Com aumento de mais de 500% de casos de dengue, Limeira tem mega mutirão contra mosquito

Um mega mutirão contra o mosquito Aedes aegypti ocorre neste sábado (16) em Limeira (SP). Pelo menos 1,2 mil servidores públicos, além de colaboradores, saem às ruas das 7h30 às 12h, segundo a prefeitura. Desde o começo do ano, a cidade contabiliza 55 casos confirmados da doença, sendo duas ocorrências do vírus do tipo 2.

O mutirão tem objetivo de eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika. Até a publicação desta reportagem, a prefeitura não havia informado a quantidade de imóveis que devem ser visitados nem as regiões alvo da ação.

A Divisão de Controle de Zoonoses de Limeira entregou as planilhas de visitação aos líderes das equipes dos servidores, que são de diversos órgãos da cidade. Cada agente visitará os imóveis com acompanhamento do morador.

Mosquito Aedes aegypti transmite três doenças — Foto: Reprodução EPTV

Lá, os servidores devem observar a presença de materiais inservíveis que possam acumular água, como baldes, garrafas e pneus.

Os moradores, então, serão orientados sobre como fazer o correto armazenamento, além de serem conscientizados sobre a necessidade de limpeza e manutenção em caixa d’água e calhas, por exemplo.

Ao final da visita, será preenchido um boletim com endereço da residência e se alguma situação de maior gravidade foi detectada, como piscinas sem tratamento e acúmulo de material reciclado. Segundo a prefeitura, os dados serão compilados para tomada de providências.

Cidade soma 511% de casos a mais que em 2018

Segundo último balanço da Prefeitura de Limeira, divulgado na terça-feira (12), a cidade tem 55 casos confirmados de dengue desde o começo de 2019. Dois deles são do vírus tipo 2. Não há mortes confirmadas pela doença.

O número é 511% maior do que o total registrado de dengue em 2018, quando houve nove casos. Já as outras doenças transmitidas pelo mosquito, Zika e chikungunya, não foram confirmados na cidade.

Sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti — Foto: Arte/ G1

Leptospirose é principal risco após contato com enchente; saiba o que fazer

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Para quem caminhou ou até nadou na água barrenta das enchentes na Grande São Paulo, o principal mas não único risco é a leptospirose.

Há uma vacina contra a doença, mas ela é pouco efetiva e costuma ser usada somente por profissionais com maior possibilidade de exposição à bactéria Leptospira, encontrada na urina de ratos e de animais como bois, porcos e cães doentes. 

O contágio pode ocorrer por meio de arranhões e ferimentos, mas também entra na equação o tempo de contato. Quanto maior o tempo em contato com a água, maior a chance de pegar a doença. 

“Às vezes a pessoa nem percebe mas tem uma ferida”, diz Roberta Schiavon, consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Consumir água e alimentos contaminados também pode levar à doença. Por isso, qualquer comida que tenha entrado em contato com a água de enchente -mesmo pacotes fechados e latas- deve ser jogada fora.

Utensílios domésticos como panelas, talheres e geladeira podem ser salvos caso ainda funcionem. Fazer a higienização deles e de toda a casa com água e sabão e depois com água sanitária é suficiente para matar as bactérias Leptospira.

O mesmo vale para móveis de superfície dura como mesas e cadeiras que possam passar por esse processo de limpeza. Já sofás, almofadas e colchões e qualquer item que absorva água e não possa ser lavado com água sanitária também devem ser descartados.

Entre os principais sintomas da leptospirose estão febre, dor de cabeça, dores no corpo (principalmente nas panturrilhas). Também pode haver vômitos, diarreia e tosse. Os sinais podem aparecer até 30 dias após o contato com a bactéria.

Segundo Schiavon, a leptospirose não costuma ser grave o suficiente para provocar uma ida a um consultório médico, mas entre 10% e 15% dos casos evoluem para formas graves. As manifestações incluem febre alta, dor muscular acentuada, icterícia (amarelamento de pele e olhos) e diminuição da urina. Sem tratamento, os casos mais sérios podem resultar em morte.

A automedicação, sempre contraindicada, pode ser especialmente danosa para quem tem leptospirose. O ácido acetilsalicílico (aspirina) pode causar sangramentos, e anti-inflamatórios podem reduzir a função renal.

Outro risco de enchentes é a hepatite A, que pode ser adquirida a partir do consumo de alimentos ou água contaminados com o vírus. Não há tratamento específico contra a doença, que ataca o fígado, mas a vacina que protege contra a condição faz parte do calendário oficial de vacinação.

Diarreias infecciosas são mais um perigo. Elas podem ser causadas por bactérias e vírus e não devem ser negligenciadas. 

Por fim, o tétano é outra grande preocupação, apesar de mais raro. O contágio pode acontecer também através de machucados. 

“Não deveria haver casos de tétano porque existe vacina gratuita, mas os adultos se esquecem de revacinar [a cada dez anos]”, diz Schiavon.

São Paulo registra o maior número de acidentes com escorpiões em 30 anos

SÃO PAULO – O Estado de São Paulo registrou, no ano passado, o maior número de casos de acidentes com escorpiões em 30 anos, de acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria de Estado da Saúde. Em 2018, foram 30.707 casos e 13 mortes no Estado. Neste ano, até 27 de fevereiro, já foram registrados 4.025 casos e dois óbitos. Na capital, foram 294 casos no ano passado e, neste ano, já foram registradas 56 ocorrências, mas não houve mortes.

A série histórica do CVE teve início em 1988. Até 1991, os casos não passaram de 1 mil e, apenas em 1999, os 2 mil registros foram superados. Nos anos seguintes, o número de casos continuou crescendo, mas eram registradas pequenas quedas. Mas, a partir de 2012, quando foram contabilizados 9.463 casos e três mortes, os registros não pararam de crescer.

Segundo especialistas ouvidos pelo Estado, o aumento do número de casos está relacionado a diversos fatores, que vão desde o crescimento das cidades, passando pelo transporte para diferentes regiões de materiais onde os animais podem ficar escondidos, como materiais de construção, e até ao fato de uma das espécies, o escorpião amarelo – que também é o mais perigoso – ter fêmeas capazes de se reproduzir sem o macho.

Rogério Bertani, pesquisador do Instituto Butantan, diz que o aparecimento com mais frequência dos escorpiões nas residências coincide com o período de chuvas por causa da necessidade que o aracnídeo tem de estar em locais úmidos. “O escorpião depende muito de umidade. Quando está seco, ele cava e desaparece, vai para uma área mais abrigada.”

Lento e com baixa visão, o escorpião costuma causar acidentes quando não é visto. “Ele não ataca nem pula nas pessoas. O problema é que está sempre em locais escondidos. Entra no sapato e fica lá, quieto. Quando a pessoa coloca o pé, ele é apertado e, para se defender, pica.”

Cuidados

O socorro, em uma situação dessa, deve ser imediato. “Se for picado, independentemente de ser criança ou adulto, deve-se procurar o serviço médico o mais rápido possível. A picada é mais arriscada para crianças abaixo de 12 anos e idosos. No hospital, a indicação costuma ser ficar por seis horas sob observação, porque os casos podem passar de leve para grave muito rápido.”

Outra orientação é não se automedicar, tentar furar o local da picada nem amarrar a região.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no ano passado, os escorpiões foram responsáveis por 67% dos ataques de animais peçonhentos.

Combate. Em 2015, quando foram contabilizados 15,1 mil casos e sete óbitos no Estado, o gerente regional de vendas Iuri Britto, de 36 anos, decidiu buscar uma alternativa para diminuir o número de escorpiões no condomínio onde é síndico no Jaguaré, na zona oeste.

Após pesquisas, decidiu comprar galinhas d’angola para fazer o controle dos escorpiões. Atualmente, são quatro no condomínio. “Elas são pet de todos os moradores”, conta.

De acordo com especialistas, a opção faz sentido. “Os escorpiões são presas de uma série de animais. Lagartixa e sapos podem ajudar a diminuir. Corujas são grandes predadores. As aves, de um modo geral, são também. Qualquer predador ajuda a restabelecer o equilíbrio”, explica Bertani.

Na capital, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os distritos que lideram, neste ano, o número de acidentes são: Jaraguá, Pirituba, Sapopemba, São Domingos, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e Bela Vista. A pasta afirma que desenvolve ações de controle e manejo dos escorpiões.

Em Sorocaba, interior de São Paulo, a confeiteira Osana de Oliveira, de 50 anos, mantém a casa onde mora sozinha, no bairro Lopes de Oliveira, zona norte da cidade, limpa e protegida contra todo tipo de inseto. Mas esses cuidados não a livraram de sofrer uma picada do escorpião amarelo, o mais venenoso, onde ela menos esperava, no interior de um ônibus do transporte público da cidade. “Foi em dezembro do ano passado, mas ainda sinto dor na perna, que não me deixa esquecer o trauma que sofri”, conta.

Brasil

E o aumento do número de escorpiões não se restringe à São Paulo. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, mostram que ocorreram 37.368 acidentes com escorpiões no Brasil em 2007. Dez anos depois, o número saltou para 123.964.

Cuidados

 Entulho

“As pessoas devem se livrar de entulho no quintal e material de construção que não está sendo usado. Também é importante manter a grama sempre aparada”, recomenda o biólogo Sérgio Bocalini, vice-presidente da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag).

– Em casa

“Dentro de casa, a recomendação é ter ralo com sistema abre e fecha e colocar rodos de porta”, afirma Bocalini.

– Inseticidas

Deve-se evitar o uso de inseticidas. “Nesse processo, o escorpião pode sair e se esconder em algum lugar da casa.” / COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

Grávida é picada por escorpião em loja de Americana

A comerciante Jaqueline Vazon foi picada por um escorpião na barriga enquanto provava um vestido em uma loja no Centro de Americana, no início da tarde da última quarta-feira (27). Jaqueline está grávida de dezenove semanas do seu segundo filho. O escorpião estava dentro da peça de roupa.

“Peguei três peças de roupa e fui para o provador. Ao colocar o vestido, senti uma picada. Na hora pensei que pudesse ser uma agulha ou alfinete, mas quando tirei o vestido vi o escorpião no chão. Entrei em pânico”, relatou a comerciante.

A dor insuportável, segundo ela, se somou ao desespero de pensar que a picada pudesse comprometer o bebê. “Achei que meu filho estava em risco e que poderia perdê-lo devido ao veneno. Chorava sem parar”.

O desespero tomou conta da mãe. “Me trouxeram água com açúcar e tentaram me acalmar até a chegada da ambulância, mas eu não parava de chorar”. Jaqueline foi levada ao Hospital Municipal, onde passou pelo primeiro atendimento.

“Aplicaram anestesia no lugar da picada e aí a dor começou a passar”, conta. Em seguida, ela foi levada a um hospital particular da cidade. “Eu ainda estava muito nervosa e só me acalmei quando tive a certeza de que o bebê estava bem”.

Além de passar pelos dois hospitais, Jaqueline também pagou consulta com um médico particular para se tranquilizar quanto a situação do bebê. “Graças a Deus os médicos me falaram que não tem risco. O problema foi a dor mesmo. É muito forte e o lugar da picada continua roxo”.

Jaqueline conta que nunca imaginou que havia o risco de ser picada por um escorpião desta forma. A comerciante reside no São Vito, mas durante muitos anos morou no São Manoel, próximo ao Cemitério da Saudade. No local, eram muitos escorpiões, afirma.

“Precisei até mudar de casa por causa disso. E agora, acabei sendo vítima da picada dessa forma”. Jaqueline não culpa o estabelecimento pelo que aconteceu. “Os escorpiões estão na cidade toda. A gente sabe que eles aparecem em vários lugares”. O LIBERAL tentou contato com o estabelecimento onde o caso aconteceu, mas não obteve sucesso.

Sorocaba está em risco de epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Sorocaba (SP) está em risco de epidemia de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A quantidade de criadouros do mosquito encontrada nas fiscalizações é muito alta e o número de pacientes vem crescendo.

Em janeiro e fevereiro do ano passado, 42 pessoas tiveram dengue na região. Neste ano já são 77, ou seja, quase o dobro.

Em Sorocaba foram registrados 45 casos nos dois primeiros meses do ano. O índice larvário é de 4,4% nos imóveis vistoriados, mas o Ministério da Saúde diz que esse índice não pode passar de 1%.

Na região noroeste da cidade, o índice é ainda maior, 6,4%, e é onde está sendo realizada a maioria das ações preventivas.

“Estamos fazendo reuniões, onde convidamos o CRAS, as escolas e lideranças populares para que a gente possa mobilizar toda a população desse território e promover ações como visitas nas casas e palestras em unidades de saúde”, explica Dijéssika Silveira, supervisora de saúde.

Quem vai ao posto de saúde do Jardim Rodrigo recebe orientações de como manter o Aedes aegypti bem longe de casa. É mais um lembrete de que todos têm que ajudar na batalha contra o transmissor da dengue, vírus zika e chikungunya.

Caixa d’água destampada, madeira, cano e tambores a céu aberto acumulam água da chuva e são atrativos para o mosquito.

O morador do bairro Campolim Roberto Meira diz que já reclamou mais de uma vez na prefeitura sobre o problema. Sem solução, o jeito foi mudar a rotina para tentar se prevenir de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“A gente se preocupa porque não é brincadeira. Outras pessoas estão em perigo. A gente não tem condição de abrir a casa para entrar ar.”

Casos de dengue crescem 605% em SP

O Estado de São Paulo enfrenta nova epidemia de dengue, com maior incidência nas regiões norte e noroeste, mais distantes da capital. Entre o início do ano e o último dia 15, o número de casos confirmados saltou de 1,9 mil para 13,4 mil – alta de 605%, ante o mesmo período de 2018. Já o total de casos suspeitos foi de 15,2 mil para 40,2 mil, conforme a Secretaria da Saúde paulista.

Segundo a pasta, o maior risco da dengue neste verão se deve à circulação do sorotipo 2 do vírus. Na grande epidemia de 2015, quando 1,6% da população do Estado foi infectada, predominou o sorotipo 1 do vírus. Quando o paciente se infecta pelo vírus, de outro sorotipo, os sintomas são mais graves.

Nas regiões com as maiores infestações, como Bauru, Barretos e Araraquara, foi confirmada a circulação do sorotipo 2. Segundo a secretaria, houve 5 óbitos no período – dois em São Joaquim da Barra, dois em São José do Rio Preto e um em Araraquara -, mas as prefeituras confirmaram mais 4 e investigam outras 20 mortes. Dez cidades, oito nas regiões norte e noroeste, concentram 66% dos casos.

Em Bauru, com 3.510 casos confirmados e 12 mortes com suspeita, pacientes lotam as unidades de saúde. O movimento subiu mais de 73,6% desde o início da epidemia. Os cinco postos de saúde (UPAs) atendem 2,7 mil pacientes por dia e o horário foi estendido até 23 horas.

Em Araraquara, ao menos 300 pessoas com sintomas procuram, diariamente, os serviços municipais de saúde. Também foi confirmada a terceira morte por dengue, diz a prefeitura. Ângela Santos, de 66 anos, morreu no dia 10 e os exames deram positivo para a doença. Outros quatro óbitos são investigados.

Na segunda-feira, Valdelaine Deoadato, de 43 anos, morreu após oito dias internada na Santa Casa local com manchas pelo corpo e outros sintomas da doença. A família registrou a morte suspeita por dengue na Polícia Civil. Outros dois óbitos suspeitos tinham sido registrados no sábado – de um idoso de 85 anos e uma mulher de 33.

Bilac decretou epidemia na terça, após registrar 171 casos confirmados este ano, numa população de 7 mil habitantes. Em todo o ano passado, foram só sete casos. Em fevereiro, 802 casas foram vistoriadas e 484 tinham focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença

A doença avança também para o oeste do Estado. No dia 21, Paraguaçu Paulista decretou emergência, com 152 casos confirmados e 350 em apuração. Em 2015, a cidade teve 4,5 mil casos, a maioria do tipo 3. “Sabemos que para cada caso confirmado, há outros quatro não notificados”, estima a diretora de Saúde, Cristiane Bonfim.

A Justiça de Mogi Guaçu, região de Campinas, autorizou a prefeitura e entrar em imóveis particulares sem morador para remover criadouros do Aedes. Lá, são 60 casos confirmados e 44 suspeitos, quatro vezes mais que em todo o ano passado.

Família inteira

Em Sorocaba, foram confirmados 39 casos de dengue este ano, mais 16 são importados. A diarista Marilda Cresciulo, de 47 anos, moradora do Jardim Zulmira, zona oeste da cidade, conta que cinco pessoas da família – ela, o pai, a mãe, um irmão e uma sobrinha – tiveram dengue entre 2017 até o início deste ano. “Eu fiquei quatro dias com febre, manchas no corpo e dor de cabeça. Foi horrível, o corpo todo doía, parecia que tinha levado umas pancadas.”

Sua sobrinha teve a forma mais grave da doença. “A contagem de plaquetas baixou tanto que ela precisou ser internada e ficou 15 dias de cama, com os sintomas.” Apesar de gostar de plantas, Marilda eliminou os vasos de sua casa, com medo de novas infecções. “Vasilha com água, é só o bebedouro do cachorro, mas lavo e desinfeto todo dia.”

Capital

Na capital paulista, foram confirmados 126 casos de dengue, segundo boletim divulgado pela Prefeitura em 5 de fevereiro. Há registros em todas as regiões. Campo Limpo, na zona sul, é o distrito que lidera em número de casos (10). Não havia relatos de mortes por causa da doença e, até a data, a cidade não registrava casos de zika e chikungunya, também transmitidas pelo Aedes aegypti. Em todo o Brasil, são 54,7 mil casos prováveis de dengue, alta de 149% em relação ao ano passado. A Região Sudeste concentra 60% dos registros.

Piora em 2020

O coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado, Marcos Boulos, alerta que a epidemia pior deve vir entre o final deste ano e o início de 2020. “O próximo verão deve ser pior, porque neste a dengue não pegou com força as regiões mais populosas do Estado”, disse. “Há uma epidemia em regiões bem definidas, no norte e noroeste, mas o problema maior não é o número de casos e, sim, a circulação de um novo tipo de vírus, que torna a dengue mais grave”, acrescentou o infectologista.

De acordo com a secretaria, a dengue é uma doença sazonal – típica do verão – e cíclica, com oscilação de casos e aumento no número a cada três ou quatro anos. Em 2015, segundo a pasta, houve número recorde de infecções, com 709.445 casos. Somente em janeiro daquele ano, foram 41.844 casos.

Ação conjunta

Por diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), ainda segundo a pasta, o trabalho de campo para o combate ao mosquito Aedes aegypti compete aos municípios, mas o Estado presta auxílio. Entre os dias 11 e 16 de fevereiro, o Estado atuou em ações conjuntas com as prefeituras para eliminar criadouros e orientar a população.

Entre os sintomas, estão manchas vermelhas na pele, dores nas articulações, febre e dor de cabeça. Muitas vezes, a dengue é confundida com outras doenças transmitidas pelo Aedes, como zika e chikungunya.

Ex-prefeito de Guaraçaí tem morte por dengue hemorrágica confirmada

Foi confirmada, nesta quinta-feira (28), a morte por dengue hemorrágica do ex-prefeito de Guaraçaí (SP) Habbib Asseis, de 86 anos, do antigo PFL.

Ele estava internado desde o final de janeiro com dengue hemorrágica e morreu no dia 13 de fevereiro.

O município vive uma epidemia da doença neste ano e já registrou 265 casos positivos. Habbib Asseis foi prefeito de Guaraçaí por três mandatos entre 1977 e 1997.

Aplicativo ajuda a mapear casos de dengue em Araraquara

Em meio a uma epidemia de dengue, uma empresa de tecnologia de Araraquara lançou um aplicativo para mapear os casos da doença e ajudar na informação da população.

De acordo com a última atualização da prefeitura, na segunda-feira (18), a cidade tem 1.668 casos, uma morte confirmada e duas suspeitas.

O app “Todos contra a dengue” é gratuito e foi lançado na quarta-feira (20) para os sistema IOS e Android.

“O objetivo é divulgar o máximo de informação sobre a doença para a população e conseguir mapear as áreas que estão com mais casos de dengue o mais atualizado possível”, afirma analista de sistemas Renê de Paula Taba Silva, um dos responsáveis pelo projeto.

Aplicativo mapeia casos de dengue em Araraquara. — Foto: Reprodução

O app é colaborativo e conta com a contribuição da população. As pessoas doentes se identificam e informam a sua localização, que entra no mapa e fica por sete dias, que é o tempo de transmissão da doença.

“Essa informação é útil para a população porque as pessoas dessas áreas [mapeadas] poderão ter mais atenção e cuidado”, afirma Silva.

Também há dicas de prevenção e de tratamento da doença e a localização dos pontos onde estão sendo realizados atendimentos dos casos da doença.

Aplicativo mapeia casos de dengue e pontos de atendimento em Araraquara. — Foto: Reprodução

O desenvolvimento do aplicativo consumiu uma semana de uma equipe de cinco pessoas da FI Sistemas, que bancou o projeto sozinha, sem patrocínio.

“Foi uma ação para ajudar a população que está vivendo essa epidemia. Uma das formas que a gente encontrou para ajudar todo mundo”, disse Silva.

Araraquara vive uma epidemia de dengue e é a terceira cidade do estado em número de casos.

Aplicativo mapeia casos de dengue em Araraquara — Foto: Reprodução

Presidente Prudente registra 16 casos de leishmaniose em cães no início de 2019

A Prefeitura de Presidente Prudente, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), divulgou nesta quinta-feira (21) os primeiros casos de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) de 2019.

Até o momento, foram 16 registros da doença, sendo 15 autóctones, aqueles contraídos no próprio município, e um importado.

Os bairros Jardim Cobral, Vila Verinha e Residencial Maré Mansa tiveram dois casos confirmados cada um. Já os bairros Residencial Funada, João Domingos Netto, Bongiovani, São Judas, Centro, Vila Marcondes, Jardim Prudentino, Itapura 1, Residencial Monte Carlo e Jardim Aviação tiveram uma confirmação.

Todos os casos da doença já foram lançados no portal eletrônico e podem ser acompanhados pelo site.

Casos de leishmaniose em Presidente Prudente podem ser acompanhados pela internet — Foto: Reprodução

Paraná e mais três estados discutem a febre amarela com a Opas

A Secretaria de Estado da Saúde promove, nesta quinta-feira (21), em Curitiba, uma reunião para alinhamento das estratégias de controle da febre amarela. Além do Paraná, participam representantes de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e de São Paulo, além do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde (Opas), com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde. A reunião será na sede da secretaria, no Rebouças, das 8h30 às 17 horas.

As 1ª e 2ª Regionais de Saúde (Litoral e Região Metropolitana de Curitiba) também estão na rota de entrada do vírus no Paraná, que chegou pelo Vale do Ribeira, vindo do vizinho Estado de São Paulo. Justamente nestas regiões a recomendação de vacina só se deu recentemente, por causa da não-ocorrência de febre amarela.

O Paraná tem quatro casos da doença – um em Antonina, dois em Adrianópolis e um em Campina Grande do Sul. Nenhum dos doentes tinha sido vacinado. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde do Estado. Deve se vacinar quem tem entre 9 meses e 59 anos e nunca tomou uma dose.