da zika e chikungunya

A Dive-SC ainda divulgou a relação de casos notificados e confirmados das três doenças transmitidas pelo mosquito no mesmo período. Apenas a dengue tem confirmação de doentes. Apesar dos poucos casos confirmados, muitos ainda estão em análise.

Com relação ao mesmo período do ano passado, eram três casos de dengue, nenhum de vírus da zika e quatro de chikungunya confirmados.

Confira os dados atualizados da Dive-SC:

Dengue
Confirmados: 3
Em investigação: 122
Descartados: 106 
Notificações: 231

Chikungunya
Confirmados: 0
Investigação: 37 
Descartados: 10
Notificações: 47

Vírus da zika
Confirmados: 0
Investigação: 1 
Descartados: 1
Notificações: 2

Mulher é picada por escorpião amarelo dentro de mercado em Santa Catarina

Nesta quarta-feira (6), uma mulher foi picada por um escorpião amarelo, uma das espécies mais perigosas do animal, quando passava por um dos caixas de um supermercado em Tijucas, na grande Florianópolis, em Santa Catarina (SC).

Espécie perigosa

Considerado bastante venenoso, a picada do animal pode causar a morte. A vítima, que estava acompanhada de duas crianças, foi picada na perna e ficou completamente desesperada.

Com medo, a mulher começou a gritar que não queria morrer, e logo o gerente do supermercado levou a vítima até o Hospital São José. No local, a mulher ficou em observação durante seis horas. Caso o veneno se manifeste, ela vai precisar ser encaminhada para outro hospital que tenha o antídoto.

Após fazer o atendimento da vítima, o hospital acionou a vigilância sanitária da cidade. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que já vem notificando os indivíduos a respeito do aparecimento de escorpiões há cerca de um mês. 

Vírus da febre amarela chega ao Sul e preocupa estados com baixa vacinação

Um ano depois da epidemia de febre amarela que deixou quase 200 mortos em São Paulo, o vírus se expande para o Sul e preocupa as autoridades de saúde da região. No Paraná, o primeiro caso autóctone da doença em dez anos foi confirmado nesta semana: um jovem de 21 anos, morador da cidade litorânea de Antonina (PR), que nunca havia se vacinado. 

Macacos infectados com o vírus foram encontrados mortos no litoral do Estado, em áreas de floresta-região por onde o vírus se dispersa. Outros casos de primatas com suspeita de febre amarela são investigados em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, mas ainda sem confirmação. Ainda assim, a possibilidade de dispersão do vírus preocupa as autoridades, e reforça a necessidade de vacinação na região.

“É um vírus que está descendo para o Sul”, afirma a virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, pesquisadora da Fiocruz Paraná. Até o momento, foram registradas apenas suspeitas de febre amarela silvestre, com transmissão em áreas rurais ou de mata. É por esses corredores verdes que o vírus se dispersa, e foi assim que chegou até o estado de São Paulo no ano passado.

No Paraná, o litoral, com uma grande faixa de Mata Atlântica, é o local de maior risco. Parques e áreas de preservação da região estão fechados por tempo indeterminado, para combater a circulação do vírus. Mas há casos suspeitos sendo investigados em todo o estado.

No estado vizinho de Santa Catarina, apenas 10,6% da população que deveria se vacinar procurou os postos de saúde até este mês, uma meta “muito abaixo da esperada”, segundo o governo estadual. Esse é o índice de cobertura nos municípios do leste catarinense, que se tornaram área recomendada para vacinação em setembro do ano passado.

No Rio Grande do Sul, um caso suspeito de febre amarela ainda está sob- investigação. “É imprescindível que as pessoas se vacinem. [A ocorrência do vírus] é em uma região turística, muito visitada, em pleno verão”, diz Santos. Aprincipal preocupação é evitar que o vírus chegue às áreas urbanas, e passe a ser transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Isso não acontece no Brasil desde a década de 1940, quando a febre amarela urbana foi erradicada no país.

Os estados destacam que não está faltando vacina, pelo contrário: houve distribuição de doses extras pelo Ministério da Saúde desde o ano passado, quando eles se tornaram áreas recomendadas para vacinação. “Temos uma vacina supereficiente, gratuita e disponível, que vem sendo aplicada com sucesso há quase cem anos”, comenta a virologista da Fiocruz. Ela é recomendada para todos aqueles que tenham entre nove meses e 59 anos, e nunca tenham sido vacinados. Uma única dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

Os pesquisadores também alertam para a matança desnecessária de animais: os macacos que aparecem mortos por febre amarela, segundo Santos, são vítimas da doença, e não vetores. Quem transmite o vírus são os mosquitos. “A gente chama de macaco sentinela: quando ele morre, é o sinal que o vírus está circulando, e serve para alertar a vigilância. Isso é chave”. Nesta semana, o laboratório da Fiocruz recebeu um macaco morto no Paraná com um tiro na testa. “Nós ficamos muito chateados. O bicho não tem culpa nenhuma”, comenta a virologista.